CRISTÃOS FANTASMAS

Essa foi a expressão usada por um jornal local para descrever o impacto da 2ª Operação Josué que aconteceu durante a semana do dia 25 de Junho ao 2 de Julho, quando cerca de 130 pessoas se reuniram para levar o Evangelho de casa em casa, causando um impacto tremendo e balançando as estruturas da religiosidade que aprisiona milhares de vidas aqui na Grécia.
O jornal “Epikerotita” de Kalamata dedicou a sua primeira página para condenar as intenções de nossa operação, nos acusando de proselitismo e distribuição de literatura herética, como também para alertar aos moradores da província de Messinia a não receber o presente dentro da sacola que dizia, “Deus te Ama”. O jornal descreveu que “como fanstamas”, vários cristãos cobriram a cidade inteira de Kalamata (10,000 habitantes) com sacolinhas de plástico que contíam cópias do Novo Testamento.
O impácto da operação foi tremendo, porém tudo veio com muito custo e sacrifício. Indivíduos sacrificaram do seu próprio bolso para que todos os habitantes de da província de Messinia pudessem ter o privilégio de receber a Palavra da Vida em suas casas.
Alguns destes participantes foram levados presos pela polícia, outros foram expulsos de vilarejos por clérigos ortodoxos, outros ainda tiveram sua integridade física sob ameaça ao encontrar hostilidade por parte dos moradores. No entanto, o objetivo da Operação Josué foi alcançado e no final de tudo, 45,000 cópias do Novo Testamento foram distribuídas nos 330 vilarejos da província de Messinia.
Glória a Deus por tudo isso. Pois tudo isso significa que agora milhares tem a mensagem da salvação ao seu alcance. Glória a Deus também pois em Isaías 55:11 nós lemos que “a sua palavra não voltará vazia, mas prosperará naquilo para que Deus a designou.” Temos hoje a confiança de que a Sua Palavra produzirá muito fruto ao encontrar mutios corações abertos, pois nem o que planta nem o que rega é coisa alguma, mas sim Deus, que dá o crescimento, 1Cor 3:7.
Agradeço a todos vocês, meus queridos irmãos, por passarem incontáveis horas nos cubrindo em oração, impondo suas mãos sobre a mesma sacolinha que distribuímos aqui. Vocês também são participantes e merecedores desta alegria, pois investem muita energia para que a obra do Senhor se expanda neste lado mundo. Seu apoio em tudo é o que me fortalece a continuar em frente a despeito dos obstáculos e sacrifícios.
Que o Evangelho de Cristo continue a ser nossa motivação!

Em Cristo,
André Rickli Rocha

SEU DESTINO: SUA IDENTIDADE E SUA HERANÇA

SEU DESTINO: SUA IDENTIDADE E SUA HERANÇA - PARTE II

II - Entendendo os Reinos e os Destinos.
a)Existem dois reinos: o reino dos céus ou reino de Deus e o império das trevas ou reino deste mundo. O “império das trevas” ou “reino deste mundo” é o império de Satanás, o Diabo, “o príncipe deste mundo” de acordo com os textos de João 12:31; 14:30 e 16:11. Esse reino existe porque Adão e Eva entregaram nas mãos de Satanás a autoridade que Deus lhes tinha dado no Jardim do Éden. Veja como Satanás declara isso a Jesus em Lucas 4:6: “Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser”. Porisso Ef 6:12 nos diz que nossa luta “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. É debaixo desse governo e com a natureza de filhos da ira que todos nós nascemos de nosso pai e nossa mãe, que é o nascimento natural. Veja AS PALAVRAS ENTRE PARENTESES no texto que afirmam isso: “Ele vos deu vida, estando vós (mortos) nos vossos (delitos e pecados), nos quais (andastes outrora), segundo o (curso deste mundo), segundo o (principe da potestade do ar), do (espírito que agora atua nos filhos da desobediência); entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as (inclinações da nossa carne), fazendo a vontade da (carne e dos pensamentos); e éramos, (por natureza, filhos da ira), como também os demais” Ef 2:1 a 3. Isso tudo acontece porque segundo João 3: 6 (nascemos da carne), ou segundo 1 Cor 15:43,44 fomos (semeados em fraqueza, semeados corpos naturais). Veja as palavras grifadas no texto acima. Elas revelam quais as qualidades do “reino deste mundo” ou “império das trevas”, e qual a natureza e destino dos que estão nele. Se alguém, depois de Cristo ter se oferecido como sacrifício para nos tirar desse reino, fizer uma decisão de amar mais as trevas que a luz, permanecerá nele para sempre, se tornará eternamente filho do reino das trevas. Nesse reino, estará incluido sua herança e destino, que é o resultado do trabalho do rei desse reino: que é roubar, matar e destruir, Joao 10:10.
Em contrapartida ao reino deste mundo, temos o reino dos céus ou o reino de Deus. No novo testamento temos mais de 300 referencias falando desse reino. Segundo Colossenses 1:13 esse é o reino de Jesus, que é o Filho do Seu amor. É Jesus quem estabelece esse reino, e segundo a Bíblia, vai trabalhar até que todos os seus inimigos sejam colocados debaixo de seus pés, entao entregará o reino ao Seu Pai. Leia 1 Cor 15:24 a 26: “E, então, virá o fim, quando ele entregar o (reino) ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte”. Segundo Jesus, a entrada nesse reino se dá pelo “novo nascimento”, Jo 3:3,5. Pelo novo nascimento somos libertos do império das trevas e transportados para o reino do Filho do Seu amor, Col 1:13. Nos tornamos filhos do reino, Mt 13: 38. Nesse reino está incluido nosso destino e nossa herança. E nosso destino é aquele destacado no texto do ítem 1 acima. Vamos falar mais sobre nosso destino e herança no reino dos céus nos tópicos a seguir.
b)A Bíblia ensina que nosso destino começa no “amor de Deus”.Veja isso nos textos abaixo: Ef 1: 4,5 “... (e em amor) nos predestinou para Ele, ...”. João 3:16 “Porque (Deus amou) ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. 1Joao 4:10 “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a (Deus, mas em que ele nos amou)...”. Isso claramente ensina que o criador tem intenções definidas para nós, (as quais começam em seu amor)! Qual seria uma definição apropriada do amor de Deus? Bancroft, em seu livro entitulado Teologia Elementar diz: “Amor é aquele atributo de Deus pelo qual Ele se inclina a buscar os melhores interesses de Suas criaturas e a comunicar-se com elas, a despeito do sacrifício que nisso está envolvido”. Bancroft dá uma definição mais curta: “o amor de Deus é Seu desejo pelo bem estar desses seres amados e o deleite que tem nisso”. Se nosso destino começa no amor de Deus, então Ele não se alegra e não quer que nenhuma criatura humana se perca. Veja esse texto: 1Tes 5:9 “porque Deus não nos (destinou para a ira), mas (para alcançar a salvação) mediante nosso Senhor Jesus Cristo”.
c)O destino de todas as pessoas começa no amor de Deus? Como Deus planejou o destino das pessoas? Essas são perguntas de vital importancia. A resposta para a primeira pergunta é SIM. Se, como definimos acima, o destino ou o propósito para a vidas das pessoas são “eventos pré-ordenados por Deus” e, segundo Joao 3:16 a extensão do amor de Deus é o mundo, então o destino de todas as pessoas que nasceram, nascem ou nascerão, tem seu início no amor de Deus.
A resposta da segunda pergunta, é igualmente importante. Vamos analisar como Deus planejou o destino de todas as pessoas através de seu amor. Vamos analisar os seguintes textos: Romanos 3: 23 a 26 “... pois (todos pecaram) e carecem da glória de Deus, (sendo justificados gratuitamente, por sua graça), mediante a (redenção que há em Cristo Jesus), a quem (Deus propôs, no seu sangue), como propiciação, (mediante a fé), para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o (justificador daquele que tem fé em Jesus)”. Evangelho de João, 3: 16 a 19: “Porque (Deus amou) ao (mundo) de tal maneira que deu o seu (Filho) unigênito, para que todo o que nele (crê) não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que (julgasse) o mundo, mas para que o mundo fosse (salvo) por ele. Quem nele (crê não é julgado); o que (não crê já está julgado), porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (O julgamento é este): que a (luz) veio ao (mundo), e os homens (amaram mais) as (trevas do que a luz); porque as suas obras eram más”.

Dessa maneira, temos a sequencia descrita na Bíblia, demonstrada através das palavras destacadas em Romanos e em Joao: 1- todos (os que estão no mundo) pecaram, 2- Deus amou o mundo, 3- Deu Seu Filho unigenito ao mundo, 4- nos redime dos pecados pela redenção que há em Cristo Jesus, 5- redenção através da propiciação no sangue de Jesus, 6- Deus nos justifica gratuitamente, por sua graça, 7- mediante a nossa fé, Ele é o justificador daquele que tem fé em Jesus, 8- todo aquele que cre não perece, 9- o Filho foi dado não para julgar o mundo, mas para salvá-lo, 10- todo o que cre não é julgado, 11- porém há um julgamento: quem não cre já está julgado, 12- são as próprias pessoas que escolhem sua salvação ou condenação ao amar a luz ou amar as trevas.

CONCLUSÃO: Existem dois reinos, reino da luz e reino das trevas. O destino das pessoas está dentro desses reinos. Dependendo da escolha feita pela pessoa, ela viverá um destino de trevas ou de luz.

SEU DESTINO: SUA IDENTIDADE E SUA HERANÇA

SEU DESTINO: SUA IDENTIDADE E SUA HERANÇA - PARTE 1

I. Dois reinos, Dois destinos
1 - A primeira coisa que precisamos entender é o significado da palavra destino. Existem bàsicamente duas maneiras de entendermos destino:
a) Determinismo ou fatalismo, que significa que todos os eventos estão programados de tal maneira que irão necessáriamente acontecer, nada poderá impedir que aconteçam. Dentro desses eventos estão o conhecimento e o comportamento humano. No determinismo não há escolha;
b) Eventos pré-ordenados por Deus que se manifestam através das ações da vontade humana. Uma palavra bíblica que define isso é “predestinação”. Predestinação é uma palavra composta: pré (significa antes) e destinação (significando um lugar onde vamos chegar através de eventos que irão acontecer, um destino). Biblicamente, a palavra “predestinação” requer outras palavras associadas com ela, tais como: em Cristo, benção, escolha, chamado, justificação, glorificação, imagem de seu filho, graça, redenção, crer nele, herança, e sangue . Veja essa palavras destacadas ENTRE PARENTESES nos textos abaixo: Rom 8: 29 e 30 “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os (predestinou) para serem conformes à (imagem de seu Filho), a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que (predestinou,) a esses também (chamou); e aos que chamou, a esses também (justificou); e aos que justificou, a esses também (glorificou)”. Efésios 1:3 a 14 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais (em Cristo), assim como (nos escolheu, nele), antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos (predestinou) para ele, para a adoção de filhos, (por meio de Jesus Cristo), segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua (graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção), pelo (seu sangue), a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera (em Cristo,) de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, (predestinados) segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão (esperamos em Cristo); em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo (nele também crido), fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa (herança), até ao resgate da sua propriedade, em louvor da (sua glória)”.
c) Porém...Cuidado: existe uma interpretação fatalista da palavra predestinação. Essa interpretação baseia-se em uma leitura equivocada da Palavra de Deus a qual le os textos fora de seu contexto, isoladamente. Exemplo disso é o texto de Romanos 9: 9 a 23 “Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade? Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?”. Lendo esse texto de maneira parcial fica claro que Deus age de maneira determinista ou fatalista, as pessoas não tem nenhuma oportunidade para o exercício da decisão, da vontade. Porém veja o contexto seguindo Romanos 9:30 a 32 ”Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé; e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei.Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, …( que é Jesus). A FÉ DEFINE QUE TIPO DE VASO SEREMOS, SE VASO DE HONRA OU DE DESONRA. PORTANTO O TEXTO NÃO APRESENTA UM DEUS FATALISTA.

VOCE E SEU DESTINO

Por vários meses estamos falando sobre destino Grupo 232. Vimos que nosso destino inclui coisas como nossa identidade e nossa herança. Ontem meditamos sobre a vida de Jacó, demonstrando através do texto que, quando Jacó nasceu, havia duas realidades em relação à sua vida: uma realidade criada no mundo espiritual por Deus e outra realidade criada no mundo natural pelas pessoas e circunstancias da vida.
Quem era Jacó segundo Deus? Genesis 25:23 diz que ele era o povo mais forte e que o povo descendente de seu irmão iria serví-lo. Ainda segundo Deus, em Gn32:28 ele não era Jacó mas Israel, um príncipe lutador, que venceu perante Deus e os homens.
Quem era ele segundo o destino criado pelos homens e por este mundo? Ele erá Jacó, 25:26, que significa um enganador, um usurpador Gen 27:36. Durante todos os anos, desde que nasceu até que voltou a terra de seu pai e lutou com Deus em Gn32:22 a 32, ele viveu o destino de Jacó. Nesse período, sua vida foi cheia de derrotas, sofrimento e amargura.
Agora note que coisa impressionante: por mais ou menos 90 anos, que foi a idade quando lutou com Deus no ribeiro, ele viveu o seu destino criado no mundo natural, um destino que não era de Deus para ele. Por todo esse tempo ele viveu perdendo as bençãos e vitórias que haviam no destino dado a ele por Deus.
O que causou tamanha perda? A falta de viver o destino de Deues para ele. Qual foi o meio pelo qual mudou essa terrível história? Foi sua fime decisão de agarrar-se a Deus e não soltá-lo enquanto não liberasse seu destino. Desde esse tempo, tudo mudou em sua vida.
Qual destino voce está vivendo? O que Deus preparou para voce, ou aquele que o mundo e as circunstancias estão ditando? Faça como Jacó, lute com Deus até seu verdadeiro destino, identidade e herança sejam liberados.
Pr. Joao Carlos Rocha

Ó GALATAS INSENSATOS!

O clamor de Paulo aos Gálatas ainda continua sendo relaidade em nossos dias. Paulo pergunta: “Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?”, Gal 3:1. Essa pergunta foi feita porque os Gálatas haviam começado pela fé em Jesus Cristo, crendo que sua morte era a solução para acabar com os problemas e a ressurreição era fonte de tudo aquilo que precisamos. Entretanto, os Gálatas haviam começado pela fé e logo a seguir estavam continuando em suas próprias forças, tentando viver pela razão humana. Porisso Paulo reclama da insensatez deles: “Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?”, Gal 3:3.
É justamente ai que a complicação começa: na tentativa de viver a vida cristã pela carne. Existe sòment euma pessoa que pode viver a vida Cristã: Jesus Cristo. Toda tentaiva humana de viver a vida cristã é uma manifestação da carne. Portanto, a única maneira de viermos a vida cristã é essa: “... já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” Gal 2:20.
Portanto, nos resta sòmente uma possibilidade: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.” Col 3:1 a 3.

Pr. Joao Carlos

NÃO DE LUGAR AO INIMIGO

A história do Rei de Israel chamado Ezequias descrita no livro de Juízes capítulo 18 a 20 nos alerta para a importância de rompermos todos os laços com o inimigo. Ele foi um rei ousado em sua confiança no Senhor, a tal ponto de que a Bíblia faz o seguinte relato sobre sua pessoa: “Confiou no SENHOR, Deus de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele” 18:5. Com tal confiança, poderíamos esperar que sua vida fosse de completa vitória. Entretanto, o registro bíblico nos mostra derrotas em seus confrontos com o inimigo. Como alguém que confia tanto no Senhor pode ser derrotado? A razão é que Ezequias “deu lugar” ao inimigo em sua vida.
Nos versículos 1 a 7 do capítulo 18 temos o relato de seus sucessos e de como ele se rebelou contra a Assíria e livrou-se da servidão. Entretanto, quando o rei da Assíria toma algumas cidades fortificadas de Judá, Ezequias faz uma “confissão de arrependimento” perante o inimigo e voluntariamente se submete ao seu dominio, comprometendo não sòmente seus tesouros, mas também os tesouros da Casa do Senhor. Depois disso fez a grande descoberta, de que o inimigo é insaciável, ele quer sempre mais 18:17a35. Quando ele percebe isso, clama ao Senhor, e Deus, através do profeta Isaías, dá a ele uma palavra de vitória e de juízo sobre o inimigo, 19:1a37.
O capítulo 20 nos registra que Ezequias contraiu uma diença mortal e foi curado. Por esse motivo, o rei da Babilonia enviou embaixadores para se congratularem com ele. Ele acabou monstrando todas as coisas que lhe pertenciam ao Babilonios, e porisso o profeta deu-lhe uma palavra dizendo que devido a esse estabelecimento de laços com o inimigo, a Babilonia viria e tomaria todas as coisas que haviam visto, e ainda levariam seu filhos como escravos. Veja entao o desenvolvimento da história de Ezequias: 1- rompeu com a servidão ao inimigo, colocou-se debaixo da servidão por decisão própria, rompeu com a servidão e novamente colocou-se na servidão. Triste história, e tudo devido ao fato de que não rompeu completamente seus laços com o inimigo. Ele poderia ter sido completamente vitorioso, entretanto perdeu essa oportunidade. Como está a tua vida pessoal? Existe algum comprometimento com o inimigo que voce deva romper?

Pr. Joao Carlos

POSICIONANDO-SE PERANTE O SENHOR

Lemos em 2 Cronicas 17:1a19 a historia do rei Josafá, o qual decidiu posicionar-se de maneira correta perante Deus, e porisso foi grandemente abençoado. Como podemos nos posicionar corretamente perante Deus? Segundo esse texto, Josafá fez tres coisas: a primeira resolveu “andar nos caminhos de Davi, seu pai” v.3. Isso significa que ele decidiu seguir o exemplo de alguém de um homem que a bíblia declara ser segundo o coração de Deus. A segunda coisa que ele fez foi andar nos “mandamentos do Senhor seu Deus” v.4. A terceira coisa foi que quando se tornou abençoado por Deus, ficou ainda mais ousado em servi-lo, ensinando todo o povo de Juda sua Palavra v.6,7.
Como resultado disso, Josafá teve seu destino liberado pelo Senhor, e porisso entrou de posse da sua herança. O livro de Cronicas nos mostra que a vida de sucesso ou de derrota dos reis de Israel resultava do posicionamento tomado perante o Senhor, de andar com Ele ou de abandoná-lo e seguir seus próprios caminhos. Isso significa que Deus tem planos para nós, porém nós temos a responsabilidade de nos submeter a esses planos. Se nos submetemos, estaremos, estaremos amando e glorificando e desfrutando das bençãos de Deus para nossas vidas.
A resposta de Deus a nossa submissão é maravilhosa. O texto que estamos meditando nele nos di que Deus fez as seguintes coisas na vida de Josafá: a) versículo 3 diz que o Senhor foi com Josafá, b) versículo 5 diz que o Senhor confirmou o seu reino nas suas mãos, c) ainda no versículo 5 nos diz que o coração do povo se voltou para Josafá dando-lhe muitos presentes, porisso ele teve riquezas e glória em abundancia, d) o versículo 10 diz que por causa de sua decisão, Deus enviou terror sobre seus inimigos, os quais lhe pagavam tributos e lhe davam presentes, e) finalmente o versículo 12 nos diz que Josafá foi engrandecido “em extremo” tornando-se construtor de muitas cidades e formando um grande exercito para defesa de sua nação.
O texto sobre Josafá ficou escrito na Bíblia para nos desafiar a andarmos com Deus e nos tornarmos abençoados por Ele. A pergunta que temos que responder é: Como está sendo nossa história?
Pr. Joao Carlos Rocha

DERRAMAREI ESPÍRITO DE GRAÇA E SÚPLICA

Esse texto do livro de Zacarias capítulo 12:10 a 14 é a sequencia da promessa feita de salvação ao povo de Israel. Não se pode entrar na salvação prometida por Deus sem as duas palavras do título acima: graça e súplica. A palavra graça implica que o Senhor resolveu mudar a situação descrita nos capítulos anteriores, que mostram o juízo de Deus sobre seu povo e seus líderes. Seu povo e seus líderes abandonaram o Senhor, porisso foram entregues aos seus inimigos, totalmente desamparados. Na sua ira, Deus simbolicamente quebrou sua vara chamada Graça, anulando sua aliança com seu povo. Quebrou também sua vara chamada União para romper a irmandade entre Judá e Israel.
O capítulo 12 de Zacarias começa mostrando que Deus irá usar seu povo como juízo contra os povos malignos que o estavam destruindo. Isso é descrito através de metáforas como “cálice de tontear”v.2, “pedra pesada”v.3, “braseiro”v.6. Enquanto Deus usa seu povo como instrumento de juízo, Ele também restaura seu destino, emenda as vara quebradas, demonstrando sua misericórdia e justiça. Esse é o nosso Deus descrito na bíblia: justo juíz que abomina e nao deixa o pecado sem punição, mas Maravilhoso Senhor que demonstra Seu amor ao seu povo.
A maravilhosa manifestação do Senhor é claramente entendida no texto acima; é Deus quem derrama o espírito de graça e súplica, necessários para nos conduzir ao arrependimento. Entretanto, temos que entender claramente que a graça de Deus não é uma graça “barata”. O texto do capítulo 11:11 a 14, mostra que Jesus foi traído e morto, assim satisfazendo a justiça de Deus e liberando sua graça sobre nós. A posse dessa graça vem quando “...olhamos para aquele a quem transpassaram pranteamos e choramos como quem chora pela morte do filho mais velho” 12:10. A parte de Deus e derramar a graça, a nossa parte é olhar para Jesus e chorarmos de arrependimento pelos nossos pecados com tanta dor como choraríamos por um filho que morresse. Estamos olhando para Jesus e tendo essa intensidade de coração para com ele?

Pastor Joao Carlos

O PRINCÍPIO DA SEMENTE

A Bíblia nos revela o princípio pelo qual Deus trabalha: o princípio da semente. 1 Pedro 1:23 diz que fomos “regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”. A Bíblia continua a história nos ensinando que quando somos semeados, não temos o corpo que há de ser 1 Cor 15:37. Uma coisa clara: todos os corpos são diferentes. E mais: todo o corpo semeado de maneira natural precisa morrer para que nasça o definitivo, 1 Cor 15:36.
Quando nascemos de ossos pais, trazemos a imagem do que é terreno, quando nascemos ou somos gerados em Jesus, trazemos a imagem dele. Começamos a trazer a imagem espiritual dele. Entretanto o plano de Deus é que também tenhamos a imagem física dele, um corpo semelhante ao que Ele ganhou na ressurreição. Um corpo espiritual, não mais sujeito a lugar e espaço, sem pecado e fraqueza nenhuma. Vamos nos desfazer do corpo que recebemos de Adão e Eva e vamos receber o corpo glorificado gerado pela semente que é Jesus.
Veja que impressionante o ensino da bíblia: “Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual. Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. 1 Cor 15:42 a 39
Muitos são as implicações desse assumto. Primeiro, se ja temos o dna da nova semente que é Jesus, certamente essa semente ganhará o corpo definitivo. Segundo, todos nos somos no presente momento “seres em processo”, andando rumo ao definitivo. Terceiro, devemos possuir em santidade nosso corpo atual, pois é a semente de algo muito superior. Quarto, como diz a bíblia seremos pessoas celestiais, espirituais, incorruptos, com honra, com glória, e com poder.
Pr. Joao Carlos

RUMO A UM NOVO LUGAR

Esse é o sentido da Páscoa, a saída do Egito para um novo lugar, a terra prometida por Deus, onde seu povo iria conhecê-lo mais intimamente e iria desfrutar da plenitude de suas bençãos. Entretanto, para fazer essa viagem era necessário comprar a passagem, que na verdade era só de ida, uma vez que a escravidão do Egito nunca mais aconteceria em suas vidas. O preço da passagem era interessante, uma vez que não era dinheiro nem obra alguma que o povo poderia fazer para pagá-lo. Diz a bíblia que, para sair nessa viagem, a primeira coisa que teriam de fazer era “sobreviver” ao anjo da morte, que passaria pela terra na noite da saída e mataria todos os filhos mais velhos. Para isso teriam que usar como proteção em suas portas o sangue do cordeiro. É o sangue de Jesus que nos livra do juízo de Deus, leia Gen 12:7.
A segunda coisa que precisariam fazer era comerem uma refeição especial, que daria forças para a viagem. O prato principal dessa refeição era carne de cordeiro que deveria ser completamente sem defeito, significando Jesus, leia Gen 12:5,8. Eles teriam que se alimentar de Jesus, ele seria o alimento durante toda a viagem, começando como cordeiro e depois continuam como pão, ou seja o maná que caia dos céus todos os dias. O que acompanhava o prato principal eram pães sem fermento e ervas amargas. Segundo a bíblia, pão sem fermento significa sinceridade e ervas amargas significa a conscienciade que a vida anterior de escravidão não era nada boa.
Outro detalhe dessa viagem é que a refeição era um jantar e a viajem somente seria no outro dia. Porém desde a hora do jantar eles deveriam estar preparados para a viagem: sandálias nos pés e cajado na mão. Isso significava a consciencia de que dali em diante o Egito com tudo o que ele significava para o povo de Deus já não mais ocupava suas mentes. Eles deveriam estar totalmente concentrados no futuro imediato, na mudança da situação de suas vidas. Estavam sainda da escravidao para a libnerdade.

Pr Joao Carlos

O Sangue Nas Portas


O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito; e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde. Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem; Exodo 12:5 a 7.
Essa ordenança tinha um significado: a porta é símbolo do nosso coração, e o sangue é do cordeiro é símbolo do sangue de Jesus que nos purifica de todos os pecados. O sangue foi passado nas ombreiras das portas no dia em que a décima praga, que era a morte de todos os filhos primogenitos, veio como juízo sobre o Egito. Quando o anjo da morte chegava na porte e via o sangue, ele não entrava na casa, significando a proteção do sangue de Jesus em nossas vidas, o qual nos livra do juizo de Deus.
Pr. Joao Carlos

GARANTINDO NOSSA HERANÇA - Jer 17:1 a 11

GARANTINDO NOSSA HERANÇA - Jer 17:1 a 11
Jeremias descreve nossa responsabilidade perante a graça de Deus. Veja a reclamação de Deus em Jer 32:33: “Viraram-me as costas e não o rosto; ainda que eu, começando de madrugada, os ensinava, eles não deram ouvidos, para receberem a advertência”. Esse texto ensina que tudo o que temos que fazer para receber a graça é responder positivamente a seus ensinos, nos posicionando de maneira que suas bençãos se cumpram em nós. Se fizermos isso, entraremos na posse de nossa herança.
Se porém endurecermos nosso coração, continuarmos seguindo no caminho do pecado, perderemos nossa herança. Veja como Deus estabelece nossa responsabilidade: “Assim, por ti mesmo te privarás da tua herança que te dei, e far-te-ei servir os teus inimigos, na terra que não conheces; porque o fogo que acendeste na minha ira arderá para sempre” Jer 17:4. Assim somos nós que decidimos se vamos perder ou receber nossa herança.
Como o vencedor se posiciona para receber a herança? Leia o que Deus diz: “Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto” Jer 17:7,8.
Como o perdedor se posiciona e fica sem a herança? Leia: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável” Jer 17: 5,6.
Voce é perdedor ou ganhador?
Pr Joao Carlos

A FÉ QUE FUNCIONA – I COR 2:1-5

Muitas vezes nos perguntamos por que não estamos recebendo de Deus nossos pedidos, ou mesmo porque Deus não fala conosco. Segundo o apóstolo São Paulo, o problema pode ser “onde a nossa fé está apoiada”. A fé sòmente funciona quando colocada sobre o fundamento correto, se a base na qual a nossa fé é alicerçada for falsa, não teremos nenhum resultado. Veja alguns fundamentos falsos para a fé apresentados por Paulo.
O primeiro empecilho para o funcionamento da fé é a “ostentação de linguagem ou sabedoria”. A fé não pode funcionar quando o testemunho do Senhor é dado nessas bases, pois fica apoiada no homem e não em Deus. Para que o instrumento nas mãos de Deus não se torne um empecilho, ele tem que fazer o que Paulo fez: decidir não saber nada, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado. A fé somente funciona quando tem o conteúdo correto: Jesus Cristo, que foi crucificado e ressuscitou.
Outro empecilho para o funcionamento da fé é a “linguagem persuasiva”. Quando a linguagem persuasiva entra em ação, a mudança nos corações são meramente humanas, e porisso não são duradouras. Qualquer circunstancia poderá matar esse tipo de fé. A fé que terá poder de perseverança em qualquer circunstancia é a fé que se apoia na “demonstração do Espírito e poder”. Quando o Espirito Santo é a força que impulsiona nossa fé, ela se torna viva e cresce, resiste as provações porque está alicerçada no poder de Deus.
Em qual das bases acima estamos estabelecendo nossa fé?
Pr Joao Carlos Rocha

QUE FAREI DE JESUS CHAMADO CRISTO? MT 27:11-26

A decisão do que vamos fazer com Jesus é pessoal e intransferível. Pilatos perguntou a multidão, depois de ter em vão tentado soltá-lo: “Que farei de Jesus chamado Cristo?” v.22. O desejo de Pilatos era que a multidão fizesse por eles mesmo a decisão de soltar a Jesus e crucificar Barrabás, sem que ele tivesse que publicamente assumir as consequencias daquilo que pensava sobre Jesus. Ele sabia que Jesus era justo v.19, e que o tinham entregue por inveja, v.18. Esta defendendo Jesus, queria soltá-lo. Porém, a realidade é que as coisas não funcionam assim. Seguir a Jesus significa estar disposto a sacrificar todas as coisas, estar disposto a pagar o preço da decisão.
O dilema de Pilatos é exatamente o que se depara a nossa frente; constantemente temos que decidir o que vamos fazer com Jesus, chamado Cristo. A maioria das situações nas quais nos encontramos requerem nossa fidelidade, requerem que as coloquemos em primeiro lugar para que continuem favoráveis a nossos interesses. O problema é a decisão é entre ficar com elas ou com Jeus. Veja o caso de Pilatos: sua fidelidade a Jesus foi confrontada com seus interesses pessoais. Se ele se decidisse radicalmente por Jesus, poderia perder seu cargo de governador, sua influencia política, seus bens, seus amigos, sua posição social. For por essa razão que ele lutou arduamente para encontrar uma maneira de conciliar sua fidelidade a Jesus e conservar outras coisas.
A história dos versículos 11 a 27 nos contam a sua luta: seu golpe de mestre para continuar com Jesus e ao mesmo tempo conservar aquilo que nao queria perder não funcionou, a multidão pediu que soltasse Barrabás e que crucificasse Jesus. Então, como última alternativa, ele lavou as mãos, querendo se colocar em posição neutra. Mas a história terminou com ele entregando a Jesus para ser açoitado e depois crucificado. Jesus padeceu sob o poder de Poncio Pilatos. Que estamos fazendo de Jesus chamado Cristo?
Pr Joao Carlos

INTERROMPENDO A CONVERSA – MT 17:1A8

O texto nos conta que Jesus levou seus discípulos Pedro, Tiago e João a um alto monte e foi transfigurado diante deles. Seu rosto se tornou resplandescente como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. Então aparecem Moisés e Elias falando com ele. Diante de uma cena impressionante como esta, Pedro não se contém e decide dar a sua opinião sobre o que deveriam fazer. Ele sugeriu: esse lugar está bom demais, vamos ficar morando por aqui mesmo. Vamos fazer uma tenda para Moiséis, outra para Elias e uma para nós.

Mesmo diante de um fenomeno tão extraordinário, Pedro conseguiu ficar concentrado em si mesmo, no seu entendimento de como as coisas deveriam ser feitas. Nem por um momento se deu conta de que a conversa de Jesus com Elias e Moisés deveria ser de um conteúdo extraordinário. Não havia nele nenhuma consciencia do sagrado, nenhum temor nem discernimento da razão pela qual Jesus o tinha trazido ali. Com uma total falta sabedoria, ele interrompe a conversa para expor sua idéia egocêntrica: aqui é o melhor lugar para construirmos nossas tendas. Na maioria das vezes somos exatamente como Pedro: não estamos interessado nos assuntos que ocupam a mente de Deus, queremos satisfazer nossos desejos egoístas.

Segunda a descrição do mesmo evento no evangelho de Lucas, eles conversavam sobre a morte de Jesus que iria acontecer em Jerusalém. A razão pela qual Jesus tinha levado Pedro, era para que ele ouvisse aquela conversa. Esse assunto era algo que estava completamente fora dos planos de Pedro. Ele tinha seu próprio plano para Jesus: Jesus deveria expulsar os romanos, se assentar no trono, então Pedro se assentaria ao seu lado. Essa muitas vezes é exatamente a situação que estamos vivendo: somos nós que fazemos planos em nosso favor e esperamos que Deus os execute. Deus é nosso servo e deve promover nossa glória. Voce está ouvindo os planos de Deus ou está fazendo planos para Ele?
Pr Joao Carlos Rocha

CONHECENDO OS MISTÉRIOS DO REINO – Mt 13:10a15

Quando Jesus começou a ensinar por parábolas, isso não fez sentido nenhum para os discípulos. Porque alguém que gostaria de divulgar sua mensagem, de repente começa a se comunicar de maneira incompreensível? Então perguntaram a Jesus: Por que lhes falas por parábolas? A resposta de Jesus foi relativamente simples: as coisas do Reino de Deus são escondidas de alguns e liberadas para outros. Mas por que essa discriminação? Será isso justo?
A discriminação que a princípio parece injusta é na realidade a maneira de estabelecer a justiça. Toda pessoa que estiver com seu coração endurecido para as coisas de Deus, que estiver ouvindo de mau grado as verdades do reino, que fechar os olhos para não ver e os ouvidos para não ouvir, o reino será apresentado como um mistério, e a menos que seja pessoalmente revelado por Jesus, ninguém entenderá. Essa não é uma discriminação, mas o estabelecimento da responsabilidade pessoal de cada um. Quem não quiser se converter a Deus para ser curado por Ele, nada entenderá de sua mensagem. Desa maneira até a oportunidade que tinham lhes será tirada.
Entretanto, se alguém estiver disposta a permitir mudanças em sua vida, os mistérios serão todos desvendados na sua presença. Assim, porque já tinham um coração voltado para seu Deus, lhes será dado ainda mais conhecimento do reino, para que tenham em abundancia. Eles entenderão aquilo que ouvirem, perceberam aquilo que verem, entenderão as coisas com o coração e serão curados por Deus.
Deus respeita a responsabilidade pessoal, e nos dá segundo nossa escolha. Qual está sendo nossa escolha em relação as coisas de Deus?

Pastor Joao Carlos

NO ALTO DO MONTE

Diz a Biblia em Mateus 5:1 que Jesus subiu ao monte com seus discipulos e começou a ensiná-los. Interessante que o registro dos ensinos de Jesus nos capítulos 5,6,7 nos mostram que hácoisas que devem acontecer em cima do monte e há outras coisas que devem acontecer depois que descemos o monte. As coisas que acontecem no alto do monte podem ser divididas em 2 grupos: a revelação de quem somos, e a revelação de como devemos fazer as coisas. E a sequência é muito importante; temos que ser antes de fazer. O que somos vem daquilo que a bíblia chama de “homem espiritual”, isto é, vem pela obra do Espírito Santo que produz seus frutos em nós. Esses frutos refletem o que somos em nossa nova natureza, depois que nacemos de novo e nos tornamos novo criatura. Essa nova natureza tem prazer na lei do Senhor, Salmo 1:2, medita nele de dia e de noite, e a cumpre por amor e não por obrigação.
Como devemos fazer as coisas está descrito nos capítulos 6 e 7. A primeira coisa ensinada é que tudo o que fizermos deve ser feito para a glória de Deus, se a motivação for exaltar a nós mesmos, estamos perdendo tempo e não receberemos nenhuma recompensa. A segunda coisa que devemos fazer é manter nosso interior limpo, pois somos templos do Senhor. A terceira coisa é que devemos fazer é vivermos nossa vida focados nas prioridades de Deus, focados nos coisas do céu e não nas coisas da terra. A quarta coisa que devmos fazer é viver em dependência, com uma atitude de confiança irrestrita no Senhor, pois Ele é nosso provedor. E por último, devemos viver uma vida de oração, vigiando para nos mantermos no caminho certo, discernindo qual palavra vem de Deus e qual vem dos falsos profetas, e cuidando de maneira especial para não corrermos o risco de edificar sobre fundamento errado, o qual acabará em ruina.
Isso tudo deve ser recebido como revelação de Deus, e a revelação acontece enquanto estamos no monte com Jesus , significando nossa esta em comunhão particular e íntima com Ele. Depois que descermos do monte, deveremos começar a ministrar aos outros, pois então ja estaremos entendendo as bases corretas do trabalho do ministério.

Pr Joao Carlos

O CAMINHO DO DISCIPULADO

O CAMINHO DO DISCIPULADO


Discipulado foi o método usado por Jesus na prepração de seus doze escolhidos, os quais seriam conhecidos como apóstolos e continuariam seu ministério depois de sua morte e ressurreição. Na verdade, Jesus não inventou esse método, ele era amplamente usado no Velho Testamento. Discipulado é um método de aprendizagem que poderia ser classificado como não-formal. A aprendizagem não-formal difere significativamente da aprendizagem formal e da informal.
A aprendizagem informal acontece sem intencionalidade, sem curriculo. Um bom exemplo dessa aprendizagem é o que acontece com as crianças pequenas, antes da idade escolar. Quando por exemplo, a criança aprende a caminhar e a falar, seus pais e pessoas relacionadas dão algum tipo de suporte para o aprendizado, porém reconhecemos que nenhum pai decide ensinar seu filho a falar ou caminhar em determinado tempo, intituindo para isso um programa de ensino. Todos reconhecemos que a criança aprende muito mais experimentando as coisas por ela mesmo do que pelo ensino de conceitos.
O aprendizado formal é aquilo a escola oferece para a criança. É formal, porque a criança tem que sair de sua casa e entrar em um ambiente propositadamente preparado para ensinar. Um edifício onde todos se encontram, um horário definido de permanencia na escola, materias definidas, cada uma delas com seu currículo pré estabelecido, o professor tem a responsabilidade de dar o conteúdo aos alunos e normalmente é o personagem chave do processo. Normalmente esse tipo de aprendizado é centralizado no domínio cognitivo e pouco no experimental.
Já a aprendizagem que estamos chamando de aprendizado não-formal difere das duas primeiras, tendo porém algumas caraterísticas de ambas. Ela tem a intencionalidade da aprendizagem formal, porém não o controle rigoroso dela. Por exemplo, pode acontecer em qualquer lugar, tem um propósito bem definido, porém não um curriculo formal, tem um instrutor, porém o aprendiz é o personagem chave no processo, envolve o aprendizado de conceitos mas usa bastante a área experimental,. na qual o aprendiz participa fazendo as coisas. Neste artigo, classificamos o discipulado como aprendizagem não-formal. Como conteúdo básico, vamos examinar uma parte daquilo que chamamos de o caminho do discipulado na história da vida de Isaac.
Podemos dividir a História de Issac em tres partes distintas: desde seu nascimento até a ordem de Deus a respeito de seu sacriíficio, a historia de seu sacrifício e a história depois de seu sacrifício. Neste artigo vamos focalizar a parte intermediária, que é a de seu sacrifício, com base no texto de Genesis 22:1ª19. Eis o texto da edição Almeida Revista e Atualizada:

1 Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui!
2 Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.
3 Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado.
4 Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe.
5 Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós.
6 Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos.
7 Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
8 Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.
9 Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha;
10 e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho.
11 Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui!
12 Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho.
13 Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.
14 E pôs Abraão por nome àquele lugar -- O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá.
15 Então, do céu bradou pela segunda vez o Anjo do SENHOR a Abraão
16 e disse: Jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho,
17 que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos,
18 nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.
19 Então, voltou Abraão aos seus servos, e, juntos, foram para Berseba, onde fixou residência.

Vamos analizar o caminho do discpulado vendo ambos, Abraão e Isaac como discípulos. Também vamos fazer a análize olhando Abrão como discipulador.
Issac era a corporificação da promessa de Deus feita a Abrão de que ele se tornaria uma grande nação. Era o filho da impossibilidade; além de Sara ser estéril, o casal ja tinha passado longe da época em que poderiam ter filhos. Nesse contexto nasce Isaac.
O primeiro princípio de discipulado que aprendemos nessa história, está nos versículos de 1 a 3: no caminho do discipulado recebemos as coisas das mãos de Deus em forma de promessas. Parte do treinamento do discipulado é amar mais a Deus do que as coisas que Ele nos dá. Porisso, chega um tempo em que Deus requer que sacrifiquemos a Ele aquilo que está em nossas mãos como promessa. Se obedecermos, a promessa é concretizada e temos a posse definitiva do que está em nossas mãos. O teste não é para que Deus saiba se seremos fiéis ou não, Ele ja sabe de tudo antes que tomemos qualquer decisão. O teste é para afirmar mostrar a nós mesmos o tipo de compromisso que temos com Ele, para sabermos que o amamos tanto que somos capaz de trocar um filho vivo por um devolvido dentre os mortos. Deus não quer nos dar nada que assuma o lugar DEle em nossas vidas, nem mesmo nosso Isaac. Porisso temos que possuir duas vezes o que Deus quer nos dar: a primeira vez por promessa, isto é, pela ação soberana de Deus, e a segunda vez pela nossa fé.
O segundo princípio de discipulado no texto pelo versículo 2 e 3 é: o caminho do discipulado é um caminho no qual devemos andar pela fé, não sabemos com toda certeza onde estamos indo nem quando tempo levará para chegarmos lá. Isto é, temos que abrir mão do controle sobre a direção de nossas vidas e confiar que Deus nos levará onde Ele deseja que estejamos. Controle é algo diretamente ligado a autoridade, a poder. É terrivelmente humilhante confessar aos outros que não sabemos para onde estamos caminhando nem quando vamos chegar em nosso destino. Mas isso significa nos colocarmos na posição de servos e colocar Deus na posição de Senhor.
O terceiro princípio de discipulado está descrito no versículo 3: existe uma parte da provisão no caminho do discipulado que somos nós que temos que fazer. Está escrito que Abraão levantou de madrugada, preparou o seu jumento, chamou dois dos seus servos e a Isaque, rachou lenha para o holocausto e partiu. A responsabilidade é pessoal, Abraão deveria preparar as coisas para fazer aquilo que já sabia que Deus esperava dele. Como nunca havia passado por aquele caminho, e talvez a viagem fosse bem longa, era bom levar um jumento carregado com as coisas necessárias. Também talvez necessitasse de mais alguém para ajudá-lo ou para protege-lo, porisso levou dois servos. E claro, não poderia ter deixado Issac para trás nem que sua mãe reclamasse, ele era o sacrifício.
O quarto princípio de discipulado é esse: o caminho é longo, e uma coisa que teremos é tempo para meditar naquilo que estamos fazendo em obediencia a Deus. E pela meditação na palavra que Deus nos falou que conhecemos mais do seu caaráter e levantamos o nível de nossa fé. Deus quer levar-nos a um nível em que nunca estivemos antes, a nos tornarmos pessoas que creem no impossível, gerar em nós fé para oferecermos tudo o que temos ao Senhor. Segundo a descrição sobre a fé do Abrão que encontramos no livro de Hebreus, ele creu que mataria Isaac e que Deus o ressuscitaria dentre os mortos. Isso mostra que ele entendeu o caráter de Deus, Deus não mente.
O quinto princípio de discipulado é: chega um tempo na caminhada em que vemos de longe o lugar designado por Deus, v.5. Quando isso acontece, a jornada se torna extremamente pessoal, íntima. Temos que deixar para tras muitas das coisas que até então vinhamos trazendo. Abraão deixou seus servos, jumento e provisões. Abrão estava entrando num estágio em que sua vida atingiu um nível diferente de intimidade entre ele, seu discípulo e Deus. Dai em diante, só poderiam seguir ele e as coisas designadas para o sacrificio: seu discípulo, a lenha para o holocausto, o fogo e a faca. É nesse estagio, que antes de deixarmos o público para trás, devemos declarar para eles a nossa fé: “eu e o rapaz iremos até la e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós” v.5. Note que Abraão disse “voltaremos” significando que Isaac voltaria com ele. Entretanto, Abrão não dá nenhuma explicação pública do “conteúdo” de sua fé, isto é, seus servos não ficaram sabendo que o sacrifício era Isaac.
O Sexto princípio é esse: na parte pessoal e íntima da jornada, as coisas devem ser feitas de maneira diferente, e perguntas diferentes devem ser feitas. Até este ponto nem Abrão ou Isaac carregavam pessoalmente as coisas do sacrifício, seus servos e jumento faziam isso. Nos versículos 6 a 8, encontramos esses detalhes: 1) Abraão leva em suas mãos o fogo e o cutelo(facão). Essa é a obrigação do discipulador, levar os instrumentos para a morte de seu discípulo. O fogo significa o Espírito Santo, e a faca a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Sem o Espírito Santo e a Palavra de Deus, ninguém poderá oferecer seu discipulo em sacrifício. 2) Issac levava a lenha do sacrifício sobre si. A lenha do sacrifício é descrita através do que Jesus fez. Veja as palavras chaves marcadas no texto de Filipenses 2: 5 a 8: 5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Isso descreve exatamente Isaac, substituindo os servos e levando a carga da lenha, se esvaziando, tornando-se humilde, não resistindo quando seu pai o colocou sobre o altar. 3) Finalmente, chega a hora das perguntas particulares e das respostas mais íntimas: onde está o cordeiro? Deus proverá para si o cordeiro. O discipulador já recebeu pela fé a benção da substituição, o discípulo deve entregar-se a si mesmo indo pacificamente para o altar, mas há um outro cordeiro preparado para ocupar seu lugar. A justiça de Deus requer um cordeiro que Ele próprio providenciou. O significado disso é que o discipulo irá morrer e ressuscitar através de Cristo, pela fé. Entretanto, note o detalhe: a pessoa ativa no processo é o discipulador(Abraão) de Isaac (o discípulo) espera-se a entrega submissa.
O sétimo princípio de discipulado que encontramos nessa história é: quando a parte de Abraão (o discipulador) e de Isaac (o discípulo) já está feita, Deus fala. Nesse texto, Deus fala duas vezes. A primeira nos versículos 11 e 12 Deus diz basicamente isso: Abraão, voce passou no teste, foi aprovado. Daqui em diante eu assumo o controle, eu faço a provisão, oferte para mim minha própria ovelha(Jesus) que separei para este sacrifício. Entao o texto diz que Abraão tirou Issac do altar e sacrificou o cordeiro no lugar dele. Em outras palavras, o discipulador deve levar seu disícpulo a experimentar o novo nascimento, morrer e ressuscitar através do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Assim o discípulo é perdoado e reconciliado com Deus. Agora pense na segunda fala de Deus nos versículos 15 a 18. A primeira coisa que Deus diz é: “jurei por mim mesmo”, isto é, daqui em diante Eu garanto as coisas, elas não dependem mais de voce, estão garantidas. Qual era o conteúdo desse juramente de Deus? Era esse: antes Deus tinha dado a Abraão uma promessa, que ele poderia ter perdido como muitas vezes o povo de Deus perdeu(ex: não entraram na terra prometida), porém agora Deus estava dando uma garantia, algo que não dependia mais de Abraão. Pense no tremendo significado disso: a promessa dependia de Issac viver, portanto, de agora em diante Isaac tinha sua vida garantida até que gerasse sua própria descendencia. A HERANÇA DE ABRAÃO ESTAVA GARANTIDA. SEUS DISCÍPULO VIVERIA E CUMPRIRIA O PROPÓSITO DE DEUS PARA SUA VIDA.

Educação e Conscientização

Educação Cristã é Conscientização

Paulo Freire, o educador brasileiro, se tornou conhecido mundialmente pela sua filosofia de educação a qual ele denominou “conscientização”. Para êle, a educação conscientizadora é aquela que rompe o ciclo da dependência do aluno ao professor, tornando o aluno em um sujeito, isto é, um elemento ativo na educação. Dessa maneira, segundo Paulo Freire, quebra-se o modelo que ele chama de educação bancária, no qual o aluno é somente um ser passivo, e do qual espera-se apenas a repetição das coisas que lhe foram ditas. Daí em diante, o aluno transforma-se em alguém que dialoga com os problemas e situações, torna-se consciente a respeito deles, e passa a exercer o papel de agente de transformação de si mesmo e de seu ambiente.

Em seu enfoque sobre conscientização, Paulo Freire enfatizou a parte sociológica e antropológica da conscientização. Desde que conscientização tem a ver com mudanças promovidas pelo exercício da consciencia, não podemos falar sobre o assunto sem primeiro entendermos, pelo menos um pouco, do que é a consciencia. Através da história, a consciencia tem sido examinada através dos pontos de vista filosófico, secular e religioso. Neste artigo, proponho discorrer sobre consciencia e conscientização do ponto de vista bíblico. Consciencia pode ser definida de maneira abrangente como sendo a faculdade que distingue quando uma ação é certa ou errada. Do ponto de vista cristão, a faculdade da consciência é dada por Deus através da ordem natural da criação. O apóstolo Paulo toca nesse assunto em Romanos capítulo 2, fazendo a seguinte declaração nos versículos 14 e 15: “ Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,”.

A conscientização deve ser o papel primordial da Educação Cristã. A parte antropológica da conscientização na qual a educação cristã deve tocar, é aquela relacionada com a prática da vida cristã, a qual começa imediatamente após recebermos a Jesus como nosso salvador pessoal. Ao explicar a verdade de Deus e seu trabalho em nosso favor, o educador necessàriamente faz referência a realidade humana como base para a explicação. Ele explica o significado da cruz, por exemplo, pressupondo a realidade humana do pecado e a merecida condenação (verdade antropológica), requerido pela santidade de Deus(verdade teológica). Se requer que o educando aceite não sòmente um novo entendimento sobre Deus, mas também aceite um entendimento específico de si mesmo como repreensível e injusto pecador. Como educadores cristãos, nós temos que confrontar diretamente, e reconhecer formalmente que chamar o povo a um novo entendimento de si mesmos como pecadores, é de fato parte de nossa tarefa.


Essa não é uma tarefa fácil. As pessoas normalmente desejam ter uma visão favorável de si mesmas. Mecanismos psicológicos tais como negação, racionalização e projeção são usados para se auto-protejer de uma visão negativa de si mesmo. A pecaminosidade e depravação da qual estamos falando aqui leva o indivíduo a suprimir a verdade a respeito de si mesmo de maneira incorreta. O educador que ensinar verdades desagradáveis sôbre o ser humano é dificilmente apreciado, e pode até ser rejeitado.
Um educador cristão poderia ter até ter uma boa desculpa para evitar uma terefa tão inapreciada, porém o fato é que ele irá prestar contas de sua tarefa a Deus. Afortunadamente, o educador cristão tem um aliado em potencial, dado por Deus, para ajudá-lo na tarefa da conscientização, um aliado na tarefa de persuadir o indivíduo de sua própria pecaminosidade, de seu merecido julgamento, e da sua necessidade de salvação e santificação.
Esse aliado é a consciência. Quando o educador cristão se envolve na tarefa do ensino, a consciência testemunha atestando que a palavra de Deus é verdadeira. Por causa do pecado somos seres divididos, verdade e erro estão misturados de tal forma que nosso caráter precisa ser forjado através de novos padrões, os padrões bíblicos. No preciso momento em que o pecador está resistindo e rejeitando a mensagem sobre si mesmo, por causa do testemunho da consciencia, parte de seu ser talvez esteja concordando vigorosamente com a mensagem. Assim sendo, a consciencia é uma ferramenta que o Espírito Santo usa no processo de conscientização da pessoa sobre sua própria culpabilidade e falhas morais e também. Um bom exemplo é a história de quando o profeta Natan confrontou Davi por causa do seu pecado. Ele contou a historia do homem que tinha muitas ovelhas, mas que decidiu matar a única ovelha do seu próximo para dar uma festa. Esta história foi preparada para tornar o senso do certo e errado de Davi apaixonadamente comprometido. Natan fez com a consciência de Davi trabalhasse colaborando com sua declaração externa de pecado e juizo. A conclusão de Davi era que essa horrível criatura que cometeu um crime tão abominável deveria morrer.
A consciência mantém sua velha incumbencia de testemunhar contra o pecado, porém, ao mesmo tempo, começa um novo processo de desvendamento da obra de Deus realizada em favor do ser humano. Nesse ponto, pela ação do Espírito Santo na consciencia, a convicção de pecado e o arrependimento vem a tona. Após o processo de arrependimento do pecado, a consciencia traz ao coração do pecador a paz e o senso de perdão, decorrentes da obra de Jesus na cruz e de sua ressurreição. A consciência de Davi concordou vigorosamente com a verdade do pecado de Davi. Continuando com o exemplo de Davi, depois que ele respondeu ao trabalho de sua consciencia com remorso e arrependimento, ele escreveu o Salmo número 51 onde expressa sua dependencia de Deus para purificação, aceitação, e nova oportunidade de vida. Esse é o trabalho da consciencia, quando através do Espírito Santo, trabalha no ser humano formando o verdadeiro caráter cristão.
Em todo ensino cristão efetivo, eu afirmo, existe um elemento desse apelo à consciência. O Espírito Santo trabalha através da proclamação externa da Palavra usando a faculdade interna da consciência para produzir convicção de pecado. Em toda verdadeira conversão encontramos a consciência do indivíduo operando em favor do arrependimento, da fé, e vemos seu fruto na mudança de vida da pessoa A esse processo eu chamo de conscientização. A verdadeira conscientização produz na pessoa a capacidade de ver tanto o lado negativo como o positivo das coisas, evitando porém que o lado negativo a deixe deprimida e paralizada pela realidade do pecado. A conscientização cristã desagua no amor, expresso através da graça e da misericórdia de Deus, onde a pessoa encontra aceitação e poder para o cumprimento de seu destino de filho(a) de Deus.
Joao Carlos Nunes da Rocha, Ph.D.

As Leis do Reino

Nas mentes dos cristão existe uma verdadeira confusão formada em relação ao assunto “lei e graça”. Para a maioria das pessoas, Jesus veio abolir a lei, e agora ser cristão significa que a lei não tem nada a ver conosco, pois vivemos no tempo da graça. Leia o que Jesus ensina em Mat 5:17 a 19: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus”.
Como fica então a situação? Estamos ou não debaixo da lei? A primeira coisa que temos de entender é existe lei moral, que são os dez mandamentos, e a lei cerimonial, que eram as leis de higiene, leis sacrificiais, etc. ensinadas no Velho Testamento. A lei dos dez mandamentos nunca passará, porque ela é a expressão do caráter de Deus, a menos que Deus mude o seu caráter, os dez mandamentos nunca passarão, como disse Jesus no texto acima. Os dez mandamentos se resumen em dois: 1) amar a Deus sobre todas as coisas, 2) amar o próximo como a si mesmo, Mt 22:37a40. Jesus deu um novo mandamento: amor.
Se a lei expressa o caráter de Deus, e o Espírito Santo quer produzir esse caráter em nós, então, como fica então esse assunto? A resposta é essa: quando nascemos de novo, o Espírito Santo produz seu fruto em nós, que é a expressao do caráter de Deus, ou a expressão do significado dos dez mandamentos. Dessa maneira a lei “se cumpre em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” Rom 8:4. Ninguém pode cumprir as exigencias do caráter de Deus, porisso ninguém cumpre a lei, mas a lei se cumpre naqueles em quem o Espírito Santo produz seu fruto. E todas as outras leis, segundo o que disse Jesus em Mat 22:40, dependem do cumprimento da “lei do amor” em nós.

Trabalhadores da Vinha

TRABALHADORES DA VINHA

Segundo Jesus, o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para sua vinha, Mt 20:1. O texto começa com a expressão “Porque o reino dos céus é semelhante”, indicando que Jesus continuava a tratar do mesmo assunto que estava falando antes. O Assunto anterior é sobre a história de um jovem rico e sobre a questão da riqueza explorado no capítulo 19:16 a 30. No texto anterior, Jesus ensina como as riquezas, ou posses de bens materiais nesse mundo se tornam um empecilho para a entrada no reino dos céus. Segundo o texto do jovem rico, ele fcou fora do reino por seu apego às riqueza, tinha muitas propriedades e nelas estava seu coração, Mt. 19:22.
Na sequencia do texto, Mt 19:23, Jesus diz aos discípulos que é muito difícil uma pessoa rica que coloca seu coração nos bens que possui entrar no reino dos céus. Como todo mundo sabe, isso é uma das princípais coisas no coração humano, poriso os discípulos perguntam: “Sendo assim, quem pode ser salvo? Mt 19:25”. A resposta de Jesus é essa: “Isso (a salvação) é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” Mt 19:26. É exatamente nesse contexto que Jesus explica através da parábola dos trabalhadores na vinha, como alguém entra no reino dos céus.
Ai vão a sequencia do que é necessário para entrar no reino dos céus: 1) a pessoa precisa estar na praça, disponível para ser contratado para o trabalho na vinha, 2) alguns são contratados mais cedo e outros mais tarde, em diferentes horas do dia, 3) o pagamento fica a critério da decisão do dono da vinha, o texto diz que ele paga o que “for justo”, Mt 20:3, para alguns o dono da vinha estabelece o que ele acha justo na hora da contratação Mt 20:2, para outros ele nada diz sobre o salário, sòmente que o pagamento será justo. Entretanto, aos olhos dos primeiros trabalhadores, há um problema sério em relação à justiça, porém que o pagamento é igual para todos, independente do tempo de trabalho na vinha. A resposta dono da vinha é essa: “Porventura, não me é lícito fazer o que quero com o que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?”Mt 20:15
Verdades ensinadas no texto: 1) ninguém entra no reino dos céus pelo quanto trabalhou na vinha, mas pelo fato de que estava disponível para trabalhar nela, 2) o pagamento é igual para todos, pois o preço da entrada no reino dos céus pois sòmente se entre lá pela pagamento que Jesus fez pela sua morte, 3) a recompensa da entrada no reino é dada pela bondade e pela graça de Jesus, nõa pelo merecimento das obras humanas.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 3 - DEFESA CONTRA OS ADVERSÁRIOS

13 - Entendendo a estratégia do inimigo
O planejamento estratégico do inimigo não muda muito em termos de conteúdo. Ele nunca cre que que a obra de Jesus no ser humano é consistente. A vida de Jó é um bom exemplo disso. Leia o diálogo entre Deus e o Diabo registrado no livro de Jó do capítulo 1:6 a 2:6. Realmente o Diabo não cre na eficácia da mudança que Deus opera no homem. Porisso ele começa com coisas mais leves, e somente quando percebe a resistencia humana ele tomada medidas mais drásticas. No caso de Jó, ele começou com animais e coisas, depois atacou os filhos e filhas, finalmente usou de toda sua violencia contra a pessoa de Jó. Outro exemplo disso é a tentação de Jesus, onde ele começa com comida, prossegue com o assunto do cuidado de Deus, e finalmente termina com a coisa mais importante, que era o centro da missão de Jesus. No caso de Neemias foi a mesma coisa, os inimigos começaram zombando quando ouviram o plano, depois desprezaram, e finalmente acabaram levantando falsa acusação, Ne 2:19.
Entretanto, ao verem que a coisa era séria, e que o povo tinha se unido no mesmo objetivo, a Biblia relata que eles arderam em ira, 4:1. Eles sabiam que os judeus fossem bem sucedidos na construção dos muros, logo reconstruiriam o tabernáculo, restaurariam o culto com adoração e louvores incessantes ao seu Deus. E o resultado disso seria catastrófico para eles, Deus voltaria a abençoar seu povo e eles se tornariam prosperos e poderosos na terra. Além do mais, a Palavra de Deus voltaria a governar a vida diária do povo, e os laços que eles tinham conseguido estabelecer com alguns seria totalmente desfeito, pois os judeus se santificariam ao Senhor e seus lideres condenariam tais relacionamentos. A explosão de ira segue adiante tornando em indignação. Indignação é o resultado do entendimento de que alguma coisa ou alguém não está correto. Quando se trata de indignação contra pessoa, ela vem do entendimento de que alguém não merece o que está acontecendo, é bom ou é ruim demais para essa pessoa. No pensamento dos inimigos de Israel, eles eram nada, não tinham dignidade nenhuma, e porisso não podiam reconstruir os muros, se estabelecer, tornarem importantes. O que mereciam era o desprezo, uma vida de vergonha e opressão. A indignação contra uma pessoa é um levante contra a identidade dela. Porisso, a sequencia de ataque do inimigo é previsível: o escárnio. Escárnio é a ridicularização da pessoa, o desprezo. Isso o inimigo faz, tornando as notícias já conhecidas sobre a situação do povo como acusações contra eles. O inimigo adora fazer isso. Quem são eles? Pecadores que estão debaixo do juízo de seu Deus, porisso merecidamente estão escravizados, desampadarados, desabrigados, famintos. Merecem isso, são uns fracos. Esse é o papel do acusador, espalhar as más notícias sobre o povo de Deus, e mesmo acusá-los perante Ele. Essa acusação pode desfalecer a fé, trazer sentimentos de culpa, pode paralizar nossas ações.
A partir desse ponto, o inimigo começa a ter consciencia de que algo maior e estranho aos seus interesses está acontecendo. Então a ira, a indignação e o escárnio assumem facetas práticas. A primeira delas é procurar aliados. Essa procura começa no circulo mais intimo, como diz o texto do versículo 2, fala na presença de seus irmãos. Eles são os que tem mais possibilidade de entender as razões da ira e da indignação, há uma identificação natural de ideias e propósitos, porisso a unidade em torno da perseguição é mais fácil de ser alcançada. O segundo círculo onde é mais provável encontrar apoio, diz o texto que é o exército de Samaria. Sambalate fala na presença do exercito, dos soldados e oficiais. Eles são estranhos ao povo de Deus, são dominadores, opressores sobre eles. É a nação que estava sendo usada como instrumento para correção do povo de Deus, mas que não entendia nada do próprio Deus, não era povo DEle. Porisso, enquanto instrumento, era malignamente opressivo, Deus executaria juizo sobre eles mais tarde. Esse circulo é diferente em muitas maneira dos circulo íntimo do povo de Sambalate. Eles tem autoridade delegada sobre o povo. Eles são o poderio militar, tem o treinamento, as armas, e a organização para fazer prevalecer sua vontade. Porém a coisa maravilhosa é que nesse nível, o inimigo não pode operar quando incitado, ele não está totalmente livre para fazer o que bem quiser, Deus, o soberano Senhor já decretou os limites de sua ação, já determinou o que sua liderança, no caso o rei Artaxerxes, deve fazer. O inimigo está literalmente imobilizado por Deus.
O incitamento é pelo domínio do território. Quem dominar o território poderá estabelecer seus valores, suas crenças, seu estilo de vida. Em outras palavras, poderá implantar sua cultura. A melhor maneira de conseguir o objetivo é agir enquanto o oponente está fraco. Sambalate propões exatamente isso quando disse: “Que fazem esses fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isso?”. Significa dizer: estamos no ponto em que podemos parar a obra, o futuro deles está em nossas mãos, ainda podemos manter o domínio do território impedindo que se fortaleçam e estabeleçam a cultura e o dominio judaico no território. Veja como elaboraram essa idéia: “Sacrificarão? Darão cabo da obra num só dia? Renascerão, acaso, dos montões de pó as pedras que foram queimadas?”. Tobias, o inimigo amonita, acrescenta um novo dado no desafio, que demonstra o que já começa a se formar na mente do inimigo. “Ainda que edifiquem, vindo uma roposa, derrubará o seu muro de pedra”. Isto é, provávelmente o povo de Deus edificará o muro, porém eles estão numa situação tão má que o trabalho deles é ineficaz. O inimigo começa a se conscientizar da vitória do povo de Deus, e que Deus está se movendo para restaurar Seu culto, restituir a benção sobre seu povo, e instituir Seu reino entre nós e através de nos para que as coisas sejam feitas aqui na terra como é feito no céu. Deus está no comando dos negócios do seu reino, e nem homem nem ser espiritual algum poderá segurá-lo.
O próximo estágio da manifestação do inimigo começa quando ele percebe que apesar da sua oposição, o povo de Deus segue em frente vitorioso, cumprindo o propósito. Até este ponto, a relação dos inimigos do povo de Deus é pequena, sòmente lemos um registro com dois nomes: Sambalate e Tobias. Agora porém, a relação cresceu: Sambalate, Tobias, os arábios, os amonitas, e os asdoditas. O texto descreve que eles ficaram “irados” porque a obra ia avante e as brechas do muro começavam a se fechar. A estratégia sofre uma mudança: “Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali” 4:8. A biblia diz que inimigo vem para matar, roubar e destruir, porém quando ainda existem “brechas” no muro, o inimigo tem livre acesso. Significa que a intenção ainda não é destruir, é atacar para causar confusão e fazer cessar a obra. Interessante, cessar a obra porque ainda há brecha aberta. A maneira é através da confusão. Confusão resulta em perda de propósito, perda de visão, perda de energia. Leia o seguinte relato do que disse Judá: “Então, disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e os escombros são muitos; de maneira que não podemos edificar o muro” 4:10. Como o inimigo tenta implantar sua confusão? Na calada da noite, vindo em segredo, sem que ninguém veja. Então, depois de implantada a confusão, matamos. Esse é o objetivo final, a confusão é sòmente o meio para atingir o fim. Entretanto, nosso Deus não dorme, nem cochila, Ele revela aquilo que o inimigo maquina as escondidas, traz a luz o que é concebido na escuridão. O povo de Deus fica sabendo, tomas as medidas necessárias, que analizaremos mais adiante, e frustra os planos do inimigo.
Ao saber que seus planos tinham sido frustrados e Israel praticamente terminara o muro, faltando somente alguns detalhes para serem completados, novamente o inimigo adapta suas estratégias de guerra. Agora o foco é o líder. Esse é a última possibilidade para parar a obra, se o inimigo conseguir estabelecer algum tipo de relacionamento com o líder, certamente conseguirá a vitória: impedirá do trabalho ser completado. A primeira coisa, segundo Neemias 6:1a13, é conseguir agendar uma “conferencia” com o líder. Para fazer o mal é claro. “Sambalate e Gesém mandaram dizer-me: Vem, encontremo-nos, nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal” 6:2. A tratégia agora é concentrar o ataque no líder, uma vez que seria impossivel derrubar o muro ou invadir a cidade para causar confusão e matar. Derrotar a pessoas chave é uma estratégia do inimigo que vem dando certo desde o Jardim do Éden. Eva era a pessoa certa para parar a obra que Deus estava fazendo em Adão e também parar aquilo que Ele tinha ordenado para Adão fazer. Se tentarmos dialogar com o inimigo, certamente perderemos. Essa estratégia de derrotar o líder é tão boa, que o inimigo se torna persistente nela.
O texto de 6:4 nos relata de que por quatro vezes ele tentou uma “entrevista” com Neemias. Por esse tempo, o inimigo já tinha sido claramente identificado, os laços de amizade ou mesmo qualquer tipo relacionamento tinha sido completamente cortados. O objetivo agora é tentar construir alguma ponte para contato, de alguma forma manter a presença e alguma influencia sobre o povo de Deus. O líder é o ponto nevralgico, se ele se comprometer, ou mesmo perder o foco, comprometerá todo o projeto. Um líder bem sucedido é aquele que tem a firmeza e a clareza de visão e própósito de Neemias: “Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? Quatro vezes me enviaram o mesmo pedido; eu, porém, lhes dei sempre a mesma resposta” 6:3,4. Uma boa estratégia, merece todo o esforço. Porisso quando Neemias não aceitou o convite, o inimigo tenta a persuasão através da midia escrita e da pressão popular. Escreve uma carta aberta e divulga o conteúdo para forçar uma conversa. O conteúdo da carta reflete uma estratégia que ainda vemos funcionando em nossos dias, e inclui alguns pontos principais: Primeiro ponto é: “entre as gentes se ouviu, e Gesém...” 6:6. Isso significa dizer: é do conhecimento geral e temos testemunhas. Uma mentira com respaldo de muitas testemunhas tem o poder e a eficácia da verdade, se for aceita. É algo amendrontador, a única maneira de permanecer firme numa situação como essa é se firmar na verdade, não permitindo que o medo entre em ação. O medo é o melhor aliado do inimigo, ele tem o poder de paralizar aqueles que o admintem e agem baseados nele. Normalmente, a mentira eficaz é aquela que tem aparencia de verdade, aquela através da qual pode ser deduzido coisas que parecem lógicas. Analize o caso dessa mentira. Primeiro, quem em sã consciencia, que estando numa posição na qual esta Neemias, no palácio do rei e num cargo da mais alta confiança, deixaria tudo isso e viria trabalhar duro, gastar seus recursos pessoais, correr riscos, para um povo desmoralizado e que não tinha nada a oferecer? Deveria ter alguma intenção por trás disso, e a mais plausível é que estava tentando contruir seu reino pessoal. Então, é claro que ele iria revoltar-se contra o rei e se fazer rei do povo. E mais: há até profetas liberando palavras de sucesso para a empreitada de reconstrução e sobre tua pessoa dizendo que voce é o líder do povo. Então a intenção é clara: voce quer ser rei. Então vamos fazer uma mesa redonda e discutir esse caso, temos que dar um tempo, parar a obra pelo menos por agora, e encontrar uma desculpa plausível, porque essa notícia. O certamente chegará ao rei. Essa mentira foi diabolicamente inspirada, porém Neemias era homem de fé e Deus estava no controle da situação.
A mentira é poderosa para fazer parar a obra de Deus, porém existe ainda uma arma muito mais poderosa, a qual o inimigo reserva para ser usada quando tudo o mais falar. Essa arma fatal é pecado, se o inimigo conseguir que o líder ou mesmo que o povo cometa pecado relacionado com a missão, o próprio Deus se coloca em oposição a obra. O inimigo sabe que Deus é santo e aquilo que ofender Sua santidade, não poderá progredir. Vemos na bíblia essa arma sendo usada muitas vezes, como exemplo vamos nos referir a um caso, o caso de Balaque e Balão descrito no livro de Numeros capítulo 22 a 25. Israel teria que destruir os habitantes da terra e possuí-la. Balaque, rei dos Moabitas sabia que ninguém poderia enfrentar a Israel, porque seu Deus pelejava por eles, porisso teve a ideia de vence-los contratando um profeta para amaldiçoa-los. Balaão, o profeta contratado, tentou por tres vezes amaldiçoar o povo, porém Deus sempre tornava suas palavras em bençao. Então Balaão resolveu ensinar a Balaque a estratégia de fazer o povo pecar, pois essa era a única maneira de amaldiçoá-los e derrotá-los. Veja como Moiséis descreve a responsabilidade de Balaão: Num 31:15,15 “Disse-lhes Moisés: Deixastes viver todas as mulheres? Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o SENHOR, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do SENHOR. E qual foi o conselho? Num 25:1ª9: “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel. Disse o SENHOR a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao SENHOR ao ar livre, e a ardente ira do SENHOR se retirará de Israel. Então, Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor. Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então, a praga cessou de sobre os filhos de Israel. Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil”.
No caso de Neemias, a estratégia foi exatamente a mesma, faze-lo pecar e atrair o julgamento de Deus sobre o povo. Veja como a bíblia descreve esse ataque contra Neemias: “Tendo eu ido à casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à Casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque virão matar-te; aliás, de noite virão matar-te... Então, percebi que não era Deus quem o enviara; tal profecia falou ele contra mim, porque Tobias e Sambalate o subornaram” Ne 6:10a12. Essa foi a última tentativa de ataque do inimigo, a vitória é descrita em Neemias 6: 15,155: “Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinqüenta e dois dias. Sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram todos os gentios nossos circunvizinhos e decaíram muito no seu próprio conceito; porque reconheceram que por intervenção de nosso Deus é que fizemos esta obra”. Finalmente, a palavra dita por Tobias prevendo a possibilidade de reconstrução aconteceu. E, ao contrário do que ele pensava, o muro era forte e servia de proteção eficaz para o povo. O inimigo foi derrotado e envergonhado, e Deus foi exaltado.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 3 - DEFESA CONTRA OS ADVERSÁRIOS

12 - Introdução
Entender que estamos em guerra, e que nossa luta não é contra carne nem sangue mas contra principados e potestades, é chave para a vitoria no projeto de reconstrução. O adversário pode até usar seres humanos, mas no final das contas quem está por trás são os anjos caídos, chamados na Bíblia de demonios. E a intenção deles não é fazer um pequeno estrago, mas sim roubar, matar e destruir. No caso de Neemias, os instrumentos do diabo se chamavam, Sambalate, Tobias e Gesém. Além disso havia outros inimigos e também inimigos em potencial descritos no livro de Neemias. Osa inimigos da reconstrução de Neemias podem ser dividos em duas categorias: “inimigos de fora” e “inimigos de dentro”. Inimigos de dentro são aqueles que ligação direta com o povo através de casamento, amizade e coisas assim, porém não são contados como parte do povo.. Os de fora não tem a mesma ligação direta, mas tem interesses, moram perto, tem ligações comerciais e interesses políticos sobre aquilo que pertence ao povo de Deus.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 2: PREPARANDO E DESAFIANDO O POVO PARA A OBRA.

11 - Todos devem se envolver na reconstrução
Ainda que haja uma clara definição em termos de autoridade e funções, o trabalho deve ser feito por todos. Isso significa que mesmo havendo um sumo sacerdote Eliasibe, um Neemias que Deus levanta para ser responsável perante ele pelo trabalho, o sacerdócio é universal. Sacerdocio universal significa que todos servem perante Deus em diferentes trabalhos. A reedificação dos muros expressa isso de maneira clara, diferentes pessoas fazendo diferentes partes da obra, porém a obra era de Deus e era uma só. Isso equivale ao conceito de corpo e membros discutido no Novo Testamento. Nem todos tem a mesma função, porém até o mais insignificante ou considerado de menas honra, é indispensável.
Essa descrição linda do sacerdócio universal é feita em Neemias através da definição das profissões, estatus social, origem genealógica e geográfica das pessoas que trabalharam. Capítulo 3:1 diz que o sumo sacerdote e os sacerdotes edificaram, 3:2 diz que os homens de Jericó edificaram junto deles. Capitulo 3:3 diz que os filhos de Hassená edificaram a porta do peixe. O relato da origem familiar se repete dezenas de vezes no texto. Cada vez que isso é resaltado, significa uma enfase que nos remete ao passado, onde pessoas se posicionaram perante Deus entrando em aliança com Ele e isso alcançou as gerações futuras baseado na promessa de Deus. Os dez mandamentos estabelecem esse ensino: Ex 20:6 “e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”. Esse ensino é confirmado, quando no capítulo sete é lida a genealogia dos que subiram a Jerusalem, e no versículo 64 relata que pessoas procuraram seus registros e não encontraram, porisso foram colocados em compasso de espera até que o caso fosse resolvido.
O capítulo 3: 8 relata o trabalho de ourives e perfumista. Não importa qual seja a profissão, somos cooperadores na obra de restauração de Deus. Também não distinção de sexo no trabalho de Deus, 3:12 nos informa que as filhas de Salum colocaram a mão no trabalho pesado da reconstrução. Também posição social não é desculpa para se eximir da responsabilidade de reconstrução. Textos como 3:12 em que um homem realmente importante, maioral de meia parte de Jerusalém, trabalhou reconstruindo. Ninguém e menos digno na reonstrução, 3:26 diz que os “servos do templo” também trabalharam. Além de trabalharem uns do lado dos outros como relata Neemias, houveram aqueles que decidiram repara “em frente da suas casas” como relatam os textos de Neemias 3:10, 3:23, 3:29, e 3:30., reconhecendo que tinham responsabilidade por aquilo que estava em sua frente para ser feito. Houveram pessoas que decidiram reconstruir portas, como descrito nos textosde 3:1, 3:3 3:6, etc, enquanto outros decidiram reparar torres, 3:11, 3:26. Isso significa que houveram pessoas que não somente desejaram fazer um serviço no trabalho da reconstrução, mas decidiram fazer algo que tivesse um significado e uma utilidade especial tais como a segurança de uma porta e a proteção de uma torre. Houveram aqueles que não simplesmente fizeram a obra de reconstrução, a fizeram “com grande ardor” como no caso de Baruque em 3:20 que teve seu zelo descrito para a glória dele perante Deus. Entretanto, houveram aqueles se acharam bons demais para participar na obra do Senhor, como está escrito sobre os nobres de Tecoa, terra do profeta Amós. Isso ficou regisado para vergonha e testemunho contra eles. Houve pessoas que fizeram mais do que outros, como caso de Salum descrito em 3:15 e Hanum em 3:13, que além de reparar a porta do vale reparou mais 1000 covados, isto é uns quinhentos metros de muralha. Esses relatos demonstram que nossas obras ou nossa falta de compromisso com o reino não ficam no esquecimento, servimos um Deus que faz justiça e executa juizo.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 2: PREPARANDO E DESAFIANDO O POVO PARA A OBRA.

10 - Fazendo a obra

Segundo a Palavra, a obre de Deus não pode ser feita nem por força nem por violencia, mas pelo Espírito do Senhor. Tão pouco pode ser feita por conselho ou decisão humana. Veja o que este texto de Ageu 1:14 diz: “O SENHOR despertou o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e o espírito do resto de todo o povo; eles vieram e se puseram ao trabalho na Casa do SENHOR dos Exércitos, seu Deus, ao vigésimo quarto dia do sexto mês”. Exatamente a mesma coisa aconteceu com o povo que Neemias iria liderar, diz o texto que o povo se dispos e se fortaleceu para fazer a obra depois que ouviu o relato sobre a benção de Deus sobre os planos de reconstrução. Em ambos os casos, o despertamento veio depois que a Palavra de Deus foi dada ao povo e eles sintonizaram seus corações com o coração de Deus. Isso significa que que nenhum trabalho para o Senhor pode ser feito separado de Sua Palavra. Significa tambem, em ambos os casos, que primeiramente Deus levanta um lider, ou alguns líderes no caso de Ageu, para que se responsabilizem pela obra. É o princípio da autoridade delegada e da unidade em ação.
A história do princípio da autoridade delegada é vista de maneira inequívoca na vida de Moiséis, ali aprendemos que alguém tem que ter nas mãos o cajado da autoridade, e Deus a defenderá caso essa autoridade for contestada. Casos como o da lepra de Miriam, de Datão, Coré e Abirão, e vários outros na história de Moiséis ilustram esse princípio. O texto de Numeros 11:16 e 17 ilustra de maneira clara a unidade necessária para fazermos o trabalho do Senhor: “Disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos e superintendentes do povo; e os trarás perante a tenda da congregação, para que assistam ali contigo. Então, descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente”. Jesus deixa claro no Joao capítulo 17que a unidade e completamente imprescindível para que Deus seja glorificado aqui na terra. No texto de Neemias, vemos essa unidade quando lemos a declaração que se repte muitas vezes: junto a ele edificaram 3:2, Ao seu lado reparou 3:4, junto destes reparou 3:4, a cujo lado reparou 3:4, ao lado destes repararam 3:5 e assim por diante. Isso significa que não espaço vazio entre eles, a unidade era mantida.
O texto de Neemias também relata o sumo sacerdote Eliasibe como sendo o primeiro que pos a mao na obra. Junto com ele, trabalharam os sacerdotes, seus irmãos. A responsabilidade das autoridades espirituais estabelece que elas são as primeiras que devem se envolver fazendo a vontade do Senhor, não somente para dar exemplo, mas por causa da sua posição perante Deus. Esse assunto é tão sério que as cartas as sete igrejas do livro do Apocalipse estabelecem que os líderes das igrejas responderão perante o Senhor não só pelos seus atos, mas pelos atos da igreja, como se eles fossem a própria igreja. Quando a Bíblia diz “tenho porém contra ti” esta falando de problemas da igreja, porém lançando a responsabilidade sobre o seu lider. O sumo sacerdote e os sacerdotes seriam os responsáveis por servir perante Deus vestidos com vestes finas e limpas, mas também devem oficiar sujando suas mãos na obra de restauração. Como disse meu filho Andre em uma pregação sobre a criação do homem, referindo-se ao trabalho de Deus com o barro: “Deus sujou suas mãos”. Sujar as mãos na obre de Deus é coisa santa, porisso Neemias relata que ao terminar de edificar a porta das ovelhas, Eliasibe a consagrou, estabelecendo o Senhor como dono absoluto daquela obra.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 2: PREPARANDO E DESAFIANDO O POVO PARA A OBRA.

9 - De olho no inimigo
Entretanto, o inimigo se faz notar de imediato, porque ele está sempre por perto, a Bíblia diz que ele anda em redor de nós como um leão que ruge. De alguma maneira ele tem laços estabelecidos com o povo de Deus, ele se infiltrou sorrateiramente, sabemos que ele não é dos nossos, mas com o passar do tempo ficamos aconstumados com a presença dele. Enquando estamos com os muros derrubados, em grande desprezo, e nosso Deus não é glorificado tendo lugar proeminente entre nós, o inimigo se mantem calmo. Até mesmo parece que não quer nosso mal. Porém, é só começarmos a nos mover em direção ao cumprimento da vontade de Deus para nossas vidas e em direção da glória Dele, que o inimigo se manifesta. De maneira alguma Deus quer que tenhamos qualquer tipo de vínculo com o adversário, mas já que nós muitas vezes permitimos isso, Deus vai usá-lo para algum propósito.
É exatamente isso que acontece na historia de Neemias. Não que ele próprio tenha estabelecido qualquer relação com o inimigo, mas o povo que ele iria liderar o tinha feito. O inimigo será usado como parte da estratégia de Deus para a vida dele pelo menos de duas maneiras diferentes. A posição que os inimigos tomaram e as suas acusações contra a missão nos dizem qual foi a função pedagógica básica na qual Deus o usou. Primeiro, Deus o usa como um instrumento pedagógico para manter Neemias desperto, humilde e dependente Dele. As acusações do inimigo requerem uma resposta articulada que leva a afirmação dos princípios de relacionamento com Deus mencionados acima. Veja o que o inimigo fez: “Porém Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, quando o souberam, zombaram de nós, e nos desprezaram, e disseram: Que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?” Ne 2:19. Aprendemos algumas coisas significativas a respeito da acusação do inimigo nesse texto. Primeiro eles zombam e desprezam. Isso equivale dizer: como alguem que não é nada, que nao tem valor algum como voces, pretendem fazer isso? Essa é o tipo de acusação contra a identidade das pessoas. Foi isso que o diabo fez com Jesus na tentação do deserto, dizendo: se és Filho de Deus. Quando começamos a manifestar quem somos em Deus, o inimigo se coloca na defensiva, porque antes eramos seus filhos, ou como diria Paulo em Efésios 2: 3: “éramos, por natureza, filhos da ira”. Agora que somos filhos de Deus, nos tornamos grande ameaça para ele.
A segunda maneira pela qual Deus uso o diabo como instrumento pedagógico em nossas vidas, é para nos treinar como seus instrumentos na sua obra. A coisa que perturba profundamente o Diabo é quando nos tornamos instrumentos na obra de Deus. Então ele nos acusa de rebelião. Segundo ele, nos rebelamos contra os poderes que estão institucionalizados para opressão e humilhação contra nós. Esse era o caso da Babilonia e de Artaxerxes, mas como Deus mudou a história, isso não era rebelião.
A segunda razão pela qual Deus permite que o inimigo se levante contra nós, e mostrar a ele quem somos. Esse foi o caso de Jó, o diabo não acreditava que Deus poderia te-lo transformado em um homem fiel e justo a ponte do passar por qualquer prova. Deus provou que ele estava errado e no final usou toda aquela situação para exaltar o segundo estado de Jó ainda mais que o primeiro. Deus também permite para estabelecer através de nós, a Jesus como cabeça sobre todas as coisas. Veja o que diz Efésios 1: 22,23: “E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas”. Com relação ao diabo como instrumento de Deus, é importante sabermos claramente uma coisa: ele não está livre para fazer tudo o que decidir. Deus não somente o mantem debaixo de controle, como também abre um escape na hora da tentação. Doutra maneira seria injusto para conosco, e o próprio Diabo seria um tipo de Deus. Leia a declaração bíblica de 1Cor 10:13: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.
Quais as respostas que aprendemos para dar ao inimigo? Leia o que Neemias aprendeu: “Então, lhes respondi: o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém” Ne 2:20. Primeiro, sabemos quem somos, somos “seus servos”, não estamos com crise de identidade, o que somos é definido em relação ao nosso Deus. Segundo, a obra que fazemos é do nosso Deus, somos seus cooperadores, mas quem tem a autoridade e poder sobre a obra é nosso Deus, porisso ele nós dará bom exito. Nossa parte é nos dispormos e reedificarmos, e isso vamos fazer. Terceiro, Quanto a voces, nem ao menos deveriam estar falando sobre o assunto, porque voces nao tem parte nessa, não tem direito nessa obra, nem tão pouco tem memorial (glória) nessa obra. Essa declaração final é impressionante, porque demonstra que Neemias tinha entendido claramente que enquanto ele promovesse a glória de seu Deus, ele também seria glorificado. Isso é claramente ensinado por Jesus em Joao 17:22 quande ele diz ao Pai em sua oração: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado...”.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 2: PREPARANDO E DESAFIANDO O POVO PARA A OBRA.

8 - Fazendo tudo o que vemos nosso Pai fazer
Ao chegar em Jerusalém, Neemias gastou tres dias examinando as coisas. Diz seu relato, que durante esse tempo ele não falou sobre sua missão a ninguém. Observando a escolta real, é claro que todos sabiam que sua visita era oficial. Imagine iniciar o trabalho de recontrução tão grande em meio a uma situação desesperadora em todos os aspectos. Socialmente a cidade era uma vergonha, os inimigos a consideravam irrecuperável, o povo passava fome, e além do mais eram escravos de Artaxerxes, tinham que pagar tributo a ele. Neemias precisava de algumas coisas chaves antes de divulgar seun intento. A primeira, era um reconhecimento in loco da situação. Ele ja sabia do estado calamitoso das coisas pelas informações que recebera atraves de seu irmao e amigos quando ainda estava na Babilonia. Porém uma visão pessoal iria produzir mais empatia e sensibilidade para com o problema. Quando encaramos pessoalmente um problema, duas coisas podem acontecer: ou desanimamos ou nossa fé aumenta. Um bom exemplo é o caso do problema chamado gigante Golias. Para o exercito de Israel, fraco na fé e com visão miope sobre quem é Deus, foi motivo de desanimo e frustração. Para Davi, íntimo de Deus e homem de fé, quanto maior o tamanho, maior seria a queda. Não havia dúvida em seu coração que aquele gigante era uma blafemia contra Deus e ele era o braço do Senhor para trazer juizo. Assim também Neemias estava se tornando consciente do milagre que Deus faria na reconstrução. A segunda coisa, é que não seria possível alguém se animar com a reconstrução se primeiro não recebesse uma injeção de otimismo. Na verdade, havia duas possibilidades para divulgar a missão: a primeira era simplesmente contar ao povo o que tinha vindo fazer, a segunda era despertar a curiosidade do povo de tal maneira que eles desejassem saber o motivo de sua vinda.
De repente, Neemias quebra o silencio, e lança o desafio da reconstrução: vamos reconstruir os muros de Jerusalém! Um desafio dessa abrangencia necessitava ser expresso de maneira contundente. Como Neemias conseguiu comunicar tão eficientemente sua mensagem? Aqui estao algumas coisas essenciais para que um grande desafio como esse surta efeito positivo: primeiramente ele precisa ecoar de um coração que esteja em sintonia com o povo. Neemias andou em volta do muro durante a noite para sentir diretamente o impacto da realidade em seu coração. Enquanto ele comtemplava o muro, seu coração ia recebendo a mesma carga de paixao e zelo que estava no coração do povo. Empatia brotou em seu coração como um geizer, aquela fonte vulcanica que de repente explode e alcança as altura. Miséria, assolação, destruição e vergonha, eram palavras que remoiam a consciencia do povo a respeito da cidade e seu muro, e que também atingiram o coração de Neemias como flechas certeiras. Quando ele lança o desafio, essas palavras saem de sua boca como um brado de amargura e de rejeição daquela realidade.
Depois que prendeu a atenção de seus ouvintes e incluir-se no problema, Neemias da seu testemunho a respeito de tudo o que tinha acontecido na cidadela de Susã, na Babilonia. Relatando sua experiencia anterior, era como se ele estivesse dizendo: Deus ja está envolvido nesse assunto, isso é coisa do coração Dele tambem e não somente do nosso. E mais: Deus já demonstrou que está no controle da situação de maneira soberana, vejam minha escolta, escutem a leitura da carta que o rei escreveu aos governadores das provincias para que eles me dessem passe livre até aqui, olhem também a ordem do rei para Asafe, o guarda da floresta real, para que tiremos toda a madeira que necessitarmos de sua floresta. Agora já não podemos ficar de braços cruzados lamentando nossa miséria, vamos colocar nossas mãos na obra. Era como se Neemias dissesse: já estamos vendo o que Deus esta fazendo, agora vamos seguir sua iniciativa e cooperar com Ele. Então os ouvintes de Neemias dizem: “Disponhamo-nos e edifiquemos” Ne 2:18. E o texto segue relatando o efeito das palavras de Neemias: “E fortaleceram as mãos para a boa obra”. Isto é, saiu de sobre eles toda baixa estima, toda angústia, e foram invadidos por uma energia nova de fé, esperança, e ousadia. Fizeram aquilo que se diz na linguagem bíblica: “sacudiram de sobre si o jugo”.

O LÍDER VITORIOSO - CAPÍTULO 2: PREPARANDO E DESAFIANDO O POVO PARA A OBRA.

7 - Introdução
Depois de passar por uma experiencia tão marcante como a de Neemias, a tendencia humana é tornar-se auto-confiante e deixar de depender de Deus. Essa é uma das primeiras manifestações malignas do poder. Na verdade, todos os pecados tem origem na tentativa de uma vida independente do Senhor, centralizada em nós mesmos, em nosso tempo, nosso potencial, nossos desejos. Foi assim que Saul, aquele rei tão ungido que pofetizou um dia inteiro no meio dos profetas, perdeu seu reino. Normalmente uma guerra é composta de muitas batalhas, e as vezes por causa da vitória em uma batalha, perdemos a guerra. É impressionante a enfase dada pela Palavra de Deus nas sete cartas do Apocalipse. Todas elas tem em comum a frase “ao que perseverar até o fim”. Porisso Paulo nos exorta em Efésios 6:13 dizendo: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis”. O que realmente importa é como terminamos. Neemias é um exemplo dessa consciencia da responsabilidade perante Deus, perante os homens e perante a tarefa a ser realizada.