O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 3 - DEFESA CONTRA OS ADVERSÁRIOS

13 - Entendendo a estratégia do inimigo
O planejamento estratégico do inimigo não muda muito em termos de conteúdo. Ele nunca cre que que a obra de Jesus no ser humano é consistente. A vida de Jó é um bom exemplo disso. Leia o diálogo entre Deus e o Diabo registrado no livro de Jó do capítulo 1:6 a 2:6. Realmente o Diabo não cre na eficácia da mudança que Deus opera no homem. Porisso ele começa com coisas mais leves, e somente quando percebe a resistencia humana ele tomada medidas mais drásticas. No caso de Jó, ele começou com animais e coisas, depois atacou os filhos e filhas, finalmente usou de toda sua violencia contra a pessoa de Jó. Outro exemplo disso é a tentação de Jesus, onde ele começa com comida, prossegue com o assunto do cuidado de Deus, e finalmente termina com a coisa mais importante, que era o centro da missão de Jesus. No caso de Neemias foi a mesma coisa, os inimigos começaram zombando quando ouviram o plano, depois desprezaram, e finalmente acabaram levantando falsa acusação, Ne 2:19.
Entretanto, ao verem que a coisa era séria, e que o povo tinha se unido no mesmo objetivo, a Biblia relata que eles arderam em ira, 4:1. Eles sabiam que os judeus fossem bem sucedidos na construção dos muros, logo reconstruiriam o tabernáculo, restaurariam o culto com adoração e louvores incessantes ao seu Deus. E o resultado disso seria catastrófico para eles, Deus voltaria a abençoar seu povo e eles se tornariam prosperos e poderosos na terra. Além do mais, a Palavra de Deus voltaria a governar a vida diária do povo, e os laços que eles tinham conseguido estabelecer com alguns seria totalmente desfeito, pois os judeus se santificariam ao Senhor e seus lideres condenariam tais relacionamentos. A explosão de ira segue adiante tornando em indignação. Indignação é o resultado do entendimento de que alguma coisa ou alguém não está correto. Quando se trata de indignação contra pessoa, ela vem do entendimento de que alguém não merece o que está acontecendo, é bom ou é ruim demais para essa pessoa. No pensamento dos inimigos de Israel, eles eram nada, não tinham dignidade nenhuma, e porisso não podiam reconstruir os muros, se estabelecer, tornarem importantes. O que mereciam era o desprezo, uma vida de vergonha e opressão. A indignação contra uma pessoa é um levante contra a identidade dela. Porisso, a sequencia de ataque do inimigo é previsível: o escárnio. Escárnio é a ridicularização da pessoa, o desprezo. Isso o inimigo faz, tornando as notícias já conhecidas sobre a situação do povo como acusações contra eles. O inimigo adora fazer isso. Quem são eles? Pecadores que estão debaixo do juízo de seu Deus, porisso merecidamente estão escravizados, desampadarados, desabrigados, famintos. Merecem isso, são uns fracos. Esse é o papel do acusador, espalhar as más notícias sobre o povo de Deus, e mesmo acusá-los perante Ele. Essa acusação pode desfalecer a fé, trazer sentimentos de culpa, pode paralizar nossas ações.
A partir desse ponto, o inimigo começa a ter consciencia de que algo maior e estranho aos seus interesses está acontecendo. Então a ira, a indignação e o escárnio assumem facetas práticas. A primeira delas é procurar aliados. Essa procura começa no circulo mais intimo, como diz o texto do versículo 2, fala na presença de seus irmãos. Eles são os que tem mais possibilidade de entender as razões da ira e da indignação, há uma identificação natural de ideias e propósitos, porisso a unidade em torno da perseguição é mais fácil de ser alcançada. O segundo círculo onde é mais provável encontrar apoio, diz o texto que é o exército de Samaria. Sambalate fala na presença do exercito, dos soldados e oficiais. Eles são estranhos ao povo de Deus, são dominadores, opressores sobre eles. É a nação que estava sendo usada como instrumento para correção do povo de Deus, mas que não entendia nada do próprio Deus, não era povo DEle. Porisso, enquanto instrumento, era malignamente opressivo, Deus executaria juizo sobre eles mais tarde. Esse circulo é diferente em muitas maneira dos circulo íntimo do povo de Sambalate. Eles tem autoridade delegada sobre o povo. Eles são o poderio militar, tem o treinamento, as armas, e a organização para fazer prevalecer sua vontade. Porém a coisa maravilhosa é que nesse nível, o inimigo não pode operar quando incitado, ele não está totalmente livre para fazer o que bem quiser, Deus, o soberano Senhor já decretou os limites de sua ação, já determinou o que sua liderança, no caso o rei Artaxerxes, deve fazer. O inimigo está literalmente imobilizado por Deus.
O incitamento é pelo domínio do território. Quem dominar o território poderá estabelecer seus valores, suas crenças, seu estilo de vida. Em outras palavras, poderá implantar sua cultura. A melhor maneira de conseguir o objetivo é agir enquanto o oponente está fraco. Sambalate propões exatamente isso quando disse: “Que fazem esses fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isso?”. Significa dizer: estamos no ponto em que podemos parar a obra, o futuro deles está em nossas mãos, ainda podemos manter o domínio do território impedindo que se fortaleçam e estabeleçam a cultura e o dominio judaico no território. Veja como elaboraram essa idéia: “Sacrificarão? Darão cabo da obra num só dia? Renascerão, acaso, dos montões de pó as pedras que foram queimadas?”. Tobias, o inimigo amonita, acrescenta um novo dado no desafio, que demonstra o que já começa a se formar na mente do inimigo. “Ainda que edifiquem, vindo uma roposa, derrubará o seu muro de pedra”. Isto é, provávelmente o povo de Deus edificará o muro, porém eles estão numa situação tão má que o trabalho deles é ineficaz. O inimigo começa a se conscientizar da vitória do povo de Deus, e que Deus está se movendo para restaurar Seu culto, restituir a benção sobre seu povo, e instituir Seu reino entre nós e através de nos para que as coisas sejam feitas aqui na terra como é feito no céu. Deus está no comando dos negócios do seu reino, e nem homem nem ser espiritual algum poderá segurá-lo.
O próximo estágio da manifestação do inimigo começa quando ele percebe que apesar da sua oposição, o povo de Deus segue em frente vitorioso, cumprindo o propósito. Até este ponto, a relação dos inimigos do povo de Deus é pequena, sòmente lemos um registro com dois nomes: Sambalate e Tobias. Agora porém, a relação cresceu: Sambalate, Tobias, os arábios, os amonitas, e os asdoditas. O texto descreve que eles ficaram “irados” porque a obra ia avante e as brechas do muro começavam a se fechar. A estratégia sofre uma mudança: “Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali” 4:8. A biblia diz que inimigo vem para matar, roubar e destruir, porém quando ainda existem “brechas” no muro, o inimigo tem livre acesso. Significa que a intenção ainda não é destruir, é atacar para causar confusão e fazer cessar a obra. Interessante, cessar a obra porque ainda há brecha aberta. A maneira é através da confusão. Confusão resulta em perda de propósito, perda de visão, perda de energia. Leia o seguinte relato do que disse Judá: “Então, disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e os escombros são muitos; de maneira que não podemos edificar o muro” 4:10. Como o inimigo tenta implantar sua confusão? Na calada da noite, vindo em segredo, sem que ninguém veja. Então, depois de implantada a confusão, matamos. Esse é o objetivo final, a confusão é sòmente o meio para atingir o fim. Entretanto, nosso Deus não dorme, nem cochila, Ele revela aquilo que o inimigo maquina as escondidas, traz a luz o que é concebido na escuridão. O povo de Deus fica sabendo, tomas as medidas necessárias, que analizaremos mais adiante, e frustra os planos do inimigo.
Ao saber que seus planos tinham sido frustrados e Israel praticamente terminara o muro, faltando somente alguns detalhes para serem completados, novamente o inimigo adapta suas estratégias de guerra. Agora o foco é o líder. Esse é a última possibilidade para parar a obra, se o inimigo conseguir estabelecer algum tipo de relacionamento com o líder, certamente conseguirá a vitória: impedirá do trabalho ser completado. A primeira coisa, segundo Neemias 6:1a13, é conseguir agendar uma “conferencia” com o líder. Para fazer o mal é claro. “Sambalate e Gesém mandaram dizer-me: Vem, encontremo-nos, nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal” 6:2. A tratégia agora é concentrar o ataque no líder, uma vez que seria impossivel derrubar o muro ou invadir a cidade para causar confusão e matar. Derrotar a pessoas chave é uma estratégia do inimigo que vem dando certo desde o Jardim do Éden. Eva era a pessoa certa para parar a obra que Deus estava fazendo em Adão e também parar aquilo que Ele tinha ordenado para Adão fazer. Se tentarmos dialogar com o inimigo, certamente perderemos. Essa estratégia de derrotar o líder é tão boa, que o inimigo se torna persistente nela.
O texto de 6:4 nos relata de que por quatro vezes ele tentou uma “entrevista” com Neemias. Por esse tempo, o inimigo já tinha sido claramente identificado, os laços de amizade ou mesmo qualquer tipo relacionamento tinha sido completamente cortados. O objetivo agora é tentar construir alguma ponte para contato, de alguma forma manter a presença e alguma influencia sobre o povo de Deus. O líder é o ponto nevralgico, se ele se comprometer, ou mesmo perder o foco, comprometerá todo o projeto. Um líder bem sucedido é aquele que tem a firmeza e a clareza de visão e própósito de Neemias: “Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? Quatro vezes me enviaram o mesmo pedido; eu, porém, lhes dei sempre a mesma resposta” 6:3,4. Uma boa estratégia, merece todo o esforço. Porisso quando Neemias não aceitou o convite, o inimigo tenta a persuasão através da midia escrita e da pressão popular. Escreve uma carta aberta e divulga o conteúdo para forçar uma conversa. O conteúdo da carta reflete uma estratégia que ainda vemos funcionando em nossos dias, e inclui alguns pontos principais: Primeiro ponto é: “entre as gentes se ouviu, e Gesém...” 6:6. Isso significa dizer: é do conhecimento geral e temos testemunhas. Uma mentira com respaldo de muitas testemunhas tem o poder e a eficácia da verdade, se for aceita. É algo amendrontador, a única maneira de permanecer firme numa situação como essa é se firmar na verdade, não permitindo que o medo entre em ação. O medo é o melhor aliado do inimigo, ele tem o poder de paralizar aqueles que o admintem e agem baseados nele. Normalmente, a mentira eficaz é aquela que tem aparencia de verdade, aquela através da qual pode ser deduzido coisas que parecem lógicas. Analize o caso dessa mentira. Primeiro, quem em sã consciencia, que estando numa posição na qual esta Neemias, no palácio do rei e num cargo da mais alta confiança, deixaria tudo isso e viria trabalhar duro, gastar seus recursos pessoais, correr riscos, para um povo desmoralizado e que não tinha nada a oferecer? Deveria ter alguma intenção por trás disso, e a mais plausível é que estava tentando contruir seu reino pessoal. Então, é claro que ele iria revoltar-se contra o rei e se fazer rei do povo. E mais: há até profetas liberando palavras de sucesso para a empreitada de reconstrução e sobre tua pessoa dizendo que voce é o líder do povo. Então a intenção é clara: voce quer ser rei. Então vamos fazer uma mesa redonda e discutir esse caso, temos que dar um tempo, parar a obra pelo menos por agora, e encontrar uma desculpa plausível, porque essa notícia. O certamente chegará ao rei. Essa mentira foi diabolicamente inspirada, porém Neemias era homem de fé e Deus estava no controle da situação.
A mentira é poderosa para fazer parar a obra de Deus, porém existe ainda uma arma muito mais poderosa, a qual o inimigo reserva para ser usada quando tudo o mais falar. Essa arma fatal é pecado, se o inimigo conseguir que o líder ou mesmo que o povo cometa pecado relacionado com a missão, o próprio Deus se coloca em oposição a obra. O inimigo sabe que Deus é santo e aquilo que ofender Sua santidade, não poderá progredir. Vemos na bíblia essa arma sendo usada muitas vezes, como exemplo vamos nos referir a um caso, o caso de Balaque e Balão descrito no livro de Numeros capítulo 22 a 25. Israel teria que destruir os habitantes da terra e possuí-la. Balaque, rei dos Moabitas sabia que ninguém poderia enfrentar a Israel, porque seu Deus pelejava por eles, porisso teve a ideia de vence-los contratando um profeta para amaldiçoa-los. Balaão, o profeta contratado, tentou por tres vezes amaldiçoar o povo, porém Deus sempre tornava suas palavras em bençao. Então Balaão resolveu ensinar a Balaque a estratégia de fazer o povo pecar, pois essa era a única maneira de amaldiçoá-los e derrotá-los. Veja como Moiséis descreve a responsabilidade de Balaão: Num 31:15,15 “Disse-lhes Moisés: Deixastes viver todas as mulheres? Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o SENHOR, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do SENHOR. E qual foi o conselho? Num 25:1ª9: “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel. Disse o SENHOR a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao SENHOR ao ar livre, e a ardente ira do SENHOR se retirará de Israel. Então, Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor. Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então, a praga cessou de sobre os filhos de Israel. Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil”.
No caso de Neemias, a estratégia foi exatamente a mesma, faze-lo pecar e atrair o julgamento de Deus sobre o povo. Veja como a bíblia descreve esse ataque contra Neemias: “Tendo eu ido à casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à Casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque virão matar-te; aliás, de noite virão matar-te... Então, percebi que não era Deus quem o enviara; tal profecia falou ele contra mim, porque Tobias e Sambalate o subornaram” Ne 6:10a12. Essa foi a última tentativa de ataque do inimigo, a vitória é descrita em Neemias 6: 15,155: “Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinqüenta e dois dias. Sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram todos os gentios nossos circunvizinhos e decaíram muito no seu próprio conceito; porque reconheceram que por intervenção de nosso Deus é que fizemos esta obra”. Finalmente, a palavra dita por Tobias prevendo a possibilidade de reconstrução aconteceu. E, ao contrário do que ele pensava, o muro era forte e servia de proteção eficaz para o povo. O inimigo foi derrotado e envergonhado, e Deus foi exaltado.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 3 - DEFESA CONTRA OS ADVERSÁRIOS

12 - Introdução
Entender que estamos em guerra, e que nossa luta não é contra carne nem sangue mas contra principados e potestades, é chave para a vitoria no projeto de reconstrução. O adversário pode até usar seres humanos, mas no final das contas quem está por trás são os anjos caídos, chamados na Bíblia de demonios. E a intenção deles não é fazer um pequeno estrago, mas sim roubar, matar e destruir. No caso de Neemias, os instrumentos do diabo se chamavam, Sambalate, Tobias e Gesém. Além disso havia outros inimigos e também inimigos em potencial descritos no livro de Neemias. Osa inimigos da reconstrução de Neemias podem ser dividos em duas categorias: “inimigos de fora” e “inimigos de dentro”. Inimigos de dentro são aqueles que ligação direta com o povo através de casamento, amizade e coisas assim, porém não são contados como parte do povo.. Os de fora não tem a mesma ligação direta, mas tem interesses, moram perto, tem ligações comerciais e interesses políticos sobre aquilo que pertence ao povo de Deus.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 2: PREPARANDO E DESAFIANDO O POVO PARA A OBRA.

11 - Todos devem se envolver na reconstrução
Ainda que haja uma clara definição em termos de autoridade e funções, o trabalho deve ser feito por todos. Isso significa que mesmo havendo um sumo sacerdote Eliasibe, um Neemias que Deus levanta para ser responsável perante ele pelo trabalho, o sacerdócio é universal. Sacerdocio universal significa que todos servem perante Deus em diferentes trabalhos. A reedificação dos muros expressa isso de maneira clara, diferentes pessoas fazendo diferentes partes da obra, porém a obra era de Deus e era uma só. Isso equivale ao conceito de corpo e membros discutido no Novo Testamento. Nem todos tem a mesma função, porém até o mais insignificante ou considerado de menas honra, é indispensável.
Essa descrição linda do sacerdócio universal é feita em Neemias através da definição das profissões, estatus social, origem genealógica e geográfica das pessoas que trabalharam. Capítulo 3:1 diz que o sumo sacerdote e os sacerdotes edificaram, 3:2 diz que os homens de Jericó edificaram junto deles. Capitulo 3:3 diz que os filhos de Hassená edificaram a porta do peixe. O relato da origem familiar se repete dezenas de vezes no texto. Cada vez que isso é resaltado, significa uma enfase que nos remete ao passado, onde pessoas se posicionaram perante Deus entrando em aliança com Ele e isso alcançou as gerações futuras baseado na promessa de Deus. Os dez mandamentos estabelecem esse ensino: Ex 20:6 “e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”. Esse ensino é confirmado, quando no capítulo sete é lida a genealogia dos que subiram a Jerusalem, e no versículo 64 relata que pessoas procuraram seus registros e não encontraram, porisso foram colocados em compasso de espera até que o caso fosse resolvido.
O capítulo 3: 8 relata o trabalho de ourives e perfumista. Não importa qual seja a profissão, somos cooperadores na obra de restauração de Deus. Também não distinção de sexo no trabalho de Deus, 3:12 nos informa que as filhas de Salum colocaram a mão no trabalho pesado da reconstrução. Também posição social não é desculpa para se eximir da responsabilidade de reconstrução. Textos como 3:12 em que um homem realmente importante, maioral de meia parte de Jerusalém, trabalhou reconstruindo. Ninguém e menos digno na reonstrução, 3:26 diz que os “servos do templo” também trabalharam. Além de trabalharem uns do lado dos outros como relata Neemias, houveram aqueles que decidiram repara “em frente da suas casas” como relatam os textos de Neemias 3:10, 3:23, 3:29, e 3:30., reconhecendo que tinham responsabilidade por aquilo que estava em sua frente para ser feito. Houveram pessoas que decidiram reconstruir portas, como descrito nos textosde 3:1, 3:3 3:6, etc, enquanto outros decidiram reparar torres, 3:11, 3:26. Isso significa que houveram pessoas que não somente desejaram fazer um serviço no trabalho da reconstrução, mas decidiram fazer algo que tivesse um significado e uma utilidade especial tais como a segurança de uma porta e a proteção de uma torre. Houveram aqueles que não simplesmente fizeram a obra de reconstrução, a fizeram “com grande ardor” como no caso de Baruque em 3:20 que teve seu zelo descrito para a glória dele perante Deus. Entretanto, houveram aqueles se acharam bons demais para participar na obra do Senhor, como está escrito sobre os nobres de Tecoa, terra do profeta Amós. Isso ficou regisado para vergonha e testemunho contra eles. Houve pessoas que fizeram mais do que outros, como caso de Salum descrito em 3:15 e Hanum em 3:13, que além de reparar a porta do vale reparou mais 1000 covados, isto é uns quinhentos metros de muralha. Esses relatos demonstram que nossas obras ou nossa falta de compromisso com o reino não ficam no esquecimento, servimos um Deus que faz justiça e executa juizo.

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10 - Fazendo a obra

Segundo a Palavra, a obre de Deus não pode ser feita nem por força nem por violencia, mas pelo Espírito do Senhor. Tão pouco pode ser feita por conselho ou decisão humana. Veja o que este texto de Ageu 1:14 diz: “O SENHOR despertou o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e o espírito do resto de todo o povo; eles vieram e se puseram ao trabalho na Casa do SENHOR dos Exércitos, seu Deus, ao vigésimo quarto dia do sexto mês”. Exatamente a mesma coisa aconteceu com o povo que Neemias iria liderar, diz o texto que o povo se dispos e se fortaleceu para fazer a obra depois que ouviu o relato sobre a benção de Deus sobre os planos de reconstrução. Em ambos os casos, o despertamento veio depois que a Palavra de Deus foi dada ao povo e eles sintonizaram seus corações com o coração de Deus. Isso significa que que nenhum trabalho para o Senhor pode ser feito separado de Sua Palavra. Significa tambem, em ambos os casos, que primeiramente Deus levanta um lider, ou alguns líderes no caso de Ageu, para que se responsabilizem pela obra. É o princípio da autoridade delegada e da unidade em ação.
A história do princípio da autoridade delegada é vista de maneira inequívoca na vida de Moiséis, ali aprendemos que alguém tem que ter nas mãos o cajado da autoridade, e Deus a defenderá caso essa autoridade for contestada. Casos como o da lepra de Miriam, de Datão, Coré e Abirão, e vários outros na história de Moiséis ilustram esse princípio. O texto de Numeros 11:16 e 17 ilustra de maneira clara a unidade necessária para fazermos o trabalho do Senhor: “Disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos e superintendentes do povo; e os trarás perante a tenda da congregação, para que assistam ali contigo. Então, descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente”. Jesus deixa claro no Joao capítulo 17que a unidade e completamente imprescindível para que Deus seja glorificado aqui na terra. No texto de Neemias, vemos essa unidade quando lemos a declaração que se repte muitas vezes: junto a ele edificaram 3:2, Ao seu lado reparou 3:4, junto destes reparou 3:4, a cujo lado reparou 3:4, ao lado destes repararam 3:5 e assim por diante. Isso significa que não espaço vazio entre eles, a unidade era mantida.
O texto de Neemias também relata o sumo sacerdote Eliasibe como sendo o primeiro que pos a mao na obra. Junto com ele, trabalharam os sacerdotes, seus irmãos. A responsabilidade das autoridades espirituais estabelece que elas são as primeiras que devem se envolver fazendo a vontade do Senhor, não somente para dar exemplo, mas por causa da sua posição perante Deus. Esse assunto é tão sério que as cartas as sete igrejas do livro do Apocalipse estabelecem que os líderes das igrejas responderão perante o Senhor não só pelos seus atos, mas pelos atos da igreja, como se eles fossem a própria igreja. Quando a Bíblia diz “tenho porém contra ti” esta falando de problemas da igreja, porém lançando a responsabilidade sobre o seu lider. O sumo sacerdote e os sacerdotes seriam os responsáveis por servir perante Deus vestidos com vestes finas e limpas, mas também devem oficiar sujando suas mãos na obra de restauração. Como disse meu filho Andre em uma pregação sobre a criação do homem, referindo-se ao trabalho de Deus com o barro: “Deus sujou suas mãos”. Sujar as mãos na obre de Deus é coisa santa, porisso Neemias relata que ao terminar de edificar a porta das ovelhas, Eliasibe a consagrou, estabelecendo o Senhor como dono absoluto daquela obra.

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9 - De olho no inimigo
Entretanto, o inimigo se faz notar de imediato, porque ele está sempre por perto, a Bíblia diz que ele anda em redor de nós como um leão que ruge. De alguma maneira ele tem laços estabelecidos com o povo de Deus, ele se infiltrou sorrateiramente, sabemos que ele não é dos nossos, mas com o passar do tempo ficamos aconstumados com a presença dele. Enquando estamos com os muros derrubados, em grande desprezo, e nosso Deus não é glorificado tendo lugar proeminente entre nós, o inimigo se mantem calmo. Até mesmo parece que não quer nosso mal. Porém, é só começarmos a nos mover em direção ao cumprimento da vontade de Deus para nossas vidas e em direção da glória Dele, que o inimigo se manifesta. De maneira alguma Deus quer que tenhamos qualquer tipo de vínculo com o adversário, mas já que nós muitas vezes permitimos isso, Deus vai usá-lo para algum propósito.
É exatamente isso que acontece na historia de Neemias. Não que ele próprio tenha estabelecido qualquer relação com o inimigo, mas o povo que ele iria liderar o tinha feito. O inimigo será usado como parte da estratégia de Deus para a vida dele pelo menos de duas maneiras diferentes. A posição que os inimigos tomaram e as suas acusações contra a missão nos dizem qual foi a função pedagógica básica na qual Deus o usou. Primeiro, Deus o usa como um instrumento pedagógico para manter Neemias desperto, humilde e dependente Dele. As acusações do inimigo requerem uma resposta articulada que leva a afirmação dos princípios de relacionamento com Deus mencionados acima. Veja o que o inimigo fez: “Porém Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, quando o souberam, zombaram de nós, e nos desprezaram, e disseram: Que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?” Ne 2:19. Aprendemos algumas coisas significativas a respeito da acusação do inimigo nesse texto. Primeiro eles zombam e desprezam. Isso equivale dizer: como alguem que não é nada, que nao tem valor algum como voces, pretendem fazer isso? Essa é o tipo de acusação contra a identidade das pessoas. Foi isso que o diabo fez com Jesus na tentação do deserto, dizendo: se és Filho de Deus. Quando começamos a manifestar quem somos em Deus, o inimigo se coloca na defensiva, porque antes eramos seus filhos, ou como diria Paulo em Efésios 2: 3: “éramos, por natureza, filhos da ira”. Agora que somos filhos de Deus, nos tornamos grande ameaça para ele.
A segunda maneira pela qual Deus uso o diabo como instrumento pedagógico em nossas vidas, é para nos treinar como seus instrumentos na sua obra. A coisa que perturba profundamente o Diabo é quando nos tornamos instrumentos na obra de Deus. Então ele nos acusa de rebelião. Segundo ele, nos rebelamos contra os poderes que estão institucionalizados para opressão e humilhação contra nós. Esse era o caso da Babilonia e de Artaxerxes, mas como Deus mudou a história, isso não era rebelião.
A segunda razão pela qual Deus permite que o inimigo se levante contra nós, e mostrar a ele quem somos. Esse foi o caso de Jó, o diabo não acreditava que Deus poderia te-lo transformado em um homem fiel e justo a ponte do passar por qualquer prova. Deus provou que ele estava errado e no final usou toda aquela situação para exaltar o segundo estado de Jó ainda mais que o primeiro. Deus também permite para estabelecer através de nós, a Jesus como cabeça sobre todas as coisas. Veja o que diz Efésios 1: 22,23: “E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas”. Com relação ao diabo como instrumento de Deus, é importante sabermos claramente uma coisa: ele não está livre para fazer tudo o que decidir. Deus não somente o mantem debaixo de controle, como também abre um escape na hora da tentação. Doutra maneira seria injusto para conosco, e o próprio Diabo seria um tipo de Deus. Leia a declaração bíblica de 1Cor 10:13: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.
Quais as respostas que aprendemos para dar ao inimigo? Leia o que Neemias aprendeu: “Então, lhes respondi: o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém” Ne 2:20. Primeiro, sabemos quem somos, somos “seus servos”, não estamos com crise de identidade, o que somos é definido em relação ao nosso Deus. Segundo, a obra que fazemos é do nosso Deus, somos seus cooperadores, mas quem tem a autoridade e poder sobre a obra é nosso Deus, porisso ele nós dará bom exito. Nossa parte é nos dispormos e reedificarmos, e isso vamos fazer. Terceiro, Quanto a voces, nem ao menos deveriam estar falando sobre o assunto, porque voces nao tem parte nessa, não tem direito nessa obra, nem tão pouco tem memorial (glória) nessa obra. Essa declaração final é impressionante, porque demonstra que Neemias tinha entendido claramente que enquanto ele promovesse a glória de seu Deus, ele também seria glorificado. Isso é claramente ensinado por Jesus em Joao 17:22 quande ele diz ao Pai em sua oração: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado...”.

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8 - Fazendo tudo o que vemos nosso Pai fazer
Ao chegar em Jerusalém, Neemias gastou tres dias examinando as coisas. Diz seu relato, que durante esse tempo ele não falou sobre sua missão a ninguém. Observando a escolta real, é claro que todos sabiam que sua visita era oficial. Imagine iniciar o trabalho de recontrução tão grande em meio a uma situação desesperadora em todos os aspectos. Socialmente a cidade era uma vergonha, os inimigos a consideravam irrecuperável, o povo passava fome, e além do mais eram escravos de Artaxerxes, tinham que pagar tributo a ele. Neemias precisava de algumas coisas chaves antes de divulgar seun intento. A primeira, era um reconhecimento in loco da situação. Ele ja sabia do estado calamitoso das coisas pelas informações que recebera atraves de seu irmao e amigos quando ainda estava na Babilonia. Porém uma visão pessoal iria produzir mais empatia e sensibilidade para com o problema. Quando encaramos pessoalmente um problema, duas coisas podem acontecer: ou desanimamos ou nossa fé aumenta. Um bom exemplo é o caso do problema chamado gigante Golias. Para o exercito de Israel, fraco na fé e com visão miope sobre quem é Deus, foi motivo de desanimo e frustração. Para Davi, íntimo de Deus e homem de fé, quanto maior o tamanho, maior seria a queda. Não havia dúvida em seu coração que aquele gigante era uma blafemia contra Deus e ele era o braço do Senhor para trazer juizo. Assim também Neemias estava se tornando consciente do milagre que Deus faria na reconstrução. A segunda coisa, é que não seria possível alguém se animar com a reconstrução se primeiro não recebesse uma injeção de otimismo. Na verdade, havia duas possibilidades para divulgar a missão: a primeira era simplesmente contar ao povo o que tinha vindo fazer, a segunda era despertar a curiosidade do povo de tal maneira que eles desejassem saber o motivo de sua vinda.
De repente, Neemias quebra o silencio, e lança o desafio da reconstrução: vamos reconstruir os muros de Jerusalém! Um desafio dessa abrangencia necessitava ser expresso de maneira contundente. Como Neemias conseguiu comunicar tão eficientemente sua mensagem? Aqui estao algumas coisas essenciais para que um grande desafio como esse surta efeito positivo: primeiramente ele precisa ecoar de um coração que esteja em sintonia com o povo. Neemias andou em volta do muro durante a noite para sentir diretamente o impacto da realidade em seu coração. Enquanto ele comtemplava o muro, seu coração ia recebendo a mesma carga de paixao e zelo que estava no coração do povo. Empatia brotou em seu coração como um geizer, aquela fonte vulcanica que de repente explode e alcança as altura. Miséria, assolação, destruição e vergonha, eram palavras que remoiam a consciencia do povo a respeito da cidade e seu muro, e que também atingiram o coração de Neemias como flechas certeiras. Quando ele lança o desafio, essas palavras saem de sua boca como um brado de amargura e de rejeição daquela realidade.
Depois que prendeu a atenção de seus ouvintes e incluir-se no problema, Neemias da seu testemunho a respeito de tudo o que tinha acontecido na cidadela de Susã, na Babilonia. Relatando sua experiencia anterior, era como se ele estivesse dizendo: Deus ja está envolvido nesse assunto, isso é coisa do coração Dele tambem e não somente do nosso. E mais: Deus já demonstrou que está no controle da situação de maneira soberana, vejam minha escolta, escutem a leitura da carta que o rei escreveu aos governadores das provincias para que eles me dessem passe livre até aqui, olhem também a ordem do rei para Asafe, o guarda da floresta real, para que tiremos toda a madeira que necessitarmos de sua floresta. Agora já não podemos ficar de braços cruzados lamentando nossa miséria, vamos colocar nossas mãos na obra. Era como se Neemias dissesse: já estamos vendo o que Deus esta fazendo, agora vamos seguir sua iniciativa e cooperar com Ele. Então os ouvintes de Neemias dizem: “Disponhamo-nos e edifiquemos” Ne 2:18. E o texto segue relatando o efeito das palavras de Neemias: “E fortaleceram as mãos para a boa obra”. Isto é, saiu de sobre eles toda baixa estima, toda angústia, e foram invadidos por uma energia nova de fé, esperança, e ousadia. Fizeram aquilo que se diz na linguagem bíblica: “sacudiram de sobre si o jugo”.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 2: PREPARANDO E DESAFIANDO O POVO PARA A OBRA.

7 - Introdução
Depois de passar por uma experiencia tão marcante como a de Neemias, a tendencia humana é tornar-se auto-confiante e deixar de depender de Deus. Essa é uma das primeiras manifestações malignas do poder. Na verdade, todos os pecados tem origem na tentativa de uma vida independente do Senhor, centralizada em nós mesmos, em nosso tempo, nosso potencial, nossos desejos. Foi assim que Saul, aquele rei tão ungido que pofetizou um dia inteiro no meio dos profetas, perdeu seu reino. Normalmente uma guerra é composta de muitas batalhas, e as vezes por causa da vitória em uma batalha, perdemos a guerra. É impressionante a enfase dada pela Palavra de Deus nas sete cartas do Apocalipse. Todas elas tem em comum a frase “ao que perseverar até o fim”. Porisso Paulo nos exorta em Efésios 6:13 dizendo: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis”. O que realmente importa é como terminamos. Neemias é um exemplo dessa consciencia da responsabilidade perante Deus, perante os homens e perante a tarefa a ser realizada.

O LÍDER VIROTIOSO - CAPÍTULO 1: PREPARATIVOS PARA O INÍCIO DA OBRA

6 - O que entristece nosso Deus, também deve nos entristecer
Os propósitos de nosso Deus não podem falhar. A sua parte Ele já fez, garantiu pagando grande preço pelo sacrifício de seu próprio Filho, revelou a nós o segredo do sucesso, que está em guardarmos seus mandamentos, estatutos e juízos, auxiliados pela ação do Espírito Santo. Sobre essa base, nosso sucesso é garantido, ele será o resultado do que nosso Deus amoroso fez por nós pela sua graça, combinado com a ação da nossa fé. Isso porque a fé sem as obras é morta. Porém, quais são as obras que deveremos fazer? Jesus já respondeu essa pergunta em João 6:28,29: “Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creais naquele que por ele foi enviado”.
O problema, entretanto, é entender o que Jesus quiz dizer com “crer”. Na verdade, o próprio Jesus interpretou o significado de crer em relação a fazer as obras de Deus, quando afirmou sobre si mesmo: “Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz”, Joao 5:19. Isso significa que não decidimos o que fazer, como fazer, nem quando fazer. Somos colaboradores de Deus naquilo que Ele decide fazer, porisso nosso maior trabalho e nos submeter a Ele para que sejamos liderados. É como Israel enquanto andava no deserto debaixo da nuvem, se a nuvem parasse e eles continuassem andando, certamente seriam queimados pelo sol do deserto. A mesma aconteceria se a nuvem andasse e eles ficassem parados. Colaboradores se movem no mesmo tempo e no mesmo rítimo. Quem lidera é Deus. A combinação do o que, do como e do quando, requer nossa total submissão, a falta disso é frentemente a causa de nossa derrota. A vida vitoriosa requer que ajustemos a sintonia de nosso coração com a do coração de Deus. Foi Exatamente isso que Neemias fez, porisso pode realizar tão grande obra para Deus, trabalhando simplesmente como seu cooperador.
Neemias percebeu quanto a situação do povo, do templo, e da cidade de Jerusalém, entristecia o coração de Deus. Porém, mesmo que ele quisesse não havia nada que pudesse ser feito, a menos que Deus se movesse. Mas uma coisa ele podia fazer e fez: alinhou seu coração com o coração de Deus. Seu coração encheu-se de uma profunda tristeza e de um desejo de reconstruir a cidade e seus muros para a glória de Deus. Quando seguimos esse princípio, Deus começa a se mover. Toda a história de Neemias começou no mes de quisleu que fica entre novembro e dezembro (Ne 1:1) quando seu interesse foi despertado para o problema, porém somente bo mes de nisã que fica entre março e abril, as coisas começaram a acontecer, (Ne 2:1). Nesse meio de tempo, possivelmente tudo o que ele fez foi trabalhar na sua rotina diaria de copeiro do rei, orar, confessar os pecados e acalentar o desejo em seu coração de realizar a obra de Deus.
De maneira inesperada, Deus começa a mover as coisas. Neemias sabia que era necessesaria a intervenção do rei no caso, isso também fazia parte de suas orações(Ne 1:11). Mais ou menos quatro meses depois, enquanto cumprindo sua rotina de copeiro, o rei atenta para um detalhe que chama sua atençao: Neemias estava triste. Ora, durante todo o tempo em que havia servido o rei ele estava sempre alegre, jamais o rei tinha visto essa expressao em seu rosto. A conclusão era óbvia: isso era uma profunda tristeza de coração. O que poderia estar causando essa tristeza se ele era um privilegiado, vivendo confortavelmente no palácio, numa posição de alta confiança da maior autoridade sobre a terra? O rei Artaxerxes precisa saber mais sobre esse interessante problema. “O rei me disse: Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza do coração. Então, temi sobremaneira” (Ne 2:1). Envolvimento de empatia com Deus pode ter consequencias desastrosas, mas o risco não tem como ser evitado e Neemias sabia disse, porisso, nas palavras dele prórpio, temeu sobremaneira. Artaxerxes era dono de sua vida, poderia mandar cortar sua cabeça quando bem quisesse. Mas ele sabia que havia um outro rei que tinha o coração de Artaxerxes em suas mãos: o rei Jesus.
Deus estava se movendo, pois afinal de contas quem, era ele para que o rei atentasse para seu estado de alma? Ai estava um caminho pelo qual ele possivelmente ainda não tinha andado por ele, e havia duas possibilidades a sua frente: crer que Deus estava movendo o coração do rei e assumir uma posição audaciosa na conversa, ou calar-se movido pelo medo das consequencias da sua tristeza. Como ele cria que Deus estava ouvindo suas oraçãoes e iria responde-las, ele decidiu, mesmo com todo o temor, crer que a hora era chegada, seu Deus tinha iniciado o movimento em direção a Jerusalém. E Ele seguiria fazendo aqui na terra o que estava vendo seu Deus fazer no céu. Entao ele foi direto ao assunto: “viva o rei para sempre! Como não me estaria triste o rosto se a cidade, onde estão os sepulcros de meus pais, está assolada e tem as portas consumidas pelo fogo?” (Ne 2:3). Lendo sobre seu posicionamento podemos ter uma idéia romantica da situação, mas a verdade era que a cidade dos sepulcros de seus pais, era dominio de Artaxerxes e a opressão que ela sofria era em oparte culpa do rei. Era necessario coragem e ousadia que vem de uma fé inabalável para correr um risco desse tamanho.
A resposta de Neemias soou como uma petição ao rei. “Disse-me o rei: Que me pedes agora?” (Ne 2:4). O dialogo que se segue dai em diante entre Neemias e o rei até o versículo 9 é altamente inspirador e cheio de ensinos. A primeira coisa que aprendemos é que, quando sintonizamos nosso coração com o coração de Deus, ainda que sem muita consciencia, começamos a nos mover segundo os propósitos que estao em Seu coração. Então aqueles sonhos de nossos corações em realizar coisas para abençoar nosso Deus, se tornam aceitáveis por Ele. Isso foi o que aconteceu com o sonho de Neemias em reconstruir Jerusalém. Temos também um exemplo disso na pessoa de David, em que o próprio Deus se expressa sobre o assunto em 1 Reis 8: 17 a 18 : “17 Também Davi, meu pai, propusera em seu coração o edificar uma casa ao nome do SENHOR, o Deus de Israel. 18 Porém o SENHOR disse a Davi, meu pai: Já que desejaste edificar uma casa ao meu nome, bem fizeste em o resolver em teu coração”. Naquele tempo a habitação de Deus era uma tenda desmontável, cuja contrução tinha sido feita nos moldes da revelação dada por Ele mesmo. David resolveu construir algo magnifico, algo que fosse permanente, seguindo os padrões do próprio Deus estabelecidos para a primeira. Então pense nisso: o tabernáculo desmontável e sem muita pompa era revelação de Deus, mas o famoso templo de Salomão foi algo que veio do coração de Davi para Deus. E Deus gostou disso, segundo o versículo 18. Acredito firmemente que é exatamente isso que o Espírito Santo disse sobre termos a mente de Cristo em 1 Cor 2:16. Começamos a pensar Seus pensamentos que serão para a própria glória DEle. Entretanto, devemos manter a perspectiva de que isso não é um “salto de fé no escuro” mas sim uma ação baseada no que já esta no coração de Deus.
A segunda coisa que aprendemos é que necessitamos ter uma visão clara do que queremos realizar para Deus. Pelas respostas dadas por Neemias vemos que ele já tinha pensado no assunto. Ele foi claro e direto: eu quero que o rei me envie para edificar a cidade. Ele não perguntou o que o rei achava, não pediu a opinião dele sobre quem deveria reconstruir, isso já estava decidido em seu coração: o trabalho deveria ser feito e ele é quem deveria faze-lo. Falar dessa maneira com o rei era correr risco de vida e Neemias sabia disso, porisso, além de todas as orações que ja tinha feito, o texto nos diz que ele orou rapidamente mais uma vez. Ele não teve duvidas perante o rei, pois em seu coração estava claro que Deus era o dono do projeto e ele o executor da obra. Mas evidentemente ele precisa “vender” a ideia ao rei e conseguir que ele o enviasse. Lembre de que naquele tempo a palavra do rei era a lei. Mas ele sabia que o seu Deus é o Senhor sobre os reis da terra.
O terceiro ponto é que necessitamos ter uma visão clara das coisas mais importantes que serão necessárias para realizar a missão. A primeira coisa esta relacionada com o tempo. Curto, médio ou longo prazo? Neemias tinha pensado o suficiente na empreitada, porisso tinha uma ideia a respeito do assunto. Quando o rei concordou e perguntou quanto tempo iria demorar a obra, pontamente Neemias marcou o prazo. Outra coisa importante no caso de Neemias era que ele teria de viajar através do reino, passando por varias províncias até chegar a Jerusalem. Lembre-se que ele era um escravo judeu, poderia ser tomado por fugitivo. A viagem também era perigosa, e certamente os Sambalates e os Tobias, inimigos de Jerusalém saberiam e ficariam inconformados. Porisso ele precisava de licença especial para a viajem, uma carta do rei explicando sua missão e também guardas para sua segurança. Havia ainda um outro problema: tudo pertencia ao rei, incluindo as matas das quais Neemias precisava de madeira para a reconstrução. Pela fé, Neemias não somente obteve favor perante Deus, mas também perante o rei Artaxerxes. De agora em diante era era embaixador de Deus e do rei Artaxerxes perante os governadores das provincias do império babilonico. Ele seguia levando os papeis de sua nomeação e também a escolta de oficiais e cavaleiros do exercito da Babilonia. Literalmente Neemias esta experimentando o cumprimento da oração que Jesus ensinou seus discipulos fazerem: Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. Tudo o que necessitou foi alguém se dispor a ser usado por Deus, para que o céu reinasse na terra.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 1: PREPARATIVOS PARA O INÍCIO DA OBRA

5 - A oração que Deus responde
Algumas vezes nos perguntamos porque Deus não está respondendo nossas orações. As respostas para essa pergunta podem variar enormemente, dependendo de muitas circunstâncias. Por exemplo, se a pessoas não estiver andando corretamente nos caminhos do Senhor, isso será um impedimento para resposta de Deus. Neste parágrafo vamos considerar somente um aspecto: o aspecto das orações respondidas quando elas sao feitas por alguém que está numa posição ideal perante Deus. Note que não estamos falando de alguém perfeito, ou que merece alguma resposta. Esse é o caso de Neemias. Apesar de todas as circunstancias que aconteceram em sua vida, como por exemplo, o fato dele ser escravo em uma terra estranha, seu coraçào estava posicionado corretamente perante Deus, amava seu Deus acima de todas as coisas, a compaixão pelo seu povo era algo visivel em seu rosto. Razões como essas fizeram com que Neemias se tornasse pró-ativo perante Deus. Sua posição pró-ativa tinha uma primeira característica: ela não se baseava numa atitude de auto-sificiencia nem tão pouco num ato emocional isolado, mas numa atitude de colocar sua vida em total dependência de Deus. Tornar-se pró-ativo sem que Deus decida entrar em atividade primeiro, é presunção. O exemplo de pro-atividade é Jesus, e a mesma e foi demonstrada e definida quando Ele declarou no evangelho de João: eu só faço o que vejo meu Pai fazer. Na verdade, a biblia ensina que Deus busca quem possa “ficar na brecha” em concordancia com Ele, e dessa forma possa tornar-se um instrumento em suas mãos. Deus busca co-laboradores, isto é, pessoas que possam “laborar” junto com Ele. Claro que isso requer algumas coisas como pré-requisito: a) para colaborarmos com Deus precisamos primeiramente conhecê-Lo. Devemos conhecer Seu caráter, os princípios que norteam Seu modo de agir; b) devemos conhecer Seus planos, as prioridades daquilo que Ele deseja fazer, o tempo no qual Ele deseja trabalhar; c) devemos conhecer Sua paixão, aquilo que move Seu coração, a intensidade e a extensão na qual Ele deseja se envolver com o projeto a ser realizado. Acredito firmemente que todas as coisas sugeridas acima podem ser definidas através de uma palavra: intimidade. Intimidade implica confiança, implica tempo gasto em comunhão, implica em apreciação daquilo que a outra pessoa é e faz. O que vamos fazer deve, deve ser “concebido no ninho” de nossa intimidade com Deus.
A oração de Neemias foi baseada em alguns elementos que demonstram como seu coração se alinhou com o coração de Deus. Primeiro, Neemias 1:4 registra que depois de ouvir a notícia realmente ruim sobre a situação do povo de Deus, ele se assentou e chorou. A notícia o comoveu e fez com sua atenção ficasse totalmente focada no problema. As distrações de seus problemas pessoais, do seu trabalho como copeiro e até mesmo suas prioridades foram suspensas diante do problema. Em outras palavras, o texto diz que ele saiu do ambiente natural e entrou na presença de Deus por alguns dias.
Segundo, ele jejuou e orou perante o Deus dos céus. Neemias precisava saber as intenções e o coração de Deus a respeito daquele assunto. Durante seu período de busca, ele primeiramente reconheceu a grandeza de Deus. Muitas vezes nos aproximamos de Deus sem a consciência de sua grandeza, não está claro em nossas mentes de que nosso Deus é transcendente, Ele é muito superior a todo e qualquer problema, Ele é o todo poderoso, aquele que conhece todas as coisas e está em todos os lugares ao mesmo tempo, Ele é o Deus dos céus, grande e temível. Porém, quando reconhecemos a grandeza de Deus, o temor vem sobre nosso coração.
Terceiro, como o temor ao Senhor é o “princípio da sabedoria”, o Espírito Santo traz a nossa memória as promessas e pactos que Deus fez conosco. Foi isso que aconteceu no texto do capítulo 1:5 com Neemias, antes de falar em sua oração sobre a rebeldia e os pecados do povo, seus olhos ficam fixos na pessoa de seu Deus, lembrando que havia um pacto entre Ele e Israel, feito com pessoa de Abraão Seu amigo. O pacto era de abençoar a posteridade de Abraão, estar no meio de Seu povo e protege-lo contra seus inimigos. A parte que cabia ao povo era de amar a Deus, obedecer os mandamentos e andar nos caminhos traçados por Ele. Uma palavra apropriada para definir o posicionamento de Neemias poderia ser “exaltação”, ele primeiramente exaltou a Deus reconhecendo sua fidelidade. Em sua exaltação a Deus, ele reconheceu que é Deus quem guarda a aliança e a misericórdia, isto é, quando o povo é incapaz de manter sua parte, a fidelidade e a misericórdia de Deus entram em ação como ancora do relacionamento. Isso possibilita o arrependimento e a fé. Quando o povo quebra seu compromisso de fidelidade, Deus continua fiel, e recebe de volta aqueles que se tornam conscientes de seu pecado, confessam e voltam para a casa do Pai. É o que na teologia conhecemos como “amor de Deus”, o qual se manifesta através de Sua graça e misericórdia.
Isso nos leva a um quarto elemento da oração de Neemias: os olhos de Deus estão abertos e seus ouvidos atentos para a oração de seus servos, 1:6. Todas as vezes que cremos que os olhos e ouvidos de Deus estão voltados para nós, somos tomados por uma consciencia de Sua presença. A primeira consequencia disso é que, mesmo de maneira inconsciente, somos invadidos por um senso de dignidade que não tinhamos antes. Deus nos aceita, estamos na presença do Altíssimo e não morremos fulminados. Isso afeta nossa visão de nós mesmos, nos dá segurança e ousadia na oração. Porque nossa verdadeira identidade somente é revelada na presença de Deus, não precisamos mais ficar debaixo do Seu juízo. Ele é NOSSO Deus, nos acolhe de braços abertos e nos aceita como seus cooperadores. O Deus grande e temível é nosso Pai e Nele temos herança. É como disse Jesus: não temais pequeno rebanho, Deus se agradou em dar-vos Seu reino. Então nosso linguajar sem medo flui na presença do Pai: “Estejam atentos teus ouvidos, e os teus olhos abertos” 1:6. Desaparecendo o medo da rejeição, o medo de não ser ouvido, a preseverança toma seu lugar e somos capazes de dizer como Neemias: “acode a oração do teu servo, que hoje faço na tua presença, dia e noite”. Também a consciencia do nosso pecado e dos pecados do nosso povo é justamente o que nos atrai a Ele, seu amor é como um imã que nos leva em direção ao perdão. A confissão não se torna um fardo, um ato amedrontador, mas sim um alívio para a alma.
A consciencia de quem Deus é e de quem somos em Sua presença tem o poder de enchernos de paz perante Ele, assim podemos ser criteriosos e até mesmo minuciosos em nossa confissão. É a luz de nosso Senhor que ilumina nossa identidade, esa luz expoe não somente nossas trevas mas também a de nosso povo. A luz de Deus traz em sua companhia Seu as características de Seu caráter santo de justiça e amor, cujo amor se expressa através de Sua misericórdia e graça. Uma vez despertados em nossa consciencia desses atributos, se cumpre em nós seu mandamento de amar nosso próximo como a nós mesmos. Essa é a razao porque nossa oração se torna inclusiva, não somente por nos mesmos mas também pelos nossos irmãos. Entao podemos falar da natureza de nosso pecado que é a corrupção, somos de todo corruptos, não há um justo, um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus, todos nos estraviamos. Porisso somos incapacitados para guardar os mandamentos, os estatutos e os juizos dados a Moiséis, que na verdade são a expressao do caráter santo de nosso Deus. Entendendo com clareza que Deus odeia nosso pecado mas ama nossa pessoa, Seu juizo contra nós faz sentido. Entendemos claramente o conceito e as implicações da rebelião, como entendeu Neemias: se transgredirmos, seremos espalhados, porém se nos arependermos, seremos perdoados e ajuntados de onde estivermos para o lugar em que Ele escolheu para habitarmos e sermos felizes. Então a ousadia que vem do amor e do desejo por intimidade com o Senhor brota em nossa oração: “estes ainda são teus servos e povo que resgatastes com teu grande poder e com tua mão poderosa”, Neemias 1:10. Nos agradamos de temer teu nome, porisso estejam atentos ouvidos a nossa oração, dá sucesso nos desejos de nosso coração pois eles estão alinhados com teus propósitos. Nosso Deus pode nos dar favor perante os poderosos e os reis da terra, dos quais vai depender nosso sucesso, porque seus corações estão em Suas mãos.

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4 - Se existe uma possibilidade de reconstrução, ela está em Deus
Não podemos amar com o amor de Deus e querermos fazer alguma coisa sem que Ele seja o principal personagem, de onde irá fluir todas as coisas necessárias para o sucesso do empreendimento. Parece algo óbvio, porém a experiencia dos cristãos em começar em Deus e depois tentar prosseguir sem Ele, demonstra não ser tão óbvio assim. Paulo enfrentou esse problema com os cristãos da Galácia, e com certeza o problema ainda persiste em nosso meio hoje em dia. Ele disse aos Gálatas: “eu fico admirado que voces estejam mudando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho” (Gal 1:6). A admiração de Paulo era porque parecia óbvio começar em Cristo e continuar nEle, mas descobriu que não era tão óbvio assim. Ele faz a grande pergunta aos Gálatas: “Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?” (Gal 3:3). Neemias não sòmente demonstra que ninguém pode colocar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus (I Cor3:11), mas que também que a obra que alguém edifica sobre o fundamento será provada pelo fogo e se tornará manifesta (I Cor 3:12,13). Ele passou nesse teste, sua obra de reconstrução obteve “o alvará de licença de funcionamento” da parte de Deus, ele terminou a obra, ela foi duradoura e Deus aprovou mandando um avivamento sobre seu povo . Quais foram os princípios que tornaram Neemias vitorioso perante Deus? O que ele fez que liberou a benção e a direção de Deus sobre seu desejo de promover mudanças na situação?
A primeira coisa que aprendemos é que ele se identificou com Deus e com seu povo emocional e espiritualmente em relação ao problema. Aconteceu com ele o que chamamos de “empatia”. Por essa razão, ele separou tempo para chorar e derramar seu coração perante Deus. Parece algo simples, porém não é. Neemias, como eu e voce, vivia um ritimo de vida que estava em competição com Deus pelo seu tempo. Existem coisas tais como trabalho, relacionamentos sociais, demandas familiares, descanso e lazer, que tomam nosso tempo. O tempo, principalmente em nossos dias, é uma das mais preciosas comodities, seu uso é o que em grande parte determina nosso sucesso ou fracasso. Ativismo é um dos maiores inimigos da vida cristã.
Tempo é o requisito número um da intimidade, é o tempo gasto em comunhão com Deus durante a qual derramamos nossos corações, que nos torna conhecidos de Deus. Talvez ao ler essa afirmaçõa voce tenha pensado: isso é errado, Deus ja nos conhece muito bem. Porém não estou me referindo ao conhecimento que o Deus soberano tem sobre nós, mas sim aquele conhecimento realacional que mantemos com Deus, o Emanuel, o Deus conosco, através de a comunhão com ele. Me refiro ao conhecimento que advém da minha decisão pessoal de buscá-lo e estar em comunhão com Ele. É a esse conhecimento que Jesus se refiriu quando afirmou que não conhecia aquelas pessoas que tinham que tinham profetizado, expelidos demonios, feito muitos milagres em seu nome. Jesus disse explicitamente a eles: “Nunca vos conheci” (Mat 7:22 e 23). Neeemias fez o que comumente chamamos de “gastar um tempo de qualidade”. O capitulo 1:4 diz que ele primeiramente “se assentou”. Não crei que seria possível para Neemias, um escravo com o serviço de copeiro do rei, parar tudo o que estava fazendo para tirar uns dias exclusivamente para chorar e lamentar. Mas entendo que daquela hora em diante ele tinha uma nova prioridade, algo novo ocupava seu coração: a situação de sua cidade e a posição do coração de Deus em relação a esse problema. A biblia diz que onde está o coração do homem, ai está seu tesouro (Mt 6:21). Depois Neemias 1:4 diz que ele chorou e lamentou. Um coração quebrantado e contrito, Deus não desprezará. Fazendo isso, ela estava “conformando”seu coração ao coração de Deus, pois ele sabia que aquela situação não agradava a Deus. Isso é a preparação para uma oração bem sucedida. Quando pedimos algo que vem de um coração que se posicionou de maneira correta diante de Deus, Ele atenderá nos atenderá. O contrario seria pedir e não receber, porque pediriamos mal.

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3 - Se Deus ama, eu amo também
O amor de Deus se manifesta na forma de misericórdia e graça. Misericórdia e uma palavra que veio de uma junção de duas palavra do Latim: “miseris” que significa miéria, e “cordis” que significa coração. Então misericórdia é o ato de se olhar para um coração miserável e se compadecer dele. O significado de graça é: um favor imerecido, algo que é feito para mim e pelo qual eu não posso fazer asbolutamente nada em troca. Isso significa que amor é Deus olhando para um pecador com coração miserável e decidindo fazer algo em favor dele. Se Neemias tinha um relacionamento com Deus sificientemente intimo para conhecer e receber o amor de Deus, ele também, nas devidas proporções, iria amar como Deus ama. Porque Deus o amou primeiro, ele amaria com o amor de Deus. Esse foi o primeiro principio demonstrado na vida de Neemias e também deve ser o mesmo na vida de qualquer pessoa que intente um trabalho de reconstrução. São tres as instâncias em que esse amor deve se manifestar: amor a Deus sobre todas as coisas, amor a si mesmo, e a mor ao próximo como a si mesmo. Tudo isso, evidentemente, amando com o amor de Deus. Sem o pré-requisito do amor, é impossível construir algo permanente.
Como a iniciativa do amor deve ser sempre da pessoa que quer começar iniciar o processo de reconstrução, a primeira coisa que deve ser feita é um levantamento geral da situação. Isso primeiramente inclui o povo e depois as coisas que estao destruídas e que afetam o povo. Mas as pessoas devem ser a razão mais importante, e não as coisas. E a motivação deve ser a glória de Deus, qualquer outra motivação frustrará todo o trabalho. Movido pelo amor a Deus e aos seus irmãos, Neemias fez um balanço geral da situação inquirindo Hanani e os homens de Judá que tinham vindo com ele, possivelmente para visitá-lo na cidadela de Susã onde ele morava. Ele perguntou primeiramente pelo povo que tinha escapado e não estavam no exílio, e depois sobre Jerusalém, a cidade de Deus e de seu coração. Muitas vezes a motivação do amor leva a descobertas desoladores, Neemias descobriu que que seu povo que vivia em Judá estava em grande miséria e desprezo e que os muros de Jerusalém estavam derribados e as portas queimadas a fogo. Esse é o primeiro levantamento que precisamos fazer em qualquer projeto de reconstrução, temos que entender a situação geral para depois colocarmos o foco no particular. Nossas descobertas, entretanto, tendem a levar a duas situaçõess: ao desanimo ou a fé. Se descobrimos a situação motivados pelo amor, ela terá o efeito benéfico de motivar nossa vida na busca de uma solução, a um envolvimento de busca para que a vontade de Deus se cumpra em seu povo.

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2 - Preparando-se para Construir
Neemias estava preparado para iniciar a tarefa. Ela vivia no palacio real, num ambiente de riqueza e poder que nem podemos imaginar. Porém ele não “se vendeu” as regalias e luxurias do palacio nem tão pouco as benesses do cargo que ele ocupava como copeiro do rei. Copeiro do rei era um cargo de importancia vital, era Neemias que deveria provar toda bebida antes que o rei bebesse, evitando assim alguma tentativa de assassinato por envenenamento. Isso o colocava numa prosição muito previlegiada, copeiro era um cargo que requeria confiança por parte do rei e levava a um relacionamento de intimidade ele. Podemos dizer que Neemias estava com “seu mundo interior” em ordem, e foi por essa razão que as fascinações do seu ambiente e do poder de sua posição não contaminaram seu relacionamento com Deus, tirando-o do centro de sua vida. Ele poderia ter deduzido que estava sofrendo injustamente e assim deixar toda a culpa sobre o povo, sem qualquer menção de si mesmo. Talvez teria se tornado um homem amargurado, negativo e desanimado como muitos de sua época. Porém, ele não esqueceu de quem era seu Deus e nem de quem ele era perante Ele. Sabia que seu Deus o amava e amava seu povo, mas também sabia que o pecado não fica impune perante um Deus Santo. Em sua mente estava clara a razão pela qual ele e seu povo estavam escravizados: o pecado, a falta de compromisso com o Deus gracioso e bondoso que ele conhecia na intimidade. Não que ele vivesse uma vida pessoal de pecado, mas ele era filho da nação que coletivamente se desviara de Deus, porisso sofria as consequencias sociais junto com o povo. Entretanto, sua espiritualidade nao era como a do povo em geral. Podemos facilmente dizer que seu relacionamento pessoal com Deus estava muito acima da media das pessoas de seu tempo, mesmo acima da media dos cristão de nossos dias. As orações e as posições que ele assumiu, antes e também no decorrer de seu envolvimento com a obra de reconstrução, demonstram isso. Foi dessa qualidade de ralcionamento pessoal com Deus que vieram o discernimento, a fé, a força para perseverar, e a humildade que lhe deu a vitoria nos confrontos pessoais com os inimigos e com seu proprio povo durante a obra de reconstrução.

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1 - INTRODUÇÃO

A seguir vamos examinar os princpicios para reconstrução encontrados no livro de Neemias. Porque princípios são leis imutaveis, é possivel aplicarmos os mesmos princípios que Neemias aplicou em sua época. Podemos aplicar para a construção de nossas vidas cristãs, para construção da igreja (não somente do prédio, mas também da comunidade local), para a construção de nosso chamado ministerial, etc.
Os preparativos para o início da obra são frequentemente mal entendidos. A preparação eficiente para o desenvolvimento de qualquer obra não começa com enfase na obra em si mesma, mas sim com a enfase na pessoa que vai realizar a obra. A maior causa dos fracassos se relacionam não com a dificuldade da tarefa requerida pela obra mas sim com as dificuldades pessoais daquele que decidiu fazer alguma coisa. Olhar para uma obra que esta a nossa frente sem primeiro considerarmos nossa propria pessoa, é a receita do fracasso. Em outras palavras, o sucesso ou o fracasso está em nossa pessoa, em quem somos em relação a obra que decidimos levar a cabo, está relacionado com a extensão em que a obra que vamos realizar está ligada ao nosso ser pessoal, de sua ligação com nossa propria identidade. Qual a intesidade de nossa frustração se a obra não for realizada? Qual a profundidade da relação que existe entre essa obra e nosso senso de destino, isto é, podemos viver sem ela? A resposta para questões como essas determinará o sucesso ou o fracasso de nossa realização. Seja qual for a obra. Pode ser a obra de restauração de nossas vidas pessoais aos padrões de Deus, pode ser a obra da realização do ministério ao qual entendemos que fomos chamados, pode ser a obra do desenvolvimento de nossa vida profissional.
O interessante é que tendemos levar uma vida divorciada entre aquilo que está gravado em nossas mentes como sendo o ideal que desejamos, e aquilo em que realmente gastamos nosso tempo e esforços. Alinhar o que cremos ser o ideal em nossas mentes com uma orientação prática é um verdadeiro milagre. Somos seres divididos, compartimentalizados. Segunda a bíblia, isso é o resultado do pecado em nossas vidas. O apóstolo São Paulo se referiu a essa luta entre o querer e o realizar em sua carta aos Romanos. Ele disse que ele não conseguia compreender seu proprio modo de agir, pois não fazia o que preferia mas sim o que detestava. Isso porque, ao querer fazer o bem, ele encontrava a lei de que o mal residia nele. Então, o sucesso ou o fracasso de qualquer obra começam em nós mesmos. Sucesso e fracassso estão ligados ao nosso caracter, que por sua vez define os valores que nos orientam. O principal desses valores creio ser o que vem em resposta a seguinte pergunta: quem é o centro de nossas vidas, eu ou Deus? A resposta a essa pergunta definirá todos meus outros valores. O problema, entretanto, é que temos dificuldade em discernir por nós mesmos qual é o valor que nos orienta. Quase sempre são as outras pessoas que os enxergam com mais clareza. Porque as pessoas conseguem ver o que fazemos e não o que pensamos. Pense no seguinte exemplo: abordamos uma pessoa que sabemos com clareza ser cristã e perguntamos a ela sobre sua vida de oração. Ora, oração é um dos principais exercícios requeridos pela fé cristã. Todo cristão sabe disso, por essa razão a pessoa tenderá a responder que oração é algo realmente importante e que esse é um dos valores básicos de sua vida cristã. Se porém, voce pedir a ela, antes de falar sobre oração, que escreva as coisas importantes que ela faz diariamente, é possível que oração não ocupe um lugar importante na lista em termos de tempo e frequencia gastos nessa tarefa. Porisso, a realização de qualquer obra requer uma preparação adequada, que é a consistencia entre o que pensamos e o que fazemos.

A PROVISÃO DO REINO

A PROVSÃO DO REINO

Segundo Mateus 6:25 a 34, nosos Pai Celeste é o maior interessado na provisão para as nossos necessidades. Provisão é aquilo que é necessário para a existencia do que foi criado. a Palalvra de Deus afirma que provisão é parte indispensável da criação, isto é, aquele que cria também pensa e prove para que aquilo que criou possa existir.Pense nas coisas que o texto diz sobre esse assunto: 1) A primeira coisa é a afirmação de que Deus é o provedor para todas as coisas que Ele criou. Ele é o provedor para as aves do céu, para as flores do campo e para seus filhos.
Porém os filhos de Deus são os únicos seres criados que se preocupam em prover para si mesmos. E segunda o texto que estamos comentando, isso traz ansiedade, um estress que leva o ser humano a inverter os valores na criação. Gastando seu tempo em prover para si mesmo, os filhos de Deus não tem tempo para buscar o reino de Deus e sua justiça, v.33. Então as coisas se invertem: seus filhos buscam o que Deus quer dar como provisão e querem que Deus de as coisas que eles teriam que buscar: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.
O que então, temos que fazer para adotarmos um estilo de vida compatível com o reino de Deus? Segundo o texto, temos que aprender com a natureza. Olhai as aves do céu, não tem capacidade de produzir seu próprio sustento, entretanto Deus as sustenta. Vejam as flores do campo, Deus as sustenta fazenod-as maravilhosas. Será que um Deus, que se preocupa com coisas tão pequenas, não nos abençoará com provisão? A conclusão é essa: “Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? 6:30”.

AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS

AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS

Segundo Jesus, as chaves do reino estão nas mãos dos dicípulos. A razão pela qual as chaves foram dadas, foi para que os discípulos tivessem autoridade para fazer o trabalho do reino dos céus aqui na terra. Esse trabalho, segundo Mt 16:19 e Mat 18:18, era o de ligar e desligar na terra, para que fosse ligado ou desligado no céus. Alguém pode pensar: isso é poder demais para ser entregue nas mãos humanas. Entretanto, devemos entender que os discípulos ganharam as chaves porque eles eram filhos do reino, e portanto, as chaves as chaves sòmente funcionavam quando aquilo que eles faziam aqui na terra era semelhanto ao que é feito nos céus. Essas chaves são como aquelas “chaves mestras” aqui da terra, funcionam em portas que tenham o segredo na fechadura.
A pirmeira referência de dar as chaves, foi dita para Pedro em Mateus 16:19. Como a conversa nesse texto era diretamente entre Jesus e Pedro, muitos cristãos pensam que as chaves foram dadas sòmente a ele. Entretanto, no texto de Mat 18:18, a autoridade de ligar e desligar relacionada com as chaves, também foi dada para cada filho do reino na face da terra, isto é, a toda a igreja.
As chaves podem ser vistas de duas maneiras: a primeira como privilégio e a segunda como instrumento de serviço. É realmente um grande privilégio ter uma chave com o poder de fazer conexão dupla, na terra e no céu simultaneamente. Por outro lado, receber nas mãos um instrumento de serviço dessa natureza, é uma grande responsabilidade. Exige que os portadores dessa chave funcionem aqui na terra em sintonia com o céu. Esse é o trabalho que nos foi dado, sejamos fiéis.

Pr. Joao Carlos

UM MENINO NOS NASCEU

UM MENINO NOS NASCEU… ISAIAS 9:6,7

Dessa maneira simples foi descrito o propósito de Deus para nossas vidas. Deus resolveu concentrar tudo o que Ele tinha para nós na pessoa de Jesus, poderiamos dizer em outras palavras que Jesus é o pacto de Deus para toda e qualquer necessidade que tenhamos. Efésios 1: 3a14 lista as coisas que temos da parte de Deus em Jesus, Ele é realmente nosso presente de Natal. Mas não somente isso: além dele ser a resposta para todas as nossas necessidades, Ele também é o rei que veio para colocar ordem no caos causado pelo pecado. Isaías diz que “o governo estará sobre seus ombros”.
Seu estilo de governo declarará o significado dos nomes dados a Ele. Primeiro Ele é Deus forte, significando que Ele onipotente, tem todo o poder para executar sua vontade, Ele é onisciente, sabe todas as coisas e portanto não erra naquilo que faz, e onipresente, está em todos os lugares ao mesmo tempo para garantir que tudo saia de acordo com sua vontade. Ele é também Maravilhos Conselheiro, isto é, as coisas que Ele aconselha que sejam feitas são dignas de serem apreciadas. Ele também é Principe da Paz, a paz que vem dele reata nossos relacionamentos com o Pai e se estende aos relacionamentos entre nós e nossos irmãos.
Finalmente, seu reino firmará “a justiça e o juizo”. Isso significa que em seu reino, os padrões de excelencia da justiça serão perfeitos e inabaláveis. Podemos confiar totalmente Nele para a defesa de nossas causas e a justa retribuição daquilo que sofremos de nossos inimigos. ISSO É NATAL, O REINO DE DEUS INVADINDO A TERRA E SE ESTABELECENDO PARA SEMPRE.
Pr. Joao Carlos

A MANIFESTAÇÃO DE CRISTO

A MANIFESTAÇÃO DE CRISTO

A Palavra de Deus nos diz em Colossenses 3:4 “Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória”. Natal é um tempo separado para comemorar a manifestação de Jesus quando de seu nascimento neste mundo. Na verdade, Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro e não sabemos exatamente o dia em que ele nasceu, mas sabemos com certeza que historicamente ele nasceu, viveu, morreu por nós e ressuscitou. E Deus o constituiu como centro de todas as coisas, pois a bíblia diz que por Ele, para Ele, e por meio dele são todas as coisas, Romanos 11:36.
Então separar um dia para comemorar o nascimento de Jesus faz sentido. E o sentido vai muito além da simples manifestação de sua pessoa na história, inclui a manifestação de Sua pessoa em nós. Essa é a religião de Deus: a pessoa de Seu Filho vivendo em nós. A manifestação de Cristo não se dá apenas pelos conceitos e princípios cristãos, isso é a filosofia cristã. Religiao vem da palavra latina re-ligare, que significa literalmente “tornar a ligar o que estava desligado”. Porisso a religiao de Deus é a manifestação de seu Filho que nos religa a Ele.
A manifestação de Cristo em nós é a consumação da perfeita vontade de Deus, pois Sua vontada é que sejamos tal qual Ele é, 1 João 3:2. Somos feitura Dele, fomos criados em Cristo Jesus, Efésios 2:10. Somos edificados para a habitação de Deus no Espírito, Efésios 2:22. Portanto, natal deve ser um tempo de meditação sobre “quem somos”, tempo de construirmos e reforçarmos nossa identidade em Deus. Tire um tempo para meditar nessas coisas.

Pastor Joao Carlos

TIPOS DE JEJUM

SOBRE JEJUM

Sete Tipos de Jejum Biblicos

1. O Jejum de Ester – Tres Dias de Jejum
No Livro de Ester, capítulo 4 versículo 16 vemos o jejum de Ester. Ela pediu ao seu povo: para “jejuar por ela; não comam nem bebam por 3 dias, nem de dia nem de noite. Eu e minhas empregadas também jejuaremos”. Ela necessitava do favor do Rei quando comparecesse perante ele. O propósito desses tres dias de jejum era buscar o favor de Deus em tempo de crise. Uma boa razão para jejuar é quando o tempo de crise atinge nossas vidas.

2. O Jejum de Daniel – 21 dias de Jejum
O segundo tipo de jejum se encontra em Daniel 10:2,3: “Nesses dias, eu Daniel, estive lamentando por tres semanas inteiras/ Não comi comida deliciosa, nem carne ou vinho entraram na minha boca, nem ungi a mim mesmo com oleo ate que as tres semanas se passaram”. Esse foi um jejum de vinte e um dias, tres tempos de sete dias, sete é o número na bíblia que representa algo completo. O Jejum de Daniel é um Jejum em que ele comeu somente vegetais, frutas e agua, não comeu nenhum tipo de pão, macarrão ou carne.o Jejum da Daniel foi para receber de Deus a visão para a vida dele, e o entendimento dessa visão. Através de um jejum de 21 dias, Deus também pode dar a voce uma visão de seus planos para tua vida e o entendimento desses planos.

3. O Jejum para auto-exame – um dia de Jejum
Em Levítico 23:27 lemos sobr eo jejum de um dia: “Também no décimo dia deste mes será o dia da expiação. Será uma santa convocação para voces, voces deverão afligir suas almas, e oferecer uma oferta queimada ao Senhor”. O Que significa isso? Em outras palavras, Deus está dizendo: quero que voces separem um dia para jejuarem e me buscarem com o propósito de examinarem a vida espiritual de voces mesmos e se consagrarem a mim. Jeremias 36:6 também explica isso. Nesse Jejum, voce faz perguntas como essas: Deus, como eu estou indo? Senhor, eu te amo do mesmo tante que te amava quando te encontrei? Senhor, tenho me aproximado de ti neste ano ou tenho perdido minha paixao por ti? O Senhor ainda deseja minha adoração? Estou te adorando na intensidade que o Senhor deseja? Como estou vivendo perante meus filhos, minha familia e meus conhecidos? Como tem sido minhas palavras? Como tem sido minhas atitudes?

4. O Jejum antes da Batalha
Outro tipo de jejum esta no livro de Juizes capítulo 20. Deus disse ao seu povo para lutarem contra a tribo de Benjamim porque ela havia se pervertido diante Dele. Eles perguntarem se deveriam ir para a batalha e Deus lhes disse que sim. Entretanto foram derrotados por duas vezes. Entretanto a biblia diz no versículo 26 que eles choraram e jejuaram perante Deus e ofereceram ofertas peacificas perante o Senhor, depois disso derrotaram o inimigo. Esse é o tipo de jejum que traz vitoria contra os inimigos.

5. Jejum para Retirar de sobre nós o Castigo de Deus
Esse tipo e jejum esta em 1Reis 21:27 a 29. É a história do rei Acabe que foi um dos piores reis de Israel. Ele se deixava ser manipulado pela sua mulher Jezabel para fazer grandes abominações seguindo os idolos pagaos. Quando Deus pronunciou o castigo sobre ele através do profeta Elias, ele se humilhou e jejuou perante Deus. Então Deus pronunciou qur o castigo não viria sobre sua familia e sobre eles em seus dias, somente Deus executaria o castigo depois de sua morte. Esse jejum e oração tem o poder de levantar de sobre nós o castigo de Deus quando fazemos algo muito mau perante ele.

6. Jejum para Cura
Isaias 58:6 a 14 estabelece que o jejum e a oração seguidos por um estilo de vida nos padrões de Deus tem o poder de liberaram a cura divina sobre nós. O Texto diz que Deus fará “brotar a nossa cura sem detença” a justiça irá diante de nós, e a glória do Senhor será nossa retaguarda. Nossa alma será farta e até nossos ossos serão fortificados. Esse é um jejum que cura de maneira integral, atinge com bençãos todas as áreas de nossa vida e ainda se extende até nossos filhos, v.12.

7. Jejum para Domínio – Quarenta dias de Jejum
Lucas 4: 1 a 13 nos mostra Jesus jejuando quarenta dias e quarenta noites sem nenhum tipo de comida ou bebida, em um lugar deserto. Esse jejum é para ser feito quando temos que enfrentar a Satanaz e lutar por domínio sobre coisas que foram dadas a nós por Deus, mas que Satanaz roubou. Jesus recuperou o domínio que Satanaz tinha sobre nós e sobre toda a criação. Esse dominio Adão e Eva tinham dado a ele no jardim do Édem quando resolveram obedecer Satanaz e desobedecer Deus, veja versículo 6. Assim também nós podemos jejuar e recuperar o domínio das mãos do diabo sobre aquilo que Deus está nos dando.

Fonte: Jentzen Franklin, Fasting Journal
Editora Charisma House - Tradução e Acréscimos: Pr Joao Carlos Rocha

PENSAMENTOS

PENSAMENTOS

Ao nos aproximarmos do fim de ano todos e normal fazermos planos para o ano que está chegando. A pergunta chave quie temos devemos responder ao planejarmoos é essa: De onde estão vindo nossos pensamentos? Veja a seguir textos bíblicos sobre esse assunto, pense neles antes de planejar 2009.

O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos. Sl 94:11. Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas. Jer 2:13
Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Jer 29:11 a 13.
Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos, converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos. Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.Is 57: 6 a 11.