Educação Cristã é Conscientização
Paulo Freire, o educador brasileiro, se tornou conhecido mundialmente pela sua filosofia de educação a qual ele denominou “conscientização”. Para êle, a educação conscientizadora é aquela que rompe o ciclo da dependência do aluno ao professor, tornando o aluno em um sujeito, isto é, um elemento ativo na educação. Dessa maneira, segundo Paulo Freire, quebra-se o modelo que ele chama de educação bancária, no qual o aluno é somente um ser passivo, e do qual espera-se apenas a repetição das coisas que lhe foram ditas. Daí em diante, o aluno transforma-se em alguém que dialoga com os problemas e situações, torna-se consciente a respeito deles, e passa a exercer o papel de agente de transformação de si mesmo e de seu ambiente.
Em seu enfoque sobre conscientização, Paulo Freire enfatizou a parte sociológica e antropológica da conscientização. Desde que conscientização tem a ver com mudanças promovidas pelo exercício da consciencia, não podemos falar sobre o assunto sem primeiro entendermos, pelo menos um pouco, do que é a consciencia. Através da história, a consciencia tem sido examinada através dos pontos de vista filosófico, secular e religioso. Neste artigo, proponho discorrer sobre consciencia e conscientização do ponto de vista bíblico. Consciencia pode ser definida de maneira abrangente como sendo a faculdade que distingue quando uma ação é certa ou errada. Do ponto de vista cristão, a faculdade da consciência é dada por Deus através da ordem natural da criação. O apóstolo Paulo toca nesse assunto em Romanos capítulo 2, fazendo a seguinte declaração nos versículos 14 e 15: “ Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,”.
A conscientização deve ser o papel primordial da Educação Cristã. A parte antropológica da conscientização na qual a educação cristã deve tocar, é aquela relacionada com a prática da vida cristã, a qual começa imediatamente após recebermos a Jesus como nosso salvador pessoal. Ao explicar a verdade de Deus e seu trabalho em nosso favor, o educador necessàriamente faz referência a realidade humana como base para a explicação. Ele explica o significado da cruz, por exemplo, pressupondo a realidade humana do pecado e a merecida condenação (verdade antropológica), requerido pela santidade de Deus(verdade teológica). Se requer que o educando aceite não sòmente um novo entendimento sobre Deus, mas também aceite um entendimento específico de si mesmo como repreensível e injusto pecador. Como educadores cristãos, nós temos que confrontar diretamente, e reconhecer formalmente que chamar o povo a um novo entendimento de si mesmos como pecadores, é de fato parte de nossa tarefa.
Essa não é uma tarefa fácil. As pessoas normalmente desejam ter uma visão favorável de si mesmas. Mecanismos psicológicos tais como negação, racionalização e projeção são usados para se auto-protejer de uma visão negativa de si mesmo. A pecaminosidade e depravação da qual estamos falando aqui leva o indivíduo a suprimir a verdade a respeito de si mesmo de maneira incorreta. O educador que ensinar verdades desagradáveis sôbre o ser humano é dificilmente apreciado, e pode até ser rejeitado.
Um educador cristão poderia ter até ter uma boa desculpa para evitar uma terefa tão inapreciada, porém o fato é que ele irá prestar contas de sua tarefa a Deus. Afortunadamente, o educador cristão tem um aliado em potencial, dado por Deus, para ajudá-lo na tarefa da conscientização, um aliado na tarefa de persuadir o indivíduo de sua própria pecaminosidade, de seu merecido julgamento, e da sua necessidade de salvação e santificação.
Esse aliado é a consciência. Quando o educador cristão se envolve na tarefa do ensino, a consciência testemunha atestando que a palavra de Deus é verdadeira. Por causa do pecado somos seres divididos, verdade e erro estão misturados de tal forma que nosso caráter precisa ser forjado através de novos padrões, os padrões bíblicos. No preciso momento em que o pecador está resistindo e rejeitando a mensagem sobre si mesmo, por causa do testemunho da consciencia, parte de seu ser talvez esteja concordando vigorosamente com a mensagem. Assim sendo, a consciencia é uma ferramenta que o Espírito Santo usa no processo de conscientização da pessoa sobre sua própria culpabilidade e falhas morais e também. Um bom exemplo é a história de quando o profeta Natan confrontou Davi por causa do seu pecado. Ele contou a historia do homem que tinha muitas ovelhas, mas que decidiu matar a única ovelha do seu próximo para dar uma festa. Esta história foi preparada para tornar o senso do certo e errado de Davi apaixonadamente comprometido. Natan fez com a consciência de Davi trabalhasse colaborando com sua declaração externa de pecado e juizo. A conclusão de Davi era que essa horrível criatura que cometeu um crime tão abominável deveria morrer.
A consciência mantém sua velha incumbencia de testemunhar contra o pecado, porém, ao mesmo tempo, começa um novo processo de desvendamento da obra de Deus realizada em favor do ser humano. Nesse ponto, pela ação do Espírito Santo na consciencia, a convicção de pecado e o arrependimento vem a tona. Após o processo de arrependimento do pecado, a consciencia traz ao coração do pecador a paz e o senso de perdão, decorrentes da obra de Jesus na cruz e de sua ressurreição. A consciência de Davi concordou vigorosamente com a verdade do pecado de Davi. Continuando com o exemplo de Davi, depois que ele respondeu ao trabalho de sua consciencia com remorso e arrependimento, ele escreveu o Salmo número 51 onde expressa sua dependencia de Deus para purificação, aceitação, e nova oportunidade de vida. Esse é o trabalho da consciencia, quando através do Espírito Santo, trabalha no ser humano formando o verdadeiro caráter cristão.
Em todo ensino cristão efetivo, eu afirmo, existe um elemento desse apelo à consciência. O Espírito Santo trabalha através da proclamação externa da Palavra usando a faculdade interna da consciência para produzir convicção de pecado. Em toda verdadeira conversão encontramos a consciência do indivíduo operando em favor do arrependimento, da fé, e vemos seu fruto na mudança de vida da pessoa A esse processo eu chamo de conscientização. A verdadeira conscientização produz na pessoa a capacidade de ver tanto o lado negativo como o positivo das coisas, evitando porém que o lado negativo a deixe deprimida e paralizada pela realidade do pecado. A conscientização cristã desagua no amor, expresso através da graça e da misericórdia de Deus, onde a pessoa encontra aceitação e poder para o cumprimento de seu destino de filho(a) de Deus.
Joao Carlos Nunes da Rocha, Ph.D.
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sábado, 28 de fevereiro de 2009
domingo, 2 de novembro de 2008
Educação de Crianças
Estudo Biblico sobre Educação de Crianças.
INTRODUÇÃO.
Filhos são maravilhosos. São um presente de Deus, e a bíblia diz que "Como flechas na mão do guerreiro sao os filhos da mocidade e bem aventurado o homem que enche deles a sua aljava, não sera envergonhado quando pleitear com seu inimigo a porta" Salmo 127:4,5.
Entretanto, a bencao chamada "filhos"nao vem de maneira facil, ela vem como diamantes em estado bruto, precisam que serem lapidados para se tornarem a joia que estao destinados a serem. Principalmente o primeiro filho(a) pega os pais desprevenidos e é fonte de muitos problemas. Onde começa o problema?
1) Começa na visao romantica dos pais no tempo da tomada de decisão de ter filho. Devido ao fato de tantas coisas incertas, tais como qual será o sexo da criança, qual será a cor dos olhos, será parecida com o pai ou com a mae, etc., um ambiente de expectativa se forma em torna da futura criança. A propria experiencia da paternidade/maternidade gera uma comoção geral em torno do assunto. Nesse periodo, nenhum fator decepcionante tais como noites sem dormir, choro ou doença da crianca, despesas extras que nao estavam claramente concebidas no orçamento, existe para conter o entusiasmo dos pais.
2) Ai vem a gravides. Se ela for sem nenhum problema mais serio, ainda a visao romantica persistirá. Porém ela pode ser tambem fator de diminuição do romantismo se for problemática, pelo menos o romantismo da mae certamente diminuirá. Porém, a chegada do bebe injetará uma grande dose de romantismo, principalmente quando o bebe nascé saudável. Imagine aquela vidinha tao fragil, tao dependente de nós, tão propriedade particular nossa; é o nosso bebe. Com esse bebe teremos as melhores experiencias, a experiencia do primeiro sorriso, de quando começa a engatinhar, dos primeiros passinhos, das primeiras palavras. Um serzinho tao inocente e incapaz de qualquer coisa má, puro, sem nenhum problema de caráter. Um ser tao bonzinho assim precisa de toda a noss dedicação, toda a nossa bondade, nao podemos nem sequer repreende-lo pois é inocente, nao tem consciencia do mal. É exatamente nesse ponto em que címos na primeira armadilha fatal: São as crianças boas e inocentes por natureza? Nossas pressuposições baseadas no romantismo podem nos levar a erros que se tornarao fatores de perdição para nossos filhos(as).
3) Entramos entao numa fase nova, desconhecida para nós como pais, pois ainda nao passamos por esse caminho. Nem ao menos temos certeza quando começa essa fase. A fase onde temos que começar a lapidar nossa joiazinha bruta para que se torne preciosa e de muito valor. Mas porque tentar lapidar se nossa crença é que as crianças nao tem nada de mal, nenhum problema de carater, são naturalmente bons? Além do mais, onde está a coragem para lapidar? Lapidar tira pedaços, da trabalho, exige muita paciencia e cuidado. Principalmente exige uma mudança de paradigma quanto a crença sobre a bondade natural dos pequeninos.
Porém, a medida que os meses passam, tornam-se em anos, e entao a descoberta de que temos uma joia, porém em estado bruto começa a acontecer. E aí ja pode ser tarde demais para algumas coisas. Antes que seja tarde demais, resolvi escrever este pequeno artigo para os casais com filhos pequenos da igreja. A base será exclusivamente o que a Biblia diz sobre o assunto, uma vez que as opiniões pessoais seriam tantas que talves seriam impossíveis de serem seguidas, além do fato de que poderiam estar erradas.
I - CRIANÇAS: SERES MARAVILHOSOS, PORÉM COM NATUREZA PECAMINOSA.
O primeiro mito que forma monstros como Adolfo Hitler e outros, chama-se inocência. Segundo a Bíblia nao existem inocentes: "Porque todos pecaram e destituidos estao da glória de Deus" Romanos 3:23. O conceito da inocencia está baseado no erro de que as coisas que fazemos são somente resultados de atos errados de nossas decisões. Portanto, crianças quando ainda estão antes da idade da razão, que para algumas pessoas começa ai pelos cinco anos de idade, elas sao inocentes, sem pecado, puras. Então subitamente, apos a idade da razao elas começam a pecar, pelo fato de ja saberem discernir o certo do errado. Veja alguns resultados desse erro:
1) Os resultadosTeológicos: a - toda criança que morre na inocencia é salva e vai para o céu. Esse erro faz com que o sacrificio de Cristo seja anulado, uma vez que nenhum inocente precisa de alguem morrer em seu favor para pagar seus erros. Se precisar, então já não é inocente. E se alguma criança for ao céu sem ser por intermédio de Cristo, então Jesus não é o único caminho nem o único salvador, existem outros meios de salvação, como por exemplo a inocencia. b- Pecados são somente os atos ou omissoes pecaminosos cometidos. A Bíblia nos ensina que pecammos porque somos pecadores, nascemos em pecado, temos uma natureza pecaminosa que se manifesta e gera o pecado, Salmo 51:5, Romanos 7:18 a 20. c- Uma vez que a criança e inocente, não precisa de santificação. Santificação é o processo no qual nos separamos de tudo o que é errado para nos conformarmos com os atos e ações de Deus. Parte do processo de santificação é a correção. Leia o que a Palavra de Deus nos diz sobre correção em Hebreus 12: 5 a 11. O versículo chega ao clímax dizendo que "se alguém está sem correção não é filho, mas bastardo". É pela correcção que Deus nos tira dos caminhos errados e nos coloca em Seus caminhos.
2) Os resultados Sociológicos: parte da sociologia são os nossos relacionamentos humanos. a- o primeiro resultado sociologico da crença de que a criança é boa em si mesma é que, quando participamos em uma reuniao iremos deixar a criança "a vontade", deixamos elas sem disciplina, elas pode fazer o que quiserem. É dessa maneira que se formam os princepezinhos e princezinhas cuja vontade é lei para todos. Eles aprendem que sua vontade é lei, porisso quando nao obedecidos fazem todo tipo escandalos, se jogam no chão, gritam, chegam ate ter ataques de desmaios quando corrigidos. b) outro resultado sociologico é que, pro crermos que são inocentes, cremos que ninguem pode se intrometer com eles. Esse é um resultado terrível, pois nos relacionamentos sociais nossa liberdade só vai até onde chega a liberdade do outro. Ai entao nossas crianças perturbam as crianças dos outros e ficamos irados quando alguém faz alguma coisa, pois afinal a educação de nossos filhos é problema pessoal nosso. É assim que muitas vezes nos tornamos um problema social e não temos consciencia disso.
3) O que fazer? Temos que aplicar a Palavra de Deus nessa situação. Veja alguns textos sobre o assunto; a)- Prov. 22:6: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele; Prov. 22:15- a estultice(tolice) está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela; Prov. 23:13,14- não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares(corrigires) com a vara não morrerás. Tua a castigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno; Prov. 29:15- a vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar sua mãe. b)- A hora e a maneira da correção: não adianta deixar para corrigir depois que a criança esqueceu o erro que fez, ela não vai conectar as coisas, os adultos podem esperar para conversar seobre seus problemas quando chegam em casa, mas as crianças não. Elas verão correção sem motivo e se sentirao injustiçadas. Não é falta de ética a correção da criança na hora do problema, pelo contrário, se mais crianças estiverem juntas será um exemplo e também uma oportunidade para a crianca aprender que o erro traz vergonha. Claro que quando elas vao crescendo, vamos mudando a forma de correção, vamos deixando para corrigir em particular. Entretanto a correção tem que ser sempre um ato de amor, como quando Deus nos corrige. Claro que como nós, a criança nao vai gostar, mas a biblia diz que "toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristesa, ao depois, enretanto, produz fruto pacífico aos que por ela sao exercitados", Heb 12:11. Tambem a correção tem que ser na medida justa.
II - CRIANÇAS: PRECIOSAS AOS OLHOS DE DEUS
As crianças são tão preciosas aos olhos de Jesus, que não podem ser deixadas para depois. Adultos não são mais importantes que elas. Jesus disse aos discipulos que estavam querendo dar prioridade aos adultos: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de de Deus como como uma criança de maneira alguma entrará nele.” Lucas 18:16,17. Veja a importância que Jesus dá as crianças em Mateus 18:6 “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar”.
1) As crianças podem ser cheias do Espírito Santo desde o ventre das mães. Lucas 1:15 diz a respeito de João Batista: “... e será cheio do Espírito Santo já o ventre materno”.
2) É errado pensar que as crianças, ainda no ventre nao são capazes de fazer decisões espirituais. Apartir do momento em que a criança nasce, o Espírito Santo de Deus ja pode começas a trabalhar nelas. Elas serão capazes de expressar a obra do Espírito de acordo com a idade que possuem. Veja o exemplo do próprio João Batista: “Ouvindo esta (Izabel) a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então ficou possuída do Espírito Santo” Lucas 1:41, “Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim” Lucas 1:44. João Batista ficou cheio de alegria porque Jesus estava no ventre de Maria. Agora pense nisso: alegria é fruto do Espírito Santo e reflete o caráter cristão. Então João ja tinha caráter cristao gerado pelo Espírito Santo ainda no ventre de sua mãe. Agora pense nesta outra passagem sobre crianças no ventre da mãe Rebeca no Livro de Genesis: “Os filhos lutavam no ventre dela; então, disse; Se é assim porque vivo eu? E consultou o Senhor” enesis 25:22. Cumpridos os dias para dar a luz, eis que se achavam gemeos no seu ventre. Saiu o primeiro, ruivo, todo revestido de pelo; por isso lhe chamaram Esau. Depois, nasceu o irmão, segurava com a mão o calcanhar de Esau” Genesis 25:24 a 26. Porque as crianças luavam no ventre de Rebeca? A resposta é: porque o primeiro que nascesse herdaria a bençao da primogenitura. Eles ja lutavam no ventre pela benção. Esaú era mais forte e venceu, mas Jacó não desistiu, nasceu agarrado no seu calcanhar e depois comprou a benção em Genesis 25:29 a 32.
3) Deus usa as crianças. Salmo 8:2 diz: “Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudeceer o inimigo e o vingador”.
4) Deus não somente usa as crianças como vimos acima, mas as crianças podem ser consegradas ao serviço do Senhor. Veja a história de Samuel, por exemplo. “Ana, porém, não subiu e disse ao seu marido: quando for o menino desmamado, leva-lo-ei para ser apresentado perante ao Senhor e para lá ficar para sempre” I Samuel 1:22. Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de tres anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à casa do Senhor, a Siló. Era o menino ainda muito criança” ISam 1:24. “Então, Elcana foi-se a Ramá, a sua casa; porém o menino ficou servindo ao Senhor, perante o sacerdote Eli”I Sam 1:11.
5) Devido ao que vimos acima, as crianças precisam ser cuidadas com muita responsabilidade, precisam ser ensinadas a andar com Deus. Essa responsabilidade é dos pais. Como então cumpriremos essa responsabilidade? A) “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” Proverbios 29:15. Existe uma sabedoria que precisa ser aprendida, e somente o será pela disciplina. Vara é uma benção de Deus para a criança. B) “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”Proverbios 22:6. Veja que o futuro da criança depende do ensino que recebe dos pais. Todas as vezes que vemos um adulto problemático, estamos olhando para uma criança que não foi ensinada no caminho do Senhor. C) A Bíblia diz que a falta de bom senso ou a estupides está ligada ao coração da criança. Porém existe uma maneira para levá-la à sabedoria, a vara. Veja este versículo: “A estutícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” Provérbios 22:15.
Pr. Joao Carlos N. Rocha
INTRODUÇÃO.
Filhos são maravilhosos. São um presente de Deus, e a bíblia diz que "Como flechas na mão do guerreiro sao os filhos da mocidade e bem aventurado o homem que enche deles a sua aljava, não sera envergonhado quando pleitear com seu inimigo a porta" Salmo 127:4,5.
Entretanto, a bencao chamada "filhos"nao vem de maneira facil, ela vem como diamantes em estado bruto, precisam que serem lapidados para se tornarem a joia que estao destinados a serem. Principalmente o primeiro filho(a) pega os pais desprevenidos e é fonte de muitos problemas. Onde começa o problema?
1) Começa na visao romantica dos pais no tempo da tomada de decisão de ter filho. Devido ao fato de tantas coisas incertas, tais como qual será o sexo da criança, qual será a cor dos olhos, será parecida com o pai ou com a mae, etc., um ambiente de expectativa se forma em torna da futura criança. A propria experiencia da paternidade/maternidade gera uma comoção geral em torno do assunto. Nesse periodo, nenhum fator decepcionante tais como noites sem dormir, choro ou doença da crianca, despesas extras que nao estavam claramente concebidas no orçamento, existe para conter o entusiasmo dos pais.
2) Ai vem a gravides. Se ela for sem nenhum problema mais serio, ainda a visao romantica persistirá. Porém ela pode ser tambem fator de diminuição do romantismo se for problemática, pelo menos o romantismo da mae certamente diminuirá. Porém, a chegada do bebe injetará uma grande dose de romantismo, principalmente quando o bebe nascé saudável. Imagine aquela vidinha tao fragil, tao dependente de nós, tão propriedade particular nossa; é o nosso bebe. Com esse bebe teremos as melhores experiencias, a experiencia do primeiro sorriso, de quando começa a engatinhar, dos primeiros passinhos, das primeiras palavras. Um serzinho tao inocente e incapaz de qualquer coisa má, puro, sem nenhum problema de caráter. Um ser tao bonzinho assim precisa de toda a noss dedicação, toda a nossa bondade, nao podemos nem sequer repreende-lo pois é inocente, nao tem consciencia do mal. É exatamente nesse ponto em que címos na primeira armadilha fatal: São as crianças boas e inocentes por natureza? Nossas pressuposições baseadas no romantismo podem nos levar a erros que se tornarao fatores de perdição para nossos filhos(as).
3) Entramos entao numa fase nova, desconhecida para nós como pais, pois ainda nao passamos por esse caminho. Nem ao menos temos certeza quando começa essa fase. A fase onde temos que começar a lapidar nossa joiazinha bruta para que se torne preciosa e de muito valor. Mas porque tentar lapidar se nossa crença é que as crianças nao tem nada de mal, nenhum problema de carater, são naturalmente bons? Além do mais, onde está a coragem para lapidar? Lapidar tira pedaços, da trabalho, exige muita paciencia e cuidado. Principalmente exige uma mudança de paradigma quanto a crença sobre a bondade natural dos pequeninos.
Porém, a medida que os meses passam, tornam-se em anos, e entao a descoberta de que temos uma joia, porém em estado bruto começa a acontecer. E aí ja pode ser tarde demais para algumas coisas. Antes que seja tarde demais, resolvi escrever este pequeno artigo para os casais com filhos pequenos da igreja. A base será exclusivamente o que a Biblia diz sobre o assunto, uma vez que as opiniões pessoais seriam tantas que talves seriam impossíveis de serem seguidas, além do fato de que poderiam estar erradas.
I - CRIANÇAS: SERES MARAVILHOSOS, PORÉM COM NATUREZA PECAMINOSA.
O primeiro mito que forma monstros como Adolfo Hitler e outros, chama-se inocência. Segundo a Bíblia nao existem inocentes: "Porque todos pecaram e destituidos estao da glória de Deus" Romanos 3:23. O conceito da inocencia está baseado no erro de que as coisas que fazemos são somente resultados de atos errados de nossas decisões. Portanto, crianças quando ainda estão antes da idade da razão, que para algumas pessoas começa ai pelos cinco anos de idade, elas sao inocentes, sem pecado, puras. Então subitamente, apos a idade da razao elas começam a pecar, pelo fato de ja saberem discernir o certo do errado. Veja alguns resultados desse erro:
1) Os resultadosTeológicos: a - toda criança que morre na inocencia é salva e vai para o céu. Esse erro faz com que o sacrificio de Cristo seja anulado, uma vez que nenhum inocente precisa de alguem morrer em seu favor para pagar seus erros. Se precisar, então já não é inocente. E se alguma criança for ao céu sem ser por intermédio de Cristo, então Jesus não é o único caminho nem o único salvador, existem outros meios de salvação, como por exemplo a inocencia. b- Pecados são somente os atos ou omissoes pecaminosos cometidos. A Bíblia nos ensina que pecammos porque somos pecadores, nascemos em pecado, temos uma natureza pecaminosa que se manifesta e gera o pecado, Salmo 51:5, Romanos 7:18 a 20. c- Uma vez que a criança e inocente, não precisa de santificação. Santificação é o processo no qual nos separamos de tudo o que é errado para nos conformarmos com os atos e ações de Deus. Parte do processo de santificação é a correção. Leia o que a Palavra de Deus nos diz sobre correção em Hebreus 12: 5 a 11. O versículo chega ao clímax dizendo que "se alguém está sem correção não é filho, mas bastardo". É pela correcção que Deus nos tira dos caminhos errados e nos coloca em Seus caminhos.
2) Os resultados Sociológicos: parte da sociologia são os nossos relacionamentos humanos. a- o primeiro resultado sociologico da crença de que a criança é boa em si mesma é que, quando participamos em uma reuniao iremos deixar a criança "a vontade", deixamos elas sem disciplina, elas pode fazer o que quiserem. É dessa maneira que se formam os princepezinhos e princezinhas cuja vontade é lei para todos. Eles aprendem que sua vontade é lei, porisso quando nao obedecidos fazem todo tipo escandalos, se jogam no chão, gritam, chegam ate ter ataques de desmaios quando corrigidos. b) outro resultado sociologico é que, pro crermos que são inocentes, cremos que ninguem pode se intrometer com eles. Esse é um resultado terrível, pois nos relacionamentos sociais nossa liberdade só vai até onde chega a liberdade do outro. Ai entao nossas crianças perturbam as crianças dos outros e ficamos irados quando alguém faz alguma coisa, pois afinal a educação de nossos filhos é problema pessoal nosso. É assim que muitas vezes nos tornamos um problema social e não temos consciencia disso.
3) O que fazer? Temos que aplicar a Palavra de Deus nessa situação. Veja alguns textos sobre o assunto; a)- Prov. 22:6: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele; Prov. 22:15- a estultice(tolice) está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela; Prov. 23:13,14- não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares(corrigires) com a vara não morrerás. Tua a castigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno; Prov. 29:15- a vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar sua mãe. b)- A hora e a maneira da correção: não adianta deixar para corrigir depois que a criança esqueceu o erro que fez, ela não vai conectar as coisas, os adultos podem esperar para conversar seobre seus problemas quando chegam em casa, mas as crianças não. Elas verão correção sem motivo e se sentirao injustiçadas. Não é falta de ética a correção da criança na hora do problema, pelo contrário, se mais crianças estiverem juntas será um exemplo e também uma oportunidade para a crianca aprender que o erro traz vergonha. Claro que quando elas vao crescendo, vamos mudando a forma de correção, vamos deixando para corrigir em particular. Entretanto a correção tem que ser sempre um ato de amor, como quando Deus nos corrige. Claro que como nós, a criança nao vai gostar, mas a biblia diz que "toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristesa, ao depois, enretanto, produz fruto pacífico aos que por ela sao exercitados", Heb 12:11. Tambem a correção tem que ser na medida justa.
II - CRIANÇAS: PRECIOSAS AOS OLHOS DE DEUS
As crianças são tão preciosas aos olhos de Jesus, que não podem ser deixadas para depois. Adultos não são mais importantes que elas. Jesus disse aos discipulos que estavam querendo dar prioridade aos adultos: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de de Deus como como uma criança de maneira alguma entrará nele.” Lucas 18:16,17. Veja a importância que Jesus dá as crianças em Mateus 18:6 “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar”.
1) As crianças podem ser cheias do Espírito Santo desde o ventre das mães. Lucas 1:15 diz a respeito de João Batista: “... e será cheio do Espírito Santo já o ventre materno”.
2) É errado pensar que as crianças, ainda no ventre nao são capazes de fazer decisões espirituais. Apartir do momento em que a criança nasce, o Espírito Santo de Deus ja pode começas a trabalhar nelas. Elas serão capazes de expressar a obra do Espírito de acordo com a idade que possuem. Veja o exemplo do próprio João Batista: “Ouvindo esta (Izabel) a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então ficou possuída do Espírito Santo” Lucas 1:41, “Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim” Lucas 1:44. João Batista ficou cheio de alegria porque Jesus estava no ventre de Maria. Agora pense nisso: alegria é fruto do Espírito Santo e reflete o caráter cristão. Então João ja tinha caráter cristao gerado pelo Espírito Santo ainda no ventre de sua mãe. Agora pense nesta outra passagem sobre crianças no ventre da mãe Rebeca no Livro de Genesis: “Os filhos lutavam no ventre dela; então, disse; Se é assim porque vivo eu? E consultou o Senhor” enesis 25:22. Cumpridos os dias para dar a luz, eis que se achavam gemeos no seu ventre. Saiu o primeiro, ruivo, todo revestido de pelo; por isso lhe chamaram Esau. Depois, nasceu o irmão, segurava com a mão o calcanhar de Esau” Genesis 25:24 a 26. Porque as crianças luavam no ventre de Rebeca? A resposta é: porque o primeiro que nascesse herdaria a bençao da primogenitura. Eles ja lutavam no ventre pela benção. Esaú era mais forte e venceu, mas Jacó não desistiu, nasceu agarrado no seu calcanhar e depois comprou a benção em Genesis 25:29 a 32.
3) Deus usa as crianças. Salmo 8:2 diz: “Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudeceer o inimigo e o vingador”.
4) Deus não somente usa as crianças como vimos acima, mas as crianças podem ser consegradas ao serviço do Senhor. Veja a história de Samuel, por exemplo. “Ana, porém, não subiu e disse ao seu marido: quando for o menino desmamado, leva-lo-ei para ser apresentado perante ao Senhor e para lá ficar para sempre” I Samuel 1:22. Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de tres anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à casa do Senhor, a Siló. Era o menino ainda muito criança” ISam 1:24. “Então, Elcana foi-se a Ramá, a sua casa; porém o menino ficou servindo ao Senhor, perante o sacerdote Eli”I Sam 1:11.
5) Devido ao que vimos acima, as crianças precisam ser cuidadas com muita responsabilidade, precisam ser ensinadas a andar com Deus. Essa responsabilidade é dos pais. Como então cumpriremos essa responsabilidade? A) “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” Proverbios 29:15. Existe uma sabedoria que precisa ser aprendida, e somente o será pela disciplina. Vara é uma benção de Deus para a criança. B) “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”Proverbios 22:6. Veja que o futuro da criança depende do ensino que recebe dos pais. Todas as vezes que vemos um adulto problemático, estamos olhando para uma criança que não foi ensinada no caminho do Senhor. C) A Bíblia diz que a falta de bom senso ou a estupides está ligada ao coração da criança. Porém existe uma maneira para levá-la à sabedoria, a vara. Veja este versículo: “A estutícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” Provérbios 22:15.
Pr. Joao Carlos N. Rocha
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Educação Centralizada no Estudante
Uma Base para Resultados no Aprendizado
Como profesores(as), nos escrevemos nossos cursos de maneira a permitir nossos estudantes observarem e participarem em experiencias de aprendizado de alto nivel. A questao e como o professor(a) supre aquilo que os estudantes nao podem ter por eles mesmos.
• O Professor(a), como intermediario entre os estudantes e o conteudo, providencia a estrutura e o suporte que guia os alunos de uma maneira significativa atraves dos conteudos e experiencias. Nós devemos querer que os(as) estudantes explorem as ideias e facam leituras nao requeridas, entretanto o(a) estudante ainda necessita de uma cuidadosa sequencia de ideias, argumentos e reflexes amparadas por um curso bem elaborado.
• O(a) Professor(a) providencia o necessario estimulo atraves do dialogo. Estudantes confrontam um coerente “corpo de conteudos”, porem, mais importante, eles aprendem como defender uma posicao, responder perguntas probatorias, sintetizar as ideias, escutar os pensamentos dos outros, reagir ao criticismo, etc.
• O(a) Professor(a), atraves do encorajamento pessoal, do desafio apropriado, e do obvio interesse no desenvolvimento do(a) estudante, exerce uma critica influencia em motiva-los(as) para irem alem de seus prorios limites. O(a) Professor(a) e o contrutor de “uma comunidade de aprendizado”, guia os estudantes no uso dos recursos do grupo.
• O9a) Professor(a) facilita o desenvolvimento de “habitos sustentaveis” na pesquisa, percepcao, analise, expressao, criatividade, pensamento, habilidades interpessoais, attitudes de lideranca e habilidades organizacionais.
Como professor, eu creio que ha certas qualidades que devem ser encorajadas e praticadas como parte das experiencias de aprendizado na educacao superior. Eu vou tao longe a ponto de dizer que cada curso precisa permitir a demonstracao e a pratica da maioria das qualidades citadas acima.
• Nos tornamos possivel para os(as) estudantes “ouvir” e respondender de maneira significativa ao conteudo de nossas disciplinas.
• Nos trabalhamos com os estudantes para transformar, enriquecer e/ou refinar a maneira pelas quais eles veem e interpretam o mundo, as pessoas, eles mesmos, a espiritualidade, etc.
• Nos damos oportunidade pratica para os estudantes identificarem e redefinirem coisas especificas por detras de determinados problemas, ajudando-os a fazerem julgamentos sobre a importancia relativa de determinadas coisas, e propiciamos oportunidade para que eles apliquem seus julgamentos com clareza.
• Nos agucamos a curiosidade, a criatividade, e a nimacao que eles trazem em si mesmos pelo aprendizado.
• Nos ajudamos os estudantes a aprenderem a tolerancia pelas coisas complexas e ambiguas; a admitir a validade das posicoes contrarias que acontecem frequentemente sobre um mesmo problema; a serem humildes perante a realidade de que nao podemos conhecer muitas coisas “com certeza”; a evitar o reducionismo do mundo e das ideias a categories simplisticas; a desafiar respostas faceis; para assumir uma posicao de discernimento critico.
• Nos introduzimos os estudantes para a dimensao aestetica da nossas disciplinas (certamente cada disciplina tem algo de bonito, nao?); nos elevamos o senso de “ficar maravilhados”.
• Nos colocamos ante os estudantes exemplos de pessoas, contemporanesas e historicas, as quais vivenciaram os valores que aprecisamos em suas vidas.
• Nos ajudamos os estudantes a praticar um “senso de estilo” na apresentacao de argumentos e ideias (nao somente dados), com graca, confianca e humildade.
Como profesores(as), nos escrevemos nossos cursos de maneira a permitir nossos estudantes observarem e participarem em experiencias de aprendizado de alto nivel. A questao e como o professor(a) supre aquilo que os estudantes nao podem ter por eles mesmos.
• O Professor(a), como intermediario entre os estudantes e o conteudo, providencia a estrutura e o suporte que guia os alunos de uma maneira significativa atraves dos conteudos e experiencias. Nós devemos querer que os(as) estudantes explorem as ideias e facam leituras nao requeridas, entretanto o(a) estudante ainda necessita de uma cuidadosa sequencia de ideias, argumentos e reflexes amparadas por um curso bem elaborado.
• O(a) Professor(a) providencia o necessario estimulo atraves do dialogo. Estudantes confrontam um coerente “corpo de conteudos”, porem, mais importante, eles aprendem como defender uma posicao, responder perguntas probatorias, sintetizar as ideias, escutar os pensamentos dos outros, reagir ao criticismo, etc.
• O(a) Professor(a), atraves do encorajamento pessoal, do desafio apropriado, e do obvio interesse no desenvolvimento do(a) estudante, exerce uma critica influencia em motiva-los(as) para irem alem de seus prorios limites. O(a) Professor(a) e o contrutor de “uma comunidade de aprendizado”, guia os estudantes no uso dos recursos do grupo.
• O9a) Professor(a) facilita o desenvolvimento de “habitos sustentaveis” na pesquisa, percepcao, analise, expressao, criatividade, pensamento, habilidades interpessoais, attitudes de lideranca e habilidades organizacionais.
Como professor, eu creio que ha certas qualidades que devem ser encorajadas e praticadas como parte das experiencias de aprendizado na educacao superior. Eu vou tao longe a ponto de dizer que cada curso precisa permitir a demonstracao e a pratica da maioria das qualidades citadas acima.
• Nos tornamos possivel para os(as) estudantes “ouvir” e respondender de maneira significativa ao conteudo de nossas disciplinas.
• Nos trabalhamos com os estudantes para transformar, enriquecer e/ou refinar a maneira pelas quais eles veem e interpretam o mundo, as pessoas, eles mesmos, a espiritualidade, etc.
• Nos damos oportunidade pratica para os estudantes identificarem e redefinirem coisas especificas por detras de determinados problemas, ajudando-os a fazerem julgamentos sobre a importancia relativa de determinadas coisas, e propiciamos oportunidade para que eles apliquem seus julgamentos com clareza.
• Nos agucamos a curiosidade, a criatividade, e a nimacao que eles trazem em si mesmos pelo aprendizado.
• Nos ajudamos os estudantes a aprenderem a tolerancia pelas coisas complexas e ambiguas; a admitir a validade das posicoes contrarias que acontecem frequentemente sobre um mesmo problema; a serem humildes perante a realidade de que nao podemos conhecer muitas coisas “com certeza”; a evitar o reducionismo do mundo e das ideias a categories simplisticas; a desafiar respostas faceis; para assumir uma posicao de discernimento critico.
• Nos introduzimos os estudantes para a dimensao aestetica da nossas disciplinas (certamente cada disciplina tem algo de bonito, nao?); nos elevamos o senso de “ficar maravilhados”.
• Nos colocamos ante os estudantes exemplos de pessoas, contemporanesas e historicas, as quais vivenciaram os valores que aprecisamos em suas vidas.
• Nos ajudamos os estudantes a praticar um “senso de estilo” na apresentacao de argumentos e ideias (nao somente dados), com graca, confianca e humildade.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Visão Tradicional de Educação
Visao Tradicional de Ensino e Aprendizado
Abaixo estão algumas frases que definem a natureza do processo tradicional de educação e seus resultados. Esse processo é o que o educador Paulo Freire chamou de "educação bancária" porque no final ele acaba tornando o aluno dependente do professor e consiste principalmente em memorização, não é um processo de educação no qual o aluno é estimulado ao pensamento critico.
1. Aprendizado e um processo de acumulacao de “bits” de informacao e de abilidades isoladas
2. A responsabilidade primaria do professor e transferir seus conhecimentos diretamente aos alunos.
3. O primeiro alvo do professor e mudar o compartamento do estudante
4. O processo de ensino/aprendizado focaliza primariamente a interacao entre o professor e um estudante “individual”.
5. As habiliades de pensar e aprender sao vistas como “transferiveis” atraves de todas as areas do conteudo.
Essas pressuposicoes tem importantes implicacoes para o ensino. Dadas essas pressuposicoes e crencas, o as mais importantes tarefas do ensino sao as seguintes:
• Organizar e estruturar o material de ensino em sua sequencia mais apropriada.
• Explicar os conceitos com clareza e sem ambiguidades.
• Usar exemplos e ilustracoes que podem ser entendidos pelos estudantes.
• Servir de modelo na aplicacao das habiliades desejadas.
• Provar a compreensao dos estudantes sobre o material que foi apresentado.
• Estruturar ee organizar sessoes praticas com material de instrucao de maneiras que o conteudo seja retido mais eficazmente na memoria-de-longo-termo e transferido apropriadamente para outros contextos.
• Avaliar o aprendizados dos estudantes, atraves do requerimento da reproducao do conhecimento e das habilidades desejadas em testes “com papel e lapis” ou atraves de outras maneiras observaveis.
Esses conceitos resultam numa concepcao de ensino CENTRALIZADA NO PROFESSOR.
Abaixo estão algumas frases que definem a natureza do processo tradicional de educação e seus resultados. Esse processo é o que o educador Paulo Freire chamou de "educação bancária" porque no final ele acaba tornando o aluno dependente do professor e consiste principalmente em memorização, não é um processo de educação no qual o aluno é estimulado ao pensamento critico.
1. Aprendizado e um processo de acumulacao de “bits” de informacao e de abilidades isoladas
2. A responsabilidade primaria do professor e transferir seus conhecimentos diretamente aos alunos.
3. O primeiro alvo do professor e mudar o compartamento do estudante
4. O processo de ensino/aprendizado focaliza primariamente a interacao entre o professor e um estudante “individual”.
5. As habiliades de pensar e aprender sao vistas como “transferiveis” atraves de todas as areas do conteudo.
Essas pressuposicoes tem importantes implicacoes para o ensino. Dadas essas pressuposicoes e crencas, o as mais importantes tarefas do ensino sao as seguintes:
• Organizar e estruturar o material de ensino em sua sequencia mais apropriada.
• Explicar os conceitos com clareza e sem ambiguidades.
• Usar exemplos e ilustracoes que podem ser entendidos pelos estudantes.
• Servir de modelo na aplicacao das habiliades desejadas.
• Provar a compreensao dos estudantes sobre o material que foi apresentado.
• Estruturar ee organizar sessoes praticas com material de instrucao de maneiras que o conteudo seja retido mais eficazmente na memoria-de-longo-termo e transferido apropriadamente para outros contextos.
• Avaliar o aprendizados dos estudantes, atraves do requerimento da reproducao do conhecimento e das habilidades desejadas em testes “com papel e lapis” ou atraves de outras maneiras observaveis.
Esses conceitos resultam numa concepcao de ensino CENTRALIZADA NO PROFESSOR.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Educacao Crista
A Educacao que e Crista
A educacao crista deve ser sedimentada numa visao de mundo crista, a maneira pela qual alguem interpreta o mundo e interage nele de maneira crista. Essa visao de mundo foi explicitamente personificada na pessoa de Jesus Cristo e demonstrada atraves de sua obra. Por isso, a pessoa de Jesus e sua obra se constituem na pedra de toque para o educador, para o educando, e tambem para o processo educacional. Os evangelhos sao o compendio da filosofia educacional de Jesus. Como exemplo examinaremos a historia da primeira multiplicacao dos paes, conforme descrita no evangelho de Sao Joao,Capitulo 6: 1 a 13; 26 a 34, a qual demonstra alguns aspectos dessa filosofia.
Leia o texto e evisualize o desenrolar dos acontecimentos descritos no texto: primeiro, temos a descricao do cenario do evento nos versiculos 1 a 3; a seguir, o evangelho registra nos versiculos 4 e 5 a fonte da inspiracao e a decisao do assunto sobre o qual Jesus iria ensinar; depois, segue-se nos versiculos 6 a 9 a explicacao sobre a intencao de Jesus e a impossibilidade descrita pelos discipulos; o texto continua nos versiculos 10 a 13 descrevendo o processo da multiplicacao dos paes e o cuidado com o produto final; finalmente, nos versiculos 26 ao 35 temos o discurso feito em relacao ao evento da multiplicacao .
E muito interessante a metodologia educacional de Jesus. Primeiro, Ele compoe sua licao usando elementos que o rodeiam: uma multidao de seguidores motivados pelos milagres que haviam visto, discipulos que foram especificamente por Ele chamados para o seguirem, uma necessidade humana basica...fome. Segundo, ele encontra sua inspiracao educacional em um evento socio-religioso marcante para seus alunos---pascoa. Terceiro, a reflexao sobre o problema---onde compraremos pao? deve ser seguida da acao---mandem o povo sentar-se e lhes deem de comer. Quarto, o mestre e um modelo---eu digo, eu faco, facam voces o que viram. Quinto, o conteudo de sua licao e duplo: resolve um problema---fome, e ensina um principio espiritual---oracao acompanhada de acao(fe) funciona.
Ai estao algumas implicacoes da filosofia de Jesus, que descobrimos atraves da analise do texto:
- O ensino e centrado no estudante.
- Professor e o facilitador do processo de aprendizado.
- O Processo da educacao e experimental.
- A educacao, alem de transmitir conteudo, deve desenvolver o poder e a sensibilidade da mente do estudante.
- A educacao deve promover visoes alternativas do mundo e fortalecer a vontade do estudante para explora-lo. (Jerome S. Bruner)
- A Educacao nao deve ser bancaria, mas conscientizadora. (Paulo Freire)
- O uso de uma interpretacao previa, para construir uma nova ou revisada interpretacao do significado das experiencias pessoais, para assim guiar uma acao futura. (Jack Mezirow)
- Educacao deve instigar, nos(as) alunos(as), atitudes e habitos que conduzam ao desenvolvimento de suas capacidades de resolver problemas. (John Dewey)
Joao Carlos Nunes da Rocha, PhD
A educacao crista deve ser sedimentada numa visao de mundo crista, a maneira pela qual alguem interpreta o mundo e interage nele de maneira crista. Essa visao de mundo foi explicitamente personificada na pessoa de Jesus Cristo e demonstrada atraves de sua obra. Por isso, a pessoa de Jesus e sua obra se constituem na pedra de toque para o educador, para o educando, e tambem para o processo educacional. Os evangelhos sao o compendio da filosofia educacional de Jesus. Como exemplo examinaremos a historia da primeira multiplicacao dos paes, conforme descrita no evangelho de Sao Joao,Capitulo 6: 1 a 13; 26 a 34, a qual demonstra alguns aspectos dessa filosofia.
Leia o texto e evisualize o desenrolar dos acontecimentos descritos no texto: primeiro, temos a descricao do cenario do evento nos versiculos 1 a 3; a seguir, o evangelho registra nos versiculos 4 e 5 a fonte da inspiracao e a decisao do assunto sobre o qual Jesus iria ensinar; depois, segue-se nos versiculos 6 a 9 a explicacao sobre a intencao de Jesus e a impossibilidade descrita pelos discipulos; o texto continua nos versiculos 10 a 13 descrevendo o processo da multiplicacao dos paes e o cuidado com o produto final; finalmente, nos versiculos 26 ao 35 temos o discurso feito em relacao ao evento da multiplicacao .
E muito interessante a metodologia educacional de Jesus. Primeiro, Ele compoe sua licao usando elementos que o rodeiam: uma multidao de seguidores motivados pelos milagres que haviam visto, discipulos que foram especificamente por Ele chamados para o seguirem, uma necessidade humana basica...fome. Segundo, ele encontra sua inspiracao educacional em um evento socio-religioso marcante para seus alunos---pascoa. Terceiro, a reflexao sobre o problema---onde compraremos pao? deve ser seguida da acao---mandem o povo sentar-se e lhes deem de comer. Quarto, o mestre e um modelo---eu digo, eu faco, facam voces o que viram. Quinto, o conteudo de sua licao e duplo: resolve um problema---fome, e ensina um principio espiritual---oracao acompanhada de acao(fe) funciona.
Ai estao algumas implicacoes da filosofia de Jesus, que descobrimos atraves da analise do texto:
- O ensino e centrado no estudante.
- Professor e o facilitador do processo de aprendizado.
- O Processo da educacao e experimental.
- A educacao, alem de transmitir conteudo, deve desenvolver o poder e a sensibilidade da mente do estudante.
- A educacao deve promover visoes alternativas do mundo e fortalecer a vontade do estudante para explora-lo. (Jerome S. Bruner)
- A Educacao nao deve ser bancaria, mas conscientizadora. (Paulo Freire)
- O uso de uma interpretacao previa, para construir uma nova ou revisada interpretacao do significado das experiencias pessoais, para assim guiar uma acao futura. (Jack Mezirow)
- Educacao deve instigar, nos(as) alunos(as), atitudes e habitos que conduzam ao desenvolvimento de suas capacidades de resolver problemas. (John Dewey)
Joao Carlos Nunes da Rocha, PhD
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